Novo vírus altera QR Code do Pix em compras online no Brasil
Malware infecta 90 lojas virtuais brasileiras, altera QR Codes do Pix e desvia pagamentos sem deixar sinais visíveis ao cliente O post Novo vírus altera QR Code do Pix em compras online no Brasil apareceu primeiro em Olhar Digital .

Um novo malware infectou 90 lojas virtuais brasileiras e está adulterando códigos do Pix em tempo real. A empresa de cibersegurança Kaspersky confirmou a fraude após a descoberta do pesquisador independente conhecido como “eremit4”.
Segundo a Folha , o código malicioso altera o QR Code e o Pix Copia e Cola no momento de fechar a compra. O dinheiro é desviado para contas controladas por golpistas, sem que o consumidor perceba qualquer sinal visual da fraude.
O malware infecta sites de e-commerce que utilizam a plataforma Magento. Quando o cliente gera o pagamento para finalizar o pedido, o script substitui o QR Code legítimo por um código fraudulento controlado pelos criminosos.

Como a alteração acontece dentro do próprio site, quem está comprando não percebe nenhuma anormalidade. O pesquisador eremit4 chamou a operação de “o novo magecart brasileiro”, em referência à modalidade tradicional de fraude usada para roubar dados de cartões.
Se a opção escolhida for o cartão de crédito, o mesmo malware também pode copiar os dados para uma fraude posterior. Nesse caso, o lojista recebe normalmente o pagamento, enquanto o cliente fica exposto à clonagem do cartão.
Como o criminoso infecta o site e não o computador da vítima, o potencial de estrago é muito maior e atinge todos os clientes.

Perceber a fraude rapidamente é fundamental para tentar recuperar o dinheiro. O Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix permite rastrear a transação por até cinco transferências, segundo o alerta de Assolini.
O problema é que os criminosos podem distribuir o dinheiro entre dezenas de contas laranja em poucas horas, dificultando a recuperação dos valores.
“Os criminosos sabem que o limite de transferências rastreáveis é de cinco passagens. O MED é válido quando a pessoa percebe rapidamente”, diz Assolini.

Embora o consumidor tenha até 80 dias para solicitar o MED, o Banco Central recomenda registrar a contestação mesmo quando a recuperação não é garantida. O procedimento ajuda as instituições financeiras a identificar contas utilizadas nas fraudes.
Como a alteração do pagamento não deixa sinais aparentes, a principal defesa do consumidor está na conferência dos dados antes de autorizar a transferência.
Comerciantes afetados pelo vírus perceberam um aumento na desistência de compras. Alguns passaram a informar o CNPJ e o nome da empresa para que o cliente possa conferir o destinatário do Pix. Outros adotaram plataformas de pagamento terceirizadas.

Para reduzir o risco de novas infecções, a Kaspersky recomenda manter o Magento atualizado, utilizar senhas únicas e complexas no acesso à administração do site e fazer monitoramento recorrente com software de qualidade.
O código responsável pelo ataque pode aparecer em trechos ofuscados, dificultando a identificação do comportamento malicioso. A mesma ameaça ainda consegue roubar dados de cartão quando o cliente escolhe essa forma de pagamento.
Quem identificar um Pix fraudulento deve abrir a área do Pix no aplicativo do banco, selecionar “Contestar Pix” e informar que se trata de golpe ou fraude. As contas envolvidas podem ser bloqueadas por até 11 dias durante a apuração, e eventual devolução depende da existência de saldo e da análise das instituições financeiras.

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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/08/seguranca/novo-virus-altera-qr-code-do-pix-em-compras-online-no-brasil/.

A alteração do QR Code no checkout ocorre sem gerar nenhum alerta na tela, dificultando a percepção do comprador durante o pagamento. Imagem: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock — Foto: Olhar Digital
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