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    Novo tratamento injetável pode ajudar o cérebro a se recuperar após AVC

    Biomaterial aplicado em área lesionada estimulou vasos, células imunes e recuperação motora em ratos que tiveram lesão cerebral

    Metrópoles
    4 de setembro de 2026 às 17:42
    Novo tratamento injetável pode ajudar o cérebro a se recuperar após AVC
    Foto: Metrópoles

    Um biomaterial injetável desenvolvido por pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, mostrou capacidade de estimular a recuperação do cérebro após um AVC em testes com animais.

    A proposta é transformar a área danificada em um ambiente que favoreça o reparo do tecido . Os resultados foram publicados na revista Cell Biomaterials em 21 de julho e ainda estão em fase pré-clínica.

    O AVC isquêmico ocorre quando um coágulo bloqueia o fluxo de sangue no cérebro. Mesmo quando a circulação é restabelecida, o tecido que morreu não é recuperado, deixando uma cavidade na região afetada.

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    peterschreiber.media/ Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O novo tratamento busca atuar justamente nesse espaço. O material injetado forma uma estrutura porosa que funciona como suporte para a entrada de células e a reorganização do tecido.

    “Nosso objetivo é modificar o local da lesão para que diferentes processos de reparo ocorram ao mesmo tempo”, explicou a engenheira biomédica Tatiana Segura, que lidera o estudo, em comunicado. Os pesquisadores também incorporaram ao material sinais biológicos que ajudam a atrair células do sistema imune e estimular a formação de vasos sanguíneos.

    Durante o estudo, células de defesa do organismo foram recrutadas para a área lesionada. Entre elas, os neutrófilos, que costumam ser associados à inflamação nas fases iniciais do AVC. Os resultados indicam que, em um momento posterior e sob certos sinais, as células podem contribuir para o reparo do tecido.

    Ilustração colorida com fundo azul que mostra a silhueta humana com ênfase no cérebro em cor vermelho vibrante - Metrópoles.
    Ilustração colorida com fundo azul que mostra a silhueta humana com ênfase no cérebro em cor vermelho vibrante - Metrópoles. — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Quando os pesquisadores reduziram a presença dessas células, a formação de novos vasos diminuiu e a reorganização da área afetada foi menor.

    “O resultado sugere que o papel dessas células depende do momento e do ambiente em que atuam”, afirmou a pesquisadora Shangjing Xin. 10 imagens Fechar modal. 1 de 10 O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro

    O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico

    Novo tratamento injetável pode ajudar o cérebro a se recuperar após AVC - destaque galeria
    Novo tratamento injetável pode ajudar o cérebro a se recuperar após AVC - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala

    O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas

    Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas

    O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico
    O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Tabagismo e má alimentação: é importante adotar uma dieta mais saudável, rica em vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física pelo menos 3 vezes na semana e não fumar

    Pressão alta, colesterol e diabetes: deve-se controlar adequadamente essas doenças, além de adotar hábitos de vida saudáveis para diminuir seus efeitos negativos sobre o corpo, uma vez que podem desencadear o AVC

    Defeitos no coração ou vasos sanguíneos: essas alterações podem ser detectadas em consultas de rotina e, caso sejam identificadas, devem ser acompanhadas. Em algumas pessoas, pode ser necessário o uso de medicamentos, como anticoagulantes

    Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala
    Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Drogas ilícitas: o recomendado é buscar ajuda de um centro especializado em drogas para que se possa fazer o processo de desintoxicação e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuindo as chances de AVC

    Aumento da coagulação do sangue: doenças como o lúpus, anemia falciforme ou trombofilias; doenças que inflamam os vasos sanguíneos, como vasculites; ou espasmos cerebrais, que impedem o fluxo de sangue, devem ser investigados

    Além da resposta imunológica, o tratamento estimulou o crescimento de vasos sanguíneos e de fibras nervosas na região afetada. As mudanças foram acompanhadas por melhora na mobilidade dos animais. Em testes de caminhada, os ratos tratados apresentaram desempenho semelhante ao de animais sem lesão após algumas semanas.

    O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas
    O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os cientistas também verificaram que os sinais biológicos usados no experimento não tiveram o mesmo efeito quando aplicados sem o biomaterial, o que indica que a estrutura física tem papel central no processo.

    Apesar dos resultados, o tratamento ainda precisa passar por novos testes antes de chegar a humanos. Os pesquisadores pretendem avaliar a segurança da técnica e entender melhor como diferentes células participam da recuperação.

    A equipe também estuda o uso de células humanas em laboratório para produzir os sinais biológicos utilizados no material. A ideia é desenvolver uma abordagem que permita ao próprio organismo reorganizar a área afetada, em vez de apenas adaptar as funções do cérebro após o AVC.

    Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas
    Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Tabagismo e má alimentação: é importante adotar uma dieta mais saudável, rica em vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física pelo menos 3 vezes na semana e não fumar
    Tabagismo e má alimentação: é importante adotar uma dieta mais saudável, rica em vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física pelo menos 3 vezes na semana e não fumar — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/novo-tratamento-injetavel-pode-ajudar-o-cerebro-a-se-recuperar-apos-avc.

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