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    Novo mapa mostra a África maior e questiona uma visão do mundo usada há mais de quatro séculos

    ONU aprova a substituição do mapa de Mercator pelo Equal Earth para revelar o tamanho real do continente africano O post Novo mapa mostra a África maior e questiona uma visão do mundo usada há mais de quatro séculos apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    16 de setembro de 2026 às 15:16
    Novo mapa mostra a África maior e questiona uma visão do mundo usada há mais de quatro séculos
    Foto: Olhar Digital

    Um novo mapa-múndi está colocando em dúvida uma representação do planeta usada há séculos. A projeção Equal Earth mostra a África em proporções mais próximas de sua área real e reduz distorções presentes no tradicional mapa de Mercator .

    A discussão ganhou força após uma resolução apresentada pelo Togo na ONU para eliminar gradualmente o uso da projeção tradicional e adotar uma representação que mostre melhor a escala dos territórios. A decisão não é obrigatória e envolve também a maneira como percebemos tamanho, poder e território.

    A projeção de Mercator aumenta visualmente as regiões próximas aos polos e reduz proporcionalmente aquelas próximas ao Equador . Por isso, a África aparece menor, enquanto América do Norte e Eurásia ocupam mais espaço em relação à área real.

    África no mapa-múndi tradicional baseado na projeção de Mercator (à esquerda) e no mapa Equal Earth de 2018 (à direita) – Imagem: equal-earth.com
    África no mapa-múndi tradicional baseado na projeção de Mercator (à esquerda) e no mapa Equal Earth de 2018 (à direita) – Imagem: equal-earth.com — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Na comparação com o mapa tradicional, o Equal Earth mostra a África ocupando quase o dobro da proporção de área terrestre. Para quem cresceu vendo a mesma representação, a diferença pode causar estranhamento.

    Eromo Egbejule, correspondente do The Guardian na África Ocidental, considera que a questão é científica, e não uma imposição ideológica. “Esta é uma discussão científica. Não é uma imposição.”

    A distorção também aparece na representação da Groenlândia. No mapa de Mercator, a ilha parece ter tamanho semelhante ao da África, embora seja 14 vezes menor.

    A discussão sobre a projeção dos mapas vai além da geografia e envolve a forma como diferentes territórios são percebidos. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
    A discussão sobre a projeção dos mapas vai além da geografia e envolve a forma como diferentes territórios são percebidos. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O texto relata que o interesse de Donald Trump pela Groenlândia teria sido influenciado pelo tamanho exagerado da ilha na projeção tradicional. Trump chegou a descrevê-la como “massiva”.

    Entre os principais pontos do debate estão:

    Para Egbejule, a importância da iniciativa está no precedente que ela pode criar. Ele cita dois provérbios em pidgin: “toda dança começa com uma palma” e “são os grãos de arroz que enchem a panela”.

    Comparação entre o mapa-múndi Mercator e o Equal Earth
    Comparação entre o mapa-múndi Mercator e o Equal Earth — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O debate se soma a outras iniciativas que questionam interpretações históricas e culturais estabelecidas. O texto menciona uma resolução da ONU sobre o tráfico transatlântico de escravizados, também apresentada por um país africano.

    A representação dos territórios, nesse debate, também ganha significado simbólico. Segundo a análise apresentada, a maneira como os países aparecem nos mapas pode reforçar associações entre tamanho territorial, importância econômica e poder político.

    A questão aparece ainda em meio às preocupações com redes sociais e inteligência artificial, que influenciam a maneira como informações e acontecimentos são percebidos.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A Africa No Filter, organização participante da campanha pela mudança dos mapas, resumiu a questão: “Se erramos algo tão básico quanto o tamanho da África durante tanto tempo, o que mais sobre a África simplesmente aceitamos sem questionar?”

    O território não muda quando a projeção muda. O que muda é a forma de representá-lo — e, com ela, uma referência visual que ajudou a formar a imagem do mundo para várias gerações.

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    África no mapa-múndi tradicional baseado na projeção de Mercator (à esquerda) e no mapa Equal Earth de 2018 (à direita) – Imagem: equal-earth.com
    África no mapa-múndi tradicional baseado na projeção de Mercator (à esquerda) e no mapa Equal Earth de 2018 (à direita) – Imagem: equal-earth.com — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    A discussão sobre a projeção dos mapas vai além da geografia e envolve a forma como diferentes territórios são percebidos. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
    A discussão sobre a projeção dos mapas vai além da geografia e envolve a forma como diferentes territórios são percebidos. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/16/ciencia-e-espaco/novo-mapa-mostra-a-africa-maior-e-questiona-uma-visao-do-mundo-usada-ha-mais-de-quatro-seculos/.

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    África no mapa-múndi tradicional baseado na projeção de Mercator (à esquerda) e no mapa Equal Earth de 2018 (à direita) – Imagem: equal-earth.com — Foto: Olhar Digital

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