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    Nova definição de dislexia deixa de exigir teste de QI no diagnóstico

    Documento atualizado após mais de 20 anos também considera fatores genéticos e ambientais e reforça a importância da identificação precoce

    Metrópoles
    8 de outubro de 2026 às 14:40
    Nova definição de dislexia deixa de exigir teste de QI no diagnóstico
    Foto: Metrópoles

    A definição de dislexia foi atualizada pela primeira vez em mais de 20 anos. O novo documento retira o teste de QI como critério para identificar a condição e passa a dar mais importância à avaliação da leitura e da ortografia ao longo do tempo.

    A nova definição foi publicada em 29 de abril nos Anais da Dislexia e elaborada por pesquisadores dos Estados Unidos após uma consulta com mais de 15 especialistas internacionais. O documento tem caráter consultivo e busca orientar a forma como a dislexia é identificada e estudada.

    A dislexia pode afetar a forma como uma pessoa processa informações e se manifestar em dificuldades para ler, escrever e pronunciar palavras. A atualização reúne mudanças baseadas nas pesquisas realizadas desde a última definição, publicada em 2002.

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    Uma das principais alterações é a retirada da diferença entre os resultados de testes de leitura e de QI como critério para identificar a dislexia.

    Na definição anterior, era necessário que a diferença entre o desempenho em leitura e a pontuação em um teste de QI padronizado fosse de pelo menos 15 pontos. A ideia era mostrar que a dificuldade de leitura era maior do que seria esperado a partir da capacidade intelectual geral da pessoa.

    O critério, porém, podia deixar de fora crianças que apresentavam dificuldades de leitura, mas não atingiam essa diferença.

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    Dislexia — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Com a mudança, os especialistas defendem que os testes de QI não sejam necessários para identificar a dislexia . A avaliação da leitura deve ser considerada por si só, levando em conta também o desempenho da pessoa ao longo do tempo e após receber ensino.

    A atualização também muda a forma como as possíveis causas da dislexia são descritas. A definição anterior mencionava uma origem neurobiológica. O novo documento mantém essa ideia, mas também considera fatores genéticos e ambientais.

    Os pesquisadores também deram mais espaço a estudos realizados em países onde o inglês não é o idioma principal.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/nova-definicao-de-dislexia-deixa-de-exigir-teste-de-qi-no-diagnostico.

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