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    Nova classificação do infarto busca facilitar diagnóstico e tratamento

    Diretriz internacional propõe três categorias ligadas à causa do problema e deve ajudar médicos e pacientes a entender melhor o quadro

    Metrópoles
    28 de agosto de 2026 às 13:20
    Nova classificação do infarto busca facilitar diagnóstico e tratamento
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    Uma nova definição global para infarto do miocárdio propõe mudanças na forma de classificar a doença, com foco na causa do problema e na prática clínica. O documento será apresentado em 30 de agosto no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2026.

    A atualização foi elaborada por quatro entidades internacionais de cardiologia — a Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), o Colégio Americano de Cardiologia (ACC), a Associação Americana do Coração (AHA) e a Federação Mundial do Coração (WHF) — e substitui o modelo anterior, baseado em números, por três categorias clínicas. A proposta é tornar o diagnóstico mais consistente e facilitar a comunicação com os pacientes.

    O infarto do miocárdio segue como uma das principais causas de morte no mundo. A condição afeta cerca de 3,8% das pessoas com menos de 60 anos e 9,5% acima dessa faixa etária.

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    Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A classificação passa a considerar o mecanismo que levou ao infarto. Com isso, os casos são divididos em três grupos.

    O primeiro é o infarto primário, que ocorre por um problema direto em uma artéria coronária. Entre as causas estão ruptura de placas de gordura, formação de coágulos , espasmos ou lesões na parede do vaso.

    O segundo é o infarto secundário, que acontece quando há desequilíbrio entre a necessidade e a oferta de oxigênio para o coração. Situações como pressão arterial muito alta ou muito baixa e alterações no ritmo cardíaco podem levar a esse quadro.

    Ilustração colorida de esqueleto com coração e vasos sanguíneos em evidência - Metrópoles
    Ilustração colorida de esqueleto com coração e vasos sanguíneos em evidência - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O terceiro grupo reúne os infartos relacionados a procedimentos, como cirurgias cardíacas ou intervenções com cateter. Nesses casos, o evento ocorre até 30 dias após o procedimento.

    Além de orientar o diagnóstico, a nova classificação busca facilitar o entendimento de quem recebe o diagnóstico. O modelo anterior utilizava termos numéricos que nem sempre eram claros na conversa entre médico e paciente.

    “Com a nova abordagem, agora podemos conversar com os pacientes sobre a causa do infarto do miocárdio para que eles possam entender sua condição e reconhecer por que as próximas etapas são necessárias”, afirmou Kristin Newby, representante de entidades de cardiologia dos Estados Unidos, em comunicado. Leia também Saúde Uso de testosterona sem indicação eleva risco de infarto, AVC e morte Saúde Microplásticos são encontrados em pacientes com infarto, diz pesquisa Claudia Meireles Cardiologista alerta que o clima frio pode aumentar o risco de infarto Saúde Tecnologia identifica risco de infarto antes dos primeiros sintomas A proposta também se alinha à Classificação Internacional de Doenças (CID), utilizada para registrar e monitorar problemas de saúde em diferentes países.

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    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A atualização também pode ajudar a ampliar o conhecimento sobre causas menos reconhecidas de infarto. Um exemplo é a dissecção espontânea da artéria coronária, uma condição mais frequente em mulheres e ainda pouco diagnosticada.

    Com uma classificação baseada na origem do problema, os pesquisadores esperam melhorar o registro dos casos e permitir análises mais detalhadas sobre diferentes tipos de infarto.

    Segundo os autores, a simplificação da classificação pode contribuir para decisões clínicas mais precisas e para um acompanhamento mais adequado ao longo do tempo.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/nova-classificacao-do-infarto-busca-facilitar-diagnostico-e-tratamento.

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