Nova ação contra Epstein pede US$ 6 milhões por imagens de abuso infantil
Autoras alegam que o acervo de Jeffrey Epstein contém imagens delas e pedem identificação e notificação de possíveis vítimas

Duas mulheres que se apresentam como sobreviventes de crimes sexuais cometidos pelo ex-financista Jeffrey Epstein pedem ao menos US$ 6 milhões (cerca de R$ 32 milhões) em uma nova ação contra os responsáveis pela herança do financista .
Protocolada em Nova York nesta semana, a ação alega que imagens de abuso sexual infantil envolvendo as autoras integram o acervo de Epstein e solicita à Justiça a identificação e a notificação de outras possíveis vítimas.
Além do valor total, a ação pede uma indenização estatutária de US$ 150 mil para cada integrante da classe que venha a ser reconhecido pela Justiça, além de danos compensatórios e punitivos.

Elas alegam que Epstein manteve em seu acervo imagens de abuso sexual infantil envolvendo as duas e pedem que a Justiça determine a criação de um programa para identificar e notificar todas as pessoas retratadas no material.
A ação foi protocolada na terça-feira (15/9) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York.
As autoras são identificadas no processo pelos pseudônimos “Jane Doe” e “Amy” e movem a ação individualmente e em nome de uma possível classe de outras pessoas que teriam sido retratadas em imagens de abuso sexual infantil apreendidas de propriedades ou dispositivos controlados por Epstein.

O processo tem como réus Darren K. Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard D. Kahn, ex-contador do financista. Os dois são processados exclusivamente na condição de co-executores do espólio.
Bilionário Jeffrey Epstein morreu na prisão em 2019
Segundo a petição, Jane Doe tinha cerca de 12 anos quando Epstein teria obtido fotos parcialmente nuas dela, originalmente feitas para um estudo artístico e guardadas pelo autor em local trancado. O processo afirma que Epstein furtou e manteve as imagens para fins sexuais e as transportou entre estados.

Jane Doe diz ter descoberto o fato apenas posteriormente e afirma sofrer impactos emocionais até hoje.
“Amy” afirma aparecer em uma série de material de abuso sexual infantil conhecida como “Misty”, cujas imagens circulam desde o fim dos anos 1990. Segundo a ação, fotos dela foram encontradas no acervo apreendido de Epstein, que ainda não teria sido totalmente analisado para identificar todas as possíveis vítimas.
A petição cita a análise de 38.934 imagens e afirma que o processamento pelo programa de identificação de vítimas do NCMEC ainda não havia sido concluído.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/nova-acao-contra-epstein-pede-us-6-milhoes-por-imagens-de-abuso-infantil.

Arte/Metrópoles — Foto: Metrópoles
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