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    Normandia preserva praias do Dia D e atrai visitantes pela história

    Viajar pela França é também mergulhar, em cada região , na história e na cultura locais. A Normandia , no norte do país, é conhecida pelos produtos derivados do leite -como as balas de caramelo e o creme fresco-, pela cidra e pelo calvados, destilado de maçã, mas também pelo clima frio e chuvoso junto ao Canal da Mancha . Leia mais (08/26/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    27 de agosto de 2026 às 02:00
    Normandia preserva praias do Dia D e atrai visitantes pela história
    Praia de areia clara com mar de ondas pequenas e calmas. No horizonte, céu azul com nuvens brancas dispersas. Estrutura de concreto parcialmente submersa no mar à esquerda. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Viajar pela França é também mergulhar, em cada região , na história e na cultura locais. A Normandia , no norte do país, é conhecida pelos produtos derivados do leite —como as balas de caramelo e o creme fresco—, pela cidra e pelo calvados, destilado de maçã, mas também pelo clima frio e chuvoso junto ao Canal da Mancha .

    Alguns dos escombros do desembarque são hoje vistos na praia de Arromanches-les-Bains, na Normandia, norte da França - Ana Bottallo/Folhapress · Ana Bottallo/Folhapress
    Alguns dos escombros do desembarque são hoje vistos na praia de Arromanches-les-Bains, na Normandia, norte da França - Ana Bottallo/Folhapress · Ana Bottallo/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A cerca de 260 km de Paris, Bayeux é uma pequena cidade marcada tanto pela história medieval quanto pela Segunda Guerra Mundial . Uma das joias do período medieval, a célebre tapeçaria, produzida no século 11, retrata a conquista da Inglaterra pelos normandos. Séculos depois, a região voltaria a ser centro da história europeia em 1944, quando foi palco do desembarque das tropas aliadas na Normandia que levou à libertação da França e da Europa da ocupação nazista.

    Para quem pretende mergulhar nessa história, Bayeux é um bom ponto de partida para conhecer as chamadas "praias do Dia D". A cidade fica a cerca de 10 km da costa e permite montar, com deslocamentos relativamente curtos, um roteiro de um dia entre museus, praias e vestígios da batalha.

    Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword são os nomes dados pelos Aliados aos cinco setores do desembarque de 6 de junho de 1944. Com Pointe du Hoc, eles formam um conjunto de aproximadamente 80 km de costa, recentemente reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco (agência da ONU para cultura).

    Praias do Dia D na Normandia reúnem museus, vestígios e turismo local voltado para combate entre aliados e nazistas
    Praias do Dia D na Normandia reúnem museus, vestígios e turismo local voltado para combate entre aliados e nazistas — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para aproveitar bem o registro histórico que as praias do Dia D carregam, uma boa opção é visitar, antes, o Museu Memorial da Batalha da Normandia, em Bayeux.

    Com dioramas reconstituindo algumas das batalhas e textos explicativos em francês e inglês, além de um filme de aproximadamente 25 minutos, exibido de forma contínua nos dois idiomas, o acervo ajuda a reconstruir não apenas o desembarque, mas os quase três meses de combates que se seguiram até a retirada das tropas alemãs da região.

    A visita leva entre 1h30 e 2h. O ingresso custa € 8,50 (cerca de R$ 54) para adultos e menores de dez anos não pagam. Há estacionamento próprio do museu, o que facilita a parada para quem faz o percurso de carro.

    Ilustração mostrando os ataques dos alemães e o desembarque dos aliados na porção tomada pela Alemanha nazista, em junho de 1944, na Normandia, França - Ana Bottallo/Folhapress · Ana Bottallo/Folhapress
    Ilustração mostrando os ataques dos alemães e o desembarque dos aliados na porção tomada pela Alemanha nazista, em junho de 1944, na Normandia, França - Ana Bottallo/Folhapress · Ana Bottallo/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    De Bayeux, são cerca de 11 km até Arromanches-les-Bains, pequena cidade costeira diante da antiga Gold Beach, onde desembarcaram principalmente forças britânicas. O trajeto leva cerca de 15 minutos de carro.

    Mais de oito décadas depois, enormes blocos de aço e concreto que integravam o Mulberry B ainda podem ser vistos no mar. O porto artificial foi montado pelos Aliados para permitir o desembarque de veículos, combustível e suprimentos logo depois da primeira onda de invasão do desembarque. Na maré baixa, as estruturas se destacam ainda mais na paisagem.

    De frente para a praia fica o Museu do Desembarque (Musée du Débarquement), dedicado à construção e ao funcionamento do porto. Reaberto em novo edifício em 2023, reúne maquetes, objetos e projeções sobre a operação logística. A visita leva cerca de 1h30; o ingresso custa € 12,90 (R$ 82) para adultos e € 8,30 (R$ 53) para visitantes de 6 a 18 anos.

    Mapa colorido mostra a região da Normandia com indicações das posições e movimentos das forças aliadas e alemãs durante a Batalha da Normandia na Segunda Guerra Mundial. Setas azuis indicam avanços das 1ª e 3ª Armadas dos EUA, 2ª Armada Bri
    Mapa colorido mostra a região da Normandia com indicações das posições e movimentos das forças aliadas e alemãs durante a Batalha da Normandia na Segunda Guerra Mundial. Setas azuis indicam avanços das 1ª e 3ª Armadas dos EUA, 2ª Armada Bri — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Quem tiver mais tempo pode continuar para oeste. A cerca de 30 km de Arromanches está Omaha Beach, palco de um dos episódios mais sangrentos do Dia D. Acima da praia, em Colleville-sur-Mer, o Cemitério Americano da Normandia reúne 9.388 túmulos de militares americanos.

    Outros 20 km adiante fica Pointe du Hoc, promontório tomado por Rangers americanos em 6 de junho. Crateras de bombardeios, abrigos subterrâneos e posições defensivas permanecem espalhados pela paisagem e podem ser percorridos a pé.

    quele 6 de junho, mais de 150 mil soldados aliados atravessaram o Canal da Mancha naquela que se tornaria a maior operação anfíbia da história. Mais de 4.000 militares aliados morreram apenas nas 24 horas que se seguiram ao Dia D. Hoje, entre praias frequentadas por moradores, pequenas cidades e campos verdes, percorrer esse trecho da Normandia é alternar turismo e memória —e dimensionar no próprio território uma batalha muitas vezes conhecida apenas pelos livros de história.

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    Ilustração Viaja - Melhor companhia aérea nacional em conforto
    Ilustração Viaja - Melhor companhia aérea nacional em conforto — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/turismo/2026/08/normandia-preserva-praias-do-dia-d-e-atrai-visitantes-pela-historia.shtml.

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