Nordeste puxa alta da urbanização no Brasil; Sudeste tem maior área, diz IBGE
A região Nordeste liderou o avanço da urbanização no Brasil no período de 2019 a 2022, indica estudo divulgado nesta terça-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Leia mais (08/18/2026 - 10h00)

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A região Nordeste liderou o avanço da urbanização no Brasil no período de 2019 a 2022, indica estudo divulgado nesta terça-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A conclusão é da publicação "Áreas Urbanizadas do Brasil", que calcula a expansão desses espaços a partir da interpretação de imagens de satélite.
O IBGE afirma que o Nordeste teve aumento de 16,52% em áreas classificadas como feições urbanizadas e loteamentos vazios de 2019 a 2022 –o acréscimo foi de 1.961 km². O avanço é o maior em termos proporcionais e absolutos no estudo.
Enquanto isso, o Sudeste registrou ampliação de 9,09% (mais 1.606 km²). É o menor percentual de aumento.

Os acréscimos foram de 13,78% no Sul (mais 1.341 km²), de 11,45% no Centro-Oeste (mais 571 km²) e de 11,16% no Norte (mais 476 km²). No Brasil, houve alta de 12,27% no mesmo intervalo (mais 5.955 km²), disse o IBGE.
O órgão não detalha no estudo os possíveis motivos por trás do crescimento em cada região.
Apesar de ter registrado o menor aumento em termos proporcionais, o Sudeste abriga a maior parte das áreas com características do meio urbano no Brasil.

Em 2022, a região concentrou 35,35% (mais de um terço) das feições urbanizadas e dos loteamentos vazios do país (19.062 km² de um total de 53.925 km²).
Nordeste (25,36%), Sul (20,44%), Centro-Oeste (10,15%) e Norte (8,7%) vieram na sequência.
Mesmo em alta, as áreas classificadas como feições urbanizadas e loteamentos vazios (53.925 km²) representaram somente 0,63% do território nacional (8.510.418 km²)

Esse tecido urbano é inferior à área total do estado da Paraíba (56.467 km²), mas supera um país inteiro como a Dinamarca (42.957 km²).
As feições urbanizadas abrangem três subcategorias: áreas urbanizadas, outros equipamentos urbanos e vazios intraurbanos.
As áreas urbanizadas são compostas principalmente por construções residenciais e comerciais das cidades. Classificam-se como densas ou pouco densas.

Os outros equipamentos reúnem estabelecimentos não residenciais e distantes até três quilômetros das áreas urbanizadas. Locais como universidades, aeroportos, shoppings e presídios podem integrar o grupo.
Os vazios intraurbanos, por sua vez, são áreas não ocupadas por construções no interior do perímetro urbano. Parques e corpos d’água são parte dessa subcategoria. Um exemplo citado pelo IBGE é a lagoa Rodrigo de Freitas, cercada por prédios na zona sul do Rio de Janeiro .
Os loteamentos vazios, que se somam às feições urbanizadas, são áreas com implantação de vias, mas sem domicílios ou com casas isoladas. A presença deles pode indicar espaços para a expansão do tecido urbano no futuro.

Conforme o estudo, a cidade de São Paulo tinha 922,4 km² de feições urbanizadas (sem contar os loteamentos vazios) em 2022. É o maior número do país.
Brasília apareceu na segunda posição desse ranking, com 662,5 km². Assim, a capital federal deixou para trás o Rio de Janeiro (644,36 km²), na terceira colocação, apontou o IBGE.
A expansão em Brasília ante 2019 foi de 72,1 km², a principal da pesquisa. Foi mais que o dobro da segunda maior alta, registrada em São Luís (mais 35,76 km²).
Quando a análise considera a proporção, a liderança ficou com São Caetano do Sul , na região metropolitana de São Paulo. As feições urbanizadas cobriam 100% do território do município paulista em 2022.
São João de Meriti (RJ), com proporção de 99,99%, e Olinda (PE), com 96,36%, vieram na sequência.
Carapicuíba (94,29%), Osasco (93,38%) e Taboão da Serra (91,44%), todos em São Paulo, foram os outros locais com níveis acima de 90%.
O estudo chama a atenção para as diferenças no processo de urbanização do Brasil. Conforme o IBGE, os 443 municípios costeiros ocupam apenas 5,02% do território nacional, mas reuniram 19,5% da área total das feições urbanizadas do país em 2022.
Já os 590 municípios da faixa de fronteira respondem por 26,61% do território e concentram somente 8,28% das feições urbanizadas.
Outro recorte é relativo aos 772 municípios da Amazônia Legal. A região responde por 59,11% (mais da metade) do território nacional e apenas 14,27% das feições.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/nordeste-puxa-alta-da-urbanizacao-no-brasil-sudeste-tem-maior-area-diz-ibge.shtml.

Prédios na avenida Rebouças, em São Paulo - Zanone Fraissat - 18.mar.26/Folhapress · Zanone Fraissat - 18.mar.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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