Nobel de Química 2026 vai para pesquisas que fazem a química escolher imagens espelhadas
O prêmio Nobel de Química de 2026 ficou com os pesquisadores Henri Kagan, da Universidade Paris-Sud, da França, e para Kenso Soai, da Universidade de Ciência de Tokyo, no Japão. O prêmio é pela descoberta de efeitos não lineares e da autocatálise na síntese orgânica assimétrica. Leia mais (10/07/2026 - 06h51)

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O prêmio Nobel de Química de 2026 ficou com os pesquisadores Henri Kagan, da Universidade Paris-Sud, da França, e para Kenso Soai, da Universidade de Ciência de Tokyo, no Japão. O prêmio é pela descoberta de efeitos não lineares e da autocatálise na síntese orgânica assimétrica.

Os laureados foram anunciados, na manhã desta quarta-feira (7), pela Real Academia Sueca de Ciências, em Estocolmo, na Suécia.
A premiação deste ano é de 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões). O valor foi atualizado neste ano, dado que até 2025 era de 11 milhões.
Além do valor em dinheiro, os laureados recebem uma medalha de ouro, com o rosto de Nobel, e um diploma.

A química era a área de conhecimento mais importante para o trabalho de Alfred Nobel (1833-1896), criador da láurea, e é o segundo prêmio mencionado por ele em seu testamento. O sueco é conhecido por ter sido o inventor da dinamite.
O Nobel de Química de 2025 foi para o japonês Susumu Kitagawa, 74, da Universidade de Kyoto (Japão), o britânico Richard Robson, 88, da Universidade de Melbourne (Austrália), e o jordaniano Omar M. Yaghi , 60, da Universidade da Califórnia, Berkeley (Estados Unidos), pelo desenvolvimento de estruturas metalorgânicas .
Os laureados são o americano Karl Deisseroth, 54, e os alemães Peter Hegemann, 71, e Georg Nagel, 73

Achado permite ativar neurônios com precisão espacial e temporal
Johannes Fibiger sugeriu que estímulos exógenos e irritação do tecido eram causas diretas da doença
Francês descobriu o equilíbrio de sedimentação e provou a existência de átomos e moléculas; sueco também confirmou a existência física das moléculas e criou a ultracentrífuga

Há registro de laureados que começaram a proferir absurdos sem fundamento científico
Entre eles estão Carlos Chagas, César Lattes e Adolpho Lutz; dados divulgados vão até 1971
Em 2024, a láurea de Química foi dividida entre David Baker, Demis Hassabis e John Jumper . A premiação foi pelo uso de técnicas computacionais para projetar ou inferir a estrutura tridimensional das proteínas, que estão entre as moléculas mais importantes do organismo dos seres vivos.
Surgido em 1901, o prêmio de Química foi entregue 117 vezes. Nos anos 1916, 1917, 1919, 1924, 1933 e de 1940 a 1942 não houve premiação.
Ao todo, 200 pessoas já ganharam a láurea até o momento, sendo que duas delas a receberam duas vezes. São elas o britânico Frederick Sanger (1918-2013), agraciado em 1958 e 1980, e o americano K. Barry Sharpless , 84, em 2001 e 2022.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/10/nobel-de-quimica-2026-vai-para-pesquisas-que-fazem-a-quimica-escolher-imagens-espelhadas.shtml.

Jornalistas aguardam o anúncio do Prêmio Nobel de Física de 2026 durante uma coletiva de imprensa na Real Academia Sueca de Ciências, em Estocolmo, Suécia - Tom Little - 6.out.26/Reuters · Tom Little - 6.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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