Nobel de Física volta a ser entregue a só 1 cientista após três décadas
Trinta e quatro anos depois, o Nobel de Física voltou a ser entregue a um único pesquisador . A premiação ocorreu na manhã desta terça-feira (6). Leia mais (10/06/2026 - 15h00)

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Trinta e quatro anos depois, o Nobel de Física voltou a ser entregue a um único pesquisador . A premiação ocorreu na manhã desta terça-feira (6).

O laureado foi o belga Francis Halzen, 82, professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos . O físico foi reconhecido por suas contribuições na detecção de neutrinos de alta energia de origem astrofísica, com o observatório de neutrinos IceCube, construído no polo Sul.
A última premiação individual no Nobel de Física havia sido em 1992, com a láurea indo para o polonês Georges Charpak (1924-2010), pela invenção e desenvolvimento de detectores de partículas, em particular a câmara proporcional multifios.
No ano anterior, em 1991, somente um pesquisador também havia sido premiado na categoria: o francês Pierre-Gilles de Gennes (1932-2007), pela descoberta de que métodos para estudar fenômenos de ordem em sistemas simples podem ser generalizados para formas mais complexas da matéria.

Nos 120 anos de premiação de física —apesar de a láurea surgir em 1901, ela foi interrompida em alguns anos—, em 48 ocasiões houve apenas um premiado, o que representa 40% dos reconhecimentos.
O mais comum nas últimas décadas na categoria tem sido a premiação de dois e, especialmente, três pesquisadores.
Láureas individuais eram mais comuns até 1950. Desde 1901 até o ano em questão, em somente nove ocasiões mais de um pesquisador havia sido premiado, na mesma láurea, com o Nobel de Física.

Em contrapartida, nos 76 anos seguintes, chegando, portanto, a 2026, houve somente 11 anos com láureas individuais na física.
O panorama é semelhante no Nobel de Medicina, com 34% dos anos de premiação (40 premiados) tendo um único laureado.
Só a área de química se diferencia, com maior presença de ganhadores de Nobéis individuais. Nesta láurea, mais da metade dos prêmios foi unitário —quase 54%, ou 63 láureas.

Porém, tanto o Nobel de Medicina quanto o de Química têm prêmios individuais mais recentes.
No caso do de Medicina, o último ganhador individual foi em 2022, quando o sueco Svante Pääbo foi premiado por pesquisas sobre evolução humana.
Na categoria de Química, o último ganhador solo data de 2011. Naquele ano, o israelense Dan Shechtman foi laureado pela descoberta dos quasicristais.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/10/nobel-de-fisica-volta-a-ser-entregue-a-so-1-cientista-apos-tres-decadas.shtml.

Francis Halzen, vencedor do prêmio Nobel de física de 2026, durante palestra na Universidade de Wisconsin–Madison, em Madison, Wisconsin, EUA - Bryce Richter/UW-Madison - 13.abr.23/via Reuters · Bryce Richter/UW-Madison - 13.abr.23/via Reut — Foto: Folha de S.Paulo
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