Brasil

    Neto condenado por matar avô e a esposa dele em Cachoeirinha segue foragido mais de 100 dias

    O neto Andrew Heger Ribas; o avô, Rubem Affonso Heger e a companheira dele Marlene dos Passos Stafford Heger. Arquivo pessoal; Reprodução g Andrew Heger Ribas, condenado por assassinar o avô e a esposa dele em Cachoeirinha, segue foragido mais de três meses após fugir do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF). Segundo a Polícia Penal, a fuga aconteceu no dia 9 de junho. O mandado de recaptura foi expedido no dia seguinte. De acordo com o mandado de recaptura da 1ª Vara Criminal, o foragido ainda precisa cumprir 52 anos, quatro meses e 10 dias de pena. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Uma s

    G1
    25 de setembro de 2026 às 19:54
    Neto condenado por matar avô e a esposa dele em Cachoeirinha segue foragido mais de 100 dias
    Foto: G1

    O neto Andrew Heger Ribas; o avô, Rubem Affonso Heger e a companheira dele Marlene dos Passos Stafford Heger. — Foto: Arquivo pessoal; Reprodução

    Andrew Heger Ribas, condenado por assassinar o avô e a esposa dele em Cachoeirinha , segue foragido mais de três meses após fugir do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF). Segundo a Polícia Penal, a fuga aconteceu no dia 9 de junho . O mandado de recaptura foi expedido no dia seguinte.

    De acordo com o mandado de recaptura da 1ª Vara Criminal, o foragido ainda precisa cumprir 52 anos, quatro meses e 10 dias de pena .

    Casal desaparecido em Cachoeirinha em 2022 teria sido queimado numa churrasqueira
    Casal desaparecido em Cachoeirinha em 2022 teria sido queimado numa churrasqueira — Foto: G1 · Fonte: G1

    Uma semana antes da fuga, a Justiça havia revogado a internação dele no instituto após um pedido de habeas corpus , determinando que ele fosse transferido para um presídio comum.

    Responsável pela defesa de Andrew, o advogado André von Berg declara que não teve mais contato com o cliente e que "permanece exercendo suas funções profissionais com absoluta observância da lei e das prerrogativas da advocacia, sem qualquer participação ou conivência com a evasão, e adotará, perante as autoridades competentes, todas as medidas necessárias à preservação dos direitos".

    O homem foi condenado em agosto do ano passado pelo crime ocorrido em Cachoeirinha em 2022 . O avô, Rubem Affonso Heger , tinha 85 anos, enquanto a companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger , tinha 53. Os corpos das vítimas nunca foram localizados.

    "Diante das recentes notícias acerca da evasão de Andrew Heger Ribas do Instituto Psiquiátrico Forense de Porto Alegre (IPF), a defesa vem a público prestar os necessários esclarecimentos.

    Andrew Heger Ribas encontra-se condenado por decisão judicial transitada em julgado e estava submetido à custódia do Estado, no âmbito do Instituto Psiquiátrico Forense. Em junho de 2026, ocorreu sua evasão da instituição, circunstância que está sendo objeto das providências e apurações pertinentes.

    A defesa ressalta, de forma categórica, que não participou, não auxiliou, não facilitou e jamais orientou Andrew Heger Ribas a se evadir do estabelecimento em que se encontrava custodiado.

    É fundamental que não se estabeleça uma indevida confusão entre a atuação profissional do advogado e as decisões pessoais tomadas pelo seu constituinte. A defesa técnica exerce suas atribuições nos limites da Constituição Federal, da legislação processual penal e das prerrogativas profissionais da advocacia, não podendo ser responsabilizada por eventual decisão autônoma de seu constituinte.

    Ao mesmo tempo, a defesa entende que as circunstâncias que permitiram a evasão de uma pessoa que se encontrava sob custódia estatal devem ser rigorosamente esclarecidas pelas autoridades competentes.

    Não se trata de transferir responsabilidades, mas de reconhecer uma questão objetiva: Andrew estava internado e sob responsabilidade de uma instituição estatal quando deixou o estabelecimento Assim, além das providências destinadas à sua localização, é indispensável que sejam apuradas as circunstâncias concretas da evasão, inclusive os protocolos de segurança existentes, a fiscalização exercida sobre o custodiado e eventual falha na vigilância.

    A defesa não pretende utilizar os meios de comunicação para substituir as instituições responsáveis pela investigação. Ao contrário, entende que a verdade dos fatos deve resultar da apuração formal e imparcial das circunstâncias que envolveram a evasão, com a responsabilização de quem eventualmente tenha concorrido para qualquer irregularidade, seja ela decorrente de ação ou omissão.

    Por fim, a defesa reafirma que permanece exercendo suas funções profissionais com absoluta observância da lei e das prerrogativas da advocacia, sem qualquer participação ou conivência com a evasão, e adotará, perante as autoridades competentes, todas as medidas necessárias à preservação dos direitos e garantias assegurados ao seu constituinte.

    Advogado – Defesa de Andrew Heger Ribas"

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/09/25/neto-condenado-morte-avo-foragido-cachoeirinha.ghtml.

    Imagem 1

    Casal desaparecido em Cachoeirinha em 2022 teria sido queimado numa churrasqueira — Foto: G1

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)