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    Netanyahu diz que Irã não terá arma nuclear, e houthis atacam refinaria saudita na costa do Mar Vermelho

    O primeiro-ministro de Israel , Binyamin Netanyahu , afirmou neste domingo (9) que impedirá o Irã de obter armas nucleares, independentemente do rumo das negociações diplomáticas com Washington e os países do Golfo. Leia mais (08/09/2026 - 09h25)

    Folha de S.Paulo
    9 de agosto de 2026 às 12:25
    Netanyahu diz que Irã não terá arma nuclear, e houthis atacam refinaria saudita na costa do Mar Vermelho
    Navio cargueiro escuro navegando em mar agitado com ondas visíveis. Montanhas grandes e desfocadas aparecem ao fundo sob céu claro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O primeiro-ministro de Israel , Binyamin Netanyahu , afirmou neste domingo (9) que impedirá o Irã de obter armas nucleares, independentemente do rumo das negociações diplomáticas com Washington e os países do Golfo.

    Um navio no porto de Áden, no Iêmen - Reuter · Reuter
    Um navio no porto de Áden, no Iêmen - Reuter · Reuter — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Quero enfatizar mais uma vez: com um acordo ou sem um acordo, enquanto eu for primeiro-ministro, o Irã não terá armas nucleares", disse Netanyahu durante uma reunião do gabinete. A declaração ocorre em meio a uma escalada regional da guerra após o fracasso de um cessar-fogo temporário.

    Os houthis, alinhados a Teerã no Iêmen , disseram ter atacado neste domingo a refinaria de Jazan, da Saudi Aramco, na costa do Mar Vermelho. A ofensiva ocorreu dois dias depois de Riad assinar um pacto de defesa com Turquia e Paquistão, em resposta à crescente instabilidade regional provocada pelo conflito.

    O Ministério da Energia saudita informou que houve um incêndio na refinaria, posteriormente controlado, sem registro de feridos. As autoridades disseram estar lidando com o incidente, mas não informaram sua causa.

    EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo
    EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, o grupo utilizou um drone para atacar a instalação. A refinaria de Jazan tem capacidade para processar cerca de 400 mil barris de petróleo bruto por dia, mas havia sido fechada no fim de julho, segundo uma nota de uma consultoria vista pela Reuters.

    Os houthis já haviam atacado instalações da Aramco na região e também atingido a área de Yanbu, no litoral do Mar Vermelho. O grupo afirmou ainda ter realizado ataques com mísseis e drones contra a cidade portuária de Mocha, no Mar Vermelho. Segundo Saree, os alvos incluíam tropas sauditas e um depósito de armas na região.

    Um porta-voz militar iemenita afirmou que sete pessoas morreram na ofensiva. A cidade de Mocha é controlada pelo governo iemenita sediado em Áden, reconhecido internacionalmente e apoiado por Riad. A Arábia Saudita não comentou os ataques.

    Guerra e pirataria no mar Vermelho
    Guerra e pirataria no mar Vermelho — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Enquanto Irã e Estados Unidos ainda discutem os parâmetros para um possível acordo de paz, os houthis declararam no mês passado um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho. O Irã e grupos armados xiitas aliados passaram a intensificar ataques contra outros países do Golfo, além de ações contra carregamentos de energia, desde o início do conflito.

    No sábado (8), um funcionário iraniano de alto escalão da área de segurança nacional apresentou uma lista de exigências que, segundo ele, os EUA terão de cumprir antes que o estreito de Hormuz possa ser reaberto ao tráfego marítimo. A iniciativa lança dúvidas sobre o destino dessa rota comercial.

    Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, divulgou um comunicado veiculado pela mídia estatal no qual enumera várias condições para a reabertura da via marítima.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ele exigiu que os EUA suspendam o bloqueio naval e as sanções contra o Irã, retirem as forças militares americanas das proximidades do país, paguem reparações devido à guerra e liberem ativos iranianos congelados, além de encerrarem os ataques aos aliados do Irã na região e as ameaças contra o país.

    A mídia estatal iraniana também informou neste domingo que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o líder supremo, Mojtaba Khamenei, no fim de julho. Um comandante de uma força paramilitar também prometeu que imagens de Mojtaba serão divulgadas futuramente.

    Pezeshkian apresentou versões diferentes nas últimas semanas sobre seu acesso a Khamenei, que não é visto em público desde que sucedeu o pai no cargo, em março.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em 21 de julho, o presidente afirmou que suas interações com o líder supremo estavam "aumentando dia após dia", mas, no início de agosto, disse que se comunicar com Mojtaba era "muito difícil".

    Segundo a mídia estatal, a reunião do fim de julho tratou de questões militares e econômicas. Mojtaba teria ficado gravemente ferido no ataque de 28 de fevereiro que matou seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/netanyahu-diz-que-ira-nao-tera-arma-nuclear-e-houthis-atacam-refinaria-saudita-na-costa-do-mar-vermelho.shtml.

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