Nestlé aumentou compras de cacau no Brasil, diz CEO
A Nestlé , produtora global de alimentos e chocolates, ampliou compras de cacau no Brasil, onde a produção está crescendo, afirmou o CEO, Philipp Navratil. A empresa suíça também está trabalhando com os agricultores em técnicas agrícolas que exigem menos fertilizantes. Leia mais (09/11/2026 - 06h00)

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A Nestlé , produtora global de alimentos e chocolates, ampliou compras de cacau no Brasil, onde a produção está crescendo, afirmou o CEO, Philipp Navratil. A empresa suíça também está trabalhando com os agricultores em técnicas agrícolas que exigem menos fertilizantes.

Navratil disse à Reuters em uma entrevista nesta quarta-feira (11), na fábrica da Nestlé em Caçapava (SP) —a maior unidade de produção mundial do chocolate KitKat—, que a empresa vem trabalhando para melhorar sua cadeia de suprimentos de cacau.
O objetivo é tornar a cadeia mais resiliente após os recentes choques de oferta que levaram os preços do cacau a níveis recordes. "Isso significa diversificar o abastecimento", disse ele.
O Brasil era um dos principais fornecedores globais de cacau na década de 1970, antes que uma doença fúngica devastadora conhecida como "vassoura de bruxa" dizimasse as plantações .

Várias fazendas de grande porte retomaram a produção nos últimos anos com árvores mais resistentes, melhorando as perspectivas de crescimento futuro da produção.
Navratil disse que a empresa estabeleceu relações com centenas de fazendas de cacau no Brasil para compartilhar informações técnicas sobre agricultura regenerativa, para aumentar a qualidade e a produtividade.
A empresa também visa reduzir o uso de fertilizantes convencionais para diminuir custos, já que os preços dos insumos agrícolas subiram com o conflito no Oriente Médio.

As árvores de cacau, no entanto, levam até cinco anos para atingir seu pleno potencial de produção, portanto, qualquer mudança significativa na cadeia de suprimentos global levará tempo.
O Equador vem ampliando suas plantações de cacau há anos e agora se aproxima de um volume semelhante ao de Gana, o segundo maior fornecedor mundial, com mais de 600 mil toneladas métricas de produção anual de grãos.
A Costa do Marfim lidera a produção com cerca de 2 milhões de toneladas.
O Brasil ainda produz apenas o suficiente para seu consumo interno, mas o governo local prevê que a produção de cacau dobre em cinco anos, chegando a cerca de 400 mil toneladas.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/nestle-aumentou-compras-de-cacau-no-brasil-diz-ceo.shtml.

CEO da Nestlé, Philipp Navratil, na planta da empresa em Caçapava (SP) - Alexandre Meneghini/Reuters · Alexandre Meneghini/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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