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    Nebulosa do Leão: telescópio revela detalhes a 5 mil anos-luz

    James Webb registra gás, poeira e estruturas formadas pela morte de uma estrela semelhante ao Sol. Estrutura é chamada de Nebulosa do Leão

    Metrópoles
    15 de agosto de 2026 às 15:24
    Nebulosa do Leão: telescópio revela detalhes a 5 mil anos-luz
    Foto: Metrópoles

    O Telescópio Espacial James Webb registrou novas imagens da NGC 2392, conhecida como Nebulosa do Leão, e revelou detalhes de uma estrutura formada pela morte de uma estrela.

    Localizado a cerca de 5 mil anos-luz da Terra, na constelação de Gêmeos , o objeto já havia sido fotografado pelo Hubble, mas aparece agora com maior definição.

    As imagens, divulgadas pela Nasa , foram obtidas pelos instrumentos NIRCam e Miri , que observam o Universo em infravermelho . A tecnologia permitiu enxergar com mais clareza o gás e a poeira espalhados ao redor do núcleo da antiga estrela.

    Reprodução/ NASA, ESA, CSA, STScI/Alyssa Pagan
    Reprodução/ NASA, ESA, CSA, STScI/Alyssa Pagan — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Apesar do nome, a nebulosa planetária não tem relação com planetas. Ela surgiu quando uma estrela de menor massa chegou às etapas finais da vida e lançou camadas externas no espaço.

    No centro, permaneceu uma anã branca, núcleo estelar extremamente quente , que continua emitindo radiação.

    A combinação de gás e poeira ao redor da anã branca cria a aparência que deu origem ao apelido. Uma bolha de gás ionizado forma uma região semelhante ao “rosto” do leão, enquanto o material ao redor lembra uma “juba” .

    Foto colorida com zoom de nebulosa de leão registrada pro telescópio da Nasa - Metrópoles.
    Foto colorida com zoom de nebulosa de leão registrada pro telescópio da Nasa - Metrópoles. — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Também aparecem aglomerados de poeira com caudas semelhantes às de cometas.

    As imagens mostram ainda bolhas e estruturas em forma de conchas próximas à estrela central. Parte da poeira está sendo destruída pela intensa radiação , enquanto alguns filamentos e aglomerados conseguem sobreviver. Com as observações em infravermelho, o telescópio conseguiu detalhar:

    O Hubble havia fotografado a Nebulosa do Leão em 2000, usando luz visível. Agora, a capacidade do Webb de observar diferentes comprimentos de onda permite estudar com mais detalhes a distribuição do gás e, principalmente, da poeira.

    A estrutura da nebulosa continua mudando. O gás se expande e interage com a poeira ao redor enquanto o material lançado pela antiga estrela se dispersa pelo espaço.

    Segundo a NASA, dentro de aproximadamente 10 mil anos, a Nebulosa do Leão deverá se dispersar a ponto de deixar de apresentar a aparência atual .

    As observações ajudam os astrônomos a entender como estrelas semelhantes ao Sol terminam suas vidas e por que o material expelido por elas pode formar estruturas tão complexas.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/ciencia/nebulosa-do-leao-telescopio-revela-detalhes-a-5-mil-anos-luz.

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    Reprodução/ NASA, ESA, CSA, STScI/Alyssa Pagan — Foto: Metrópoles

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