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    Natura (NATU3) surpreende baixas expectativas e ação sobe 3% após balanço do 2T

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    11 de agosto de 2026 às 13:56
    Natura (NATU3) surpreende baixas expectativas e ação sobe 3% após balanço do 2T
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    Loja Natura em um shopping center em Brasília – 29/11/2023 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

    As ações da Natura ( NATU3 ) operam em alta nesta terça-feira (11), após o balanço do segundo trimestre superar as baixas expectativas dos investidores. Às 10h30 (horário de Brasília), os papéis da empresa de cosméticos subiam 3,59%, a R$ 8,37, após uma abertura em queda.

    Na avaliação do Bradesco BBI, a Natura surpreendeu positivamente ao entregar resultados melhores do que o esperado, após expectativas terem sido revisadas para baixo em função da prévia de vendas decepcionante.

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    O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) consolidado somou R$ 620 milhões, superando as estimativas do Bradesco BBI em 21% e o consenso em 14%, impulsionado por um controle mais rígido de despesas operacionais (G&A) e melhora na margem bruta, que compensaram a queda de 9% na receita consolidada em base anual.

    “Apesar do cenário ainda desafiador para a retomada das vendas, especialmente no Brasil e na marca Avon, a Natura mostrou forte resiliência na proteção de margens e geração de caixa”, escreveram os analistas Pedro Pinto e Flávia Meireles, do BBI.

    Já a equipe do JPMorgan classificou o resultado como fraco, mas melhor do que o temido no segundo trimestre de 2026. Para o banco, a divulgação preliminar de julho já havia reduzido os riscos relacionados à receita, enquanto a maior resiliência da rentabilidade e a geração de caixa foram pontos positivos do balanço.

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    A Natura gerou cerca de R$ 360 milhões em caixa no trimestre, considerando a variação da dívida líquida ajustada pelos efeitos do FDIC, financiamento de fornecedores e recompras de ações.

    Diante do desempenho fraco no primeiro semestre, a companhia revisou sua expectativa para a margem Ebitda reportada em 2026. A empresa agora trabalha com expansão em relação aos 10% registrados em 2025, e não mais em relação à margem Ebitda ajustada de 14,1% do ano passado. O JPMorgan projeta margem reportada de 11% para 2026 e de 12,3% em base ajustada.

    O JPMorgan destaca que o desempenho operacional superou as estimativas e veio acompanhado de geração de caixa, enquanto tanto sua projeção quanto o consenso já incorporavam uma contração da margem em 2026. Por isso, a revisão da rentabilidade não deve provocar mudanças relevantes nas estimativas de lucro por ação.

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    Por outro lado, o JPMorgan ressalta que a visibilidade continua baixa, principalmente em relação ao ritmo de recuperação da receita no Brasil e à execução da companhia no segundo semestre.

    O Goldman Sachs também considerou fraco o resultado, pois as vendas recuaram 8% na comparação anual, conforme já havia sido reportado em julho. No entanto, o principal destaque negativo foi a intensidade da fraqueza na operação principal da Natura no Brasil, cuja receita recuou 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    A margem bruta caiu 70 pontos-base, principalmente devido ao impacto temporário do ICMS-ST (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços por Substituição Tributária).

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    As despesas foram o ponto positivo do resultado, segundo avaliação do Goldman Sachs. A companhia começou a capturar os benefícios do enxugamento realizado nas despesas gerais e administrativas (G&A) no 1T26, levando a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) a subir 40 pontos-base na comparação anual, mesmo diante da menor margem bruta e da alavancagem operacional negativa.

    O Morgan Stanley, por sua vez, avaliou que os resultados do segundo trimestre da Natura foram prejudicados principalmente pelo desempenho da operação brasileira.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/natura-natu3-surpreende-baixas-expectativas-e-acao-sobe-3-apos-balanco-do-2t/.

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