Natura diz que fará correção de rota após queda do lucro
João Paulo Ferreira, CEO do grupo Natura , disse nesta terça-feira (11) afirmou que o conglomerado de produtos de beleza busca uma correção de rota depois de ver seu lucro líquido derreter 82%, para R$ 35 milhões nesse no segundo trimestre. Leia mais (08/11/2026 - 12h13)

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João Paulo Ferreira, CEO do grupo Natura , disse nesta terça-feira (11) afirmou que o conglomerado de produtos de beleza busca uma correção de rota depois de ver seu lucro líquido derreter 82%, para R$ 35 milhões nesse no segundo trimestre.

Ferreira diz que a empresa enfrentou uma severa escassez de produtos, um "contexto macroeconômico desafiador" que tem afetado a renda das famílias e, consequentemente, o consumo, além de questões operacionais da própria empresa.
"Os resultados do segundo trimestre frustraram nossas expectativas", afirmou o CEO. "O contexto macroeconômico tem afetado a renda das famílias e o consumo, criando um vento contrário", afirmou em teleconferência a analistas.
"Levar o rigor na execução é prioridade para o conselho e para o grupo executivo, para evitar novos tropeços", disse. "A correção de rota está fundamentalmente em nossas mãos. Nossa maior prioridade é restaurar o nível de serviço."

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Apesar dos números fracos, a empresa sinalizou que deve continuar com investimentos em marketing e rejeitou cortes, afirmando que os desafios são transitórios e não estruturais. Uma recuperação gradual das operações no Brasil é esperada ao longo do segundo semestre.
Segundo João Paulo Ferreira, os resultados positivos da Natura na América Latina —como Chile, Peru e México, com exceção da Argentina, onde a receita ficou abaixo da inflação local— foram ofuscados pelo desempenho ruim no país de origem, o Brasil.

De acordo com Silvia Villas Boas, diretora financeira do grupo, o principal motor do trimestre foi o desempenho sólido do México, ligada à consultoras e lares consumidores da Avon.
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Além da derrocada do lucro, no Brasil, a Natura registrou uma receita líquida de R$ 5,17 bilhões, o que representou um encolhimento de 9,1% para os R$ 5,68 bilhões do segundo trimestre de 2025.
Outro ponto levantado como um dos motivos para a queda no Brasil foi a adaptação à substituição do ICMS em São Paulo, categorizada como um impacto fiscal temporário pelos executivos do grupo. "No Brasil, o faturamento recuou 14,8% em relação ao segundo trimestre de 2025. Dos quais, ao menos 2% representam o impacto do ICMs-ST em São Paulo", afirmou Villas Boas.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/natura-diz-que-fara-correcao-de-rota-apos-queda-do-lucro.shtml.

Loja da Natura em Manaus - K&B FOTOGRAFIA/Divulgação · K&B FOTOGRAFIA/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo
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