Nasa perde controle de missão ousada para salvar observatório em queda
O satélite LINK, projetado em tempo recorde, apresentou falhas críticas que adiaram o encontro com o observatório em órbita baixa

Uma missão ousada para resgatar um dos observatórios espaciais cruciais da Nasa da queda na Terra encontrou seus próprios problemas — mas ainda pode haver esperança de que ambas as espaçonaves superem as adversidades.
O Observatório Neil Gehrels Swift tem servido como uma ferramenta multifuncional de astrofísica em órbita baixa da Terra desde o seu lançamento, há quase 22 anos, atuando como a primeira resposta da Nasa no espaço quando objetos celestes apresentam atividade intensa, de acordo com os cientistas da missão.
Mas o arrasto atmosférico, intensificado pela atividade solar, exerceu sua força sobre o observatório. Sem qualquer intervenção, é provável que o Swift reentre na atmosfera do nosso planeta neste outono, assim que atingir uma altitude inferior à ideal de cerca de 300 quilômetros (185 milhas) acima da Terra, de acordo com as previsões da Nasa.

A agência selecionou a Katalyst Space Technologies, sediada no Arizona, para projetar, construir, testar e lançar — tudo em apenas nove meses — uma espaçonave capaz de se encontrar com o foguete Swift e impulsionar sua órbita .
O satélite robótico, chamado LINK, foi lançado em 3 de julho. Ele decolou a bordo de um foguete Pegasus XL da Northrop Grumman, que foi liberado no ar pela aeronave L-1011 modificada da empresa, a Stargazer.
Tudo parecia correr conforme o planejado até que o LINK começou a girar no espaço por volta de 25 de julho, causando uma perda temporária de comunicação, disseram a Katalyst e a Nasa em 28 de julho.

Embora a rotação do LINK pareça estar em grande parte sob controle, o encontro do satélite com o Swift está sofrendo um atraso. Agora, não está claro se o LINK chegará ao observatório a tempo.
“Acho que uma das coisas mais difíceis de transmitir é o quão incrível é termos chegado tão longe”, disse Shawn Domagal-Goldman, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, durante uma coletiva de imprensa em 17 de junho. “Mesmo que todos façam tudo perfeitamente, ainda podem existir riscos que não podemos controlar. Estou profundamente grato por estarmos sequer tentando isso.”
Após o lançamento bem-sucedido do LINK em órbita, a equipe de operações da missão Katalyst confirmou que estava em comunicação com o satélite.

O plano original da Katalyst incluía algumas semanas de verificações de funcionamento dos sistemas de navegação e sensores do LINK no espaço.
Cerca de uma semana após o lançamento, tanto a Katalyst quanto a Nasa informaram que o comissionamento estava ocorrendo conforme o planejado. O satélite havia implantado seus painéis solares e estava acionando seus propulsores.
A Katalyst afirmou em 13 de julho que o projeto LINK estava na metade da fase de ativação. Dois dias depois, a Nasa publicou uma atualização semelhante, mas também informou que a equipe havia encontrado alguns problemas.

“A equipe do Katalyst também resolveu rapidamente os problemas iniciais de comunicação e controle de atitude observados durante as operações de voo, incluindo um problema com uma das três rodas de reação da espaçonave”, segundo publicação da Nasa em 15 de julho . “Após identificar a causa, eles implementaram correções no software de voo e atualizações operacionais que restauraram a comunicação confiável e o controle de atitude estável.”
Mais de uma semana depois, a Katalyst informou que a equipe estava validando o desempenho do LINK e que a espaçonave estava se preparando para o encontro iminente com o Swift. Parte do processo incluiu o aumento da duração das ignições dos propulsores do satélite para prepará-lo para as ignições de várias horas necessárias durante a acoplagem ao observatório.
Mas em 28 de julho, a empresa afirmou que o LINK estava em rotação multieixos havia três dias.

“Uma investigação preliminar mostra que duas das três rodas de reação do LINK não estão operacionais no momento, e há alguma perda de funcionalidade em seu sistema de propulsores de gás frio”, compartilhou a Nasa em uma publicação naquele dia, acrescentando que o Katalyst tinha um plano para reduzir a rotação e que reavaliaria quaisquer planos relacionados ao Swift.
Dois dias depois, a Katalyst divulgou uma atualização informando que a equipe havia reduzido a taxa de rotação do LINK de cerca de 9 graus por segundo para 4 graus por segundo, utilizando uma série de acionamentos dos propulsores.
“As equipes também avaliaram mais a fundo a funcionalidade do LINK e determinaram que ainda existem caminhos potenciais para um aprimoramento”, compartilhou a Nasa em uma publicação em 31 de julho . “A Nasa está trabalhando em estreita colaboração com a Katalyst para considerar abordagens revisadas e inovadoras.”

A Katalyst confirmou que está progredindo com o LINK para restaurar sua missão original de salvar o Swift. A equipe da missão reduziu a taxa de rotação da espaçonave para 1,47 graus por segundo. O LINK manterá essa velocidade de rotação enquanto a equipe se prepara para os próximos passos, informou a empresa na quarta-feira.
“A equipe usou um dos propulsores elétricos do LINK para desacelerar a espaçonave, consumindo menos de 100 gramas de propelente para conservar combustível para a fase de encontro e aceleração da missão”, disse a Katalyst em sua publicação.
A equipe da missão planeja enviar uma atualização de software de voo que restaurará a orientação do LINK no espaço e permitirá as manobras necessárias para alinhar a órbita do satélite com a do observatório.

Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K. Iłkiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS
Descobertas de 2026 - (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute
Descobertas de 2026 - (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester • Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester

Descobertas de 2026 - (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de "Cloud-9", que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo • NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale
Descobertas de 2026 (5) - Um objeto vindo do espaço chocou-se com a Terra há cerca de seis milhões de anos, espalhando fragmentos pelo Brasil. Somente agora, em 2026, a ciência conseguiu confirmar o evento, que deu origem a pedaços de vidro conhecidos como tectitos . • Álvaro Cóstra/Unicamp
Descobertas de 2026 (6) - Observações realizadas peloTelescópio Espacial James Webb identificaram centenas de pequenos objetos avermelhados em imagens profundas do Universo primitivo. Um estudo liderado por Rusakov et al., publicado na revista Nature em janeiro, apresentou uma nova interpretação para esses objetos. De acordo com os autores, os LRDs correspondem a buracos negros em fase inicial de crescimento • Reprodução NASA, ESA, CSA, STScI, JWST; Dale Kocevski (Colby College)

Descobertas de 2026 (7) - Os astrônomos há muito tempo buscam indícios de que uma estrela companheira oculta se encontra fora de vista perto da supergigante vermelha Betelgeuse. Agora, eles descobriram uma nova evidência: um rastro semelhante ao deixado por um barco, atravessando a atmosfera superior de Betelgeuse, provavelmente formado pela companheira invisível • Elizabeth Wheatley/ESA/NASA
Descobertas de 2026 (8) - Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de u ma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Ane l. Os cientistas detectaram a "barra" estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro • Telescópio Espacial James Webb
Descobertas de 2026 (9) - Uma equipe de astrônomos, com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um rádio-observatório que fica no Chile, conseguiu registrar em alta resolução 24 discos de detrito em torno de estrelas. Os anéis fotografados fazem parte da Cintura de Kuiper, que fica no mesmo Sistema Solar da Terra, depois de Netuno. • Divulgação/ESO

Descobertas de 2026 (10) - Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”. Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society , o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540 • LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al.
Descobertas de 2026 (11) - Conceito artístico do exoplaneta candidato HD 137010 b, apelidado de "Terra fria" por ser um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância • NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC)
Descobertas de 2026 (13) - Uma molécula de 13 átomos contendo enxofre (como pode ser visto nesta ilustração) foi descoberta no espaço interestelar pela primeira vez. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida. • Divulgação/ MPE/NASA/JPL-Caltech

Descobertas de 2026 (14) - Júpiter é, sem dúvida, o maior planeta do nosso Sistema Solar . No entanto, uma recente descoberta mostrou que ele não é tão grande assim — por uma margem muito pequena — quanto os cientistas pensavam. Segundo as observações de Juno, Júpiter tem um diâmetro equatorial de 142.976 km (88.841 milhas), aproximadamente 8 km (5 milhas) menor • Nasa
Descobertas de 2026 (15) - Cientistas estão monitorando o comportamento de um buraco negro supermassivo que apresenta hábitos alimentares específicos desordenados. Usando principalmente radiotelescópios no Novo México e na África do Sul, eles acompanham o buraco negro, localizado no centro de uma galáxia muito além da Via Láctea, enquanto ele continua a expelir um jato de material em alta velocidade após rasgar e devorar uma estrela que cometeu o erro de se aproximar demais • Nasa
Descobertas de 2026 (16) - Uma nova análise de dados de radar de Vênus, obtidos pela sonda Magellan da Nasa na década de 1990, indicou a presença de uma cavidade subterrânea criada por um fluxo de lava , a primeira estrutura subterrânea já detectada no planeta vizinho da Terra • Divulgação/RSLab, University of Trento

Descobertas de 2026 (17) - Imagine todos os oceanos da Terra, que cobrem cerca de 70% do planeta e são compostos principalmente de hidrogênio. Agora multiplique isso por nove. Essa pode ser a quantidade de hidrogênio no núcleo da Terra, relataram cientistas na revista Nature Communications. • Tumeggy/Science Photo Library RF/Getty Images
Descobertas de 2026 (18) - Pesquisadores rastrearam uma estrela grande e brilhante que, em seus estertores, praticamente desapareceu de vista ao se transformar em um buraco negro sem explodir. Agora, ela só é detectável devido a um brilho sutil causado pelo aquecimento do gás e da poeira remanescentes, que são sugados pela força gravitacional irresistível do buraco negro recém-nascido. A estrela, chamada M31-2014 - DS1, estava localizada na Galáxia de Andrômeda • Keith Miller, Caltech/IPAC – SELab
Descobertas de 2026 (19) - Um sistema exoplanetário a cerca de 116 anos-luz da Terra pode mudar completamente a forma como os planetas se formam. Quatro planetas orbitam LHS 1903 — uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no Universo — e estão dispostos em uma sequência peculiar. • Reprodução/ESA

Descobertas de 2026 (20) - Uma vista de Saturno e Titã, a maior lua do planeta, capturada pela sonda Cassini. Pesquisadores sugerem que uma colisão antiga da maior lua de Saturno com outro corpo celeste pode ter dado origem aos anéis • NASA/JPL-Caltech/Instituto de Ciências Espaciais
Descobertas de 2026 (21) - A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou uma impressionante fotografia do cometa interestelar 3I/ATLAS. Foi o primeiro registro de Juice da passagem do cometa. • ESA/JUICE/JANUS
Descobertas de 2026 (22) - Corpos celestes com formato semelhante a “bonecos de neve” são mais comuns no Sistema Solar do que se imaginava. A forma curiosa, marcada por dois blocos unidos, é resultado da fusão lenta de objetos menores no início da formação planetária. O exemplo mais conhecido é Arrokoth , visitado em 2019 pela sonda New Horizons • Reprodução/Google

Descobertas de 2026 (23) - Astrônomos identificaram uma galáxia tão tênue que é quase invisível — uma descoberta que pode ajudar a lançar luz sobre uma das substâncias mais elusivas do Universo. Os pesquisadores encontraram a Candidate Dark Galaxy-2, ou CDG-2, usando o Telescópio Espacial Hubble, e acreditam que ela seja composta por pelo menos 99,9% de matéria escura • Li (utoronto), Ima/ESA/NASA
Descobertas de 2026 (24) - Astrônomos afirmam que os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” observados pelo Telescópio Espacial James Webb podem ser estrelas gigantes do início do Universo, e não buracos negros, como se pensava inicialmente • Bangzheng “Tom” Sun
Descobertas de 2026 (25) - Cientistas obtiveram o mapa mais completo e de alta resolução do gás frio no centro da Via Láctea , que contém a matéria-prima a partir da qual estrelas e planetas são formados. As informações da imagem podem ajudar os astrônomos a entender a origem do nosso sistema solar. A imagem é fruto de um esforço internacional de quatro anos, utilizando um dos telescópios mais potentes da Terra, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, ou ALMA, um conjunto de mais de 50 antenas de rádio espalhadas por um planalto nos Andes chilenos • ALMA(ESO/NAOJ/NRAO)/S. Longmore/D. Minniti et al.

Descobertas de 2026 (26) - Uma intensa bola de fogo cortou o céu na Europa por volta de 14h55 do domingo (8/3), deixando um rastro de fumaça. O brilho foi de aproximadamente seis segundos, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). O registro foi observado por muitas pessoas na Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda. • AllSky7/ESA
Descobertas de 2026 (27) - Uma supernova superluminosa envolvendo uma estrela enorme em uma galáxia a cerca de um bilhão de anos-luz da Terra está agora ajudando os cientistas a resolver esse mistério. Os pesquisadores determinaram que ela se tornou extremamente brilhante porque a explosão deixou para trás um magnetar , um remanescente estelar extremamente compacto e de rotação rápida, com um campo magnético imensamente poderoso • Joseph Farah and Curtis McCully
Descobertas de 2026 (28) - Um estudo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics sugere que o Sol pode não estar exatamente em seu local de origem . De acordo com os pesquisadores, a estrela do Sistema Solar pode ter nascido em uma região mais próxima do centro da Via Láctea e migrado ao longo de bilhões de anos até a posição atual. • Nasa

Descobertas de 2026 (29) - Astrônomos identificaram um possível novo tipo de planeta fora do Sistema Solar, com interior derretido e atmosfera rica em enxofre. O objeto, chamado L 98-59 d, fica a cerca de 35 anos-luz da Terra e foi analisado com dados do telescópio espacial James Webb Space Telescope e de observatórios em solo. O interior do planeta pode ser formado por rocha derretida, semelhante à lava • Mark A. Garlick
Descobertas de 2026 (30) - Uma supernova - a morte explosiva de uma estrela - é sempre violenta, lançando material para o espaço e geralmente deixando para trás um remanescente estelar compacto, como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Mas algumas supernovas envolvendo as maiores estrelas do cosmos podem ser tão imensamente poderosas que não deixam absolutamente nada para trás • Universidade Monash
Descobertas de 2026 (31) - Observações diárias por satélite revelaram um aumento contínuo do brilho noturno em todo o mundo devido à iluminação artificial, com importantes variações regionais, incluindo um aumento na África Subsaariana e no Sudeste Asiático, juntamente com uma redução deliberada na Europa, motivada por preocupações com a conservação de energia e a poluição luminosa. • Reuters

Descobertas de 2026 (32) - Uma nova imagem revela um objeto celeste deslumbrante — uma estrela, emparelhada com outra, em processo de morte, que se assemelha a uma bola de cristal. Cientistas capturaram a imagem da NGC 1514, apelidada de Nebulosa Bola de Cristal, com o Espectrógrafo Multiobjeto Gemini. O instrumento está instalado no telescópio Gemini Norte, localizado em Maunakea, um vulcão adormecido no Havaí. • Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA
Descobertas de 2026 (33) - Analisando novamente dados envolvendo um tipo específico de explosão estelar, uma equipe de pesquisadores afirma ter confirmado a noção, há muito aceita, de que o universo está se expandindo em ritmo acelerado - a mesma observação que levou à identificação, na década de 1990, de uma força cósmica enigmática chamada energia escura. Os resultados do estudo refutam uma pesquisa publicada no ano passado que concluiu que essa expansão cósmica não está mais acelerando – uma descoberta que havia desafiado a compreensão básica do universo. • Pexels • Del Woodcock
Descobertas de 2026 (34) - Um exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) com quatro vezes a massa de Júpiter foi localizado pelo Telescópio Espacial James Webb da Nasa, orbitando muito próximo a uma estrela semelhante ao Sol. Nomeado como HD 80606 b, o planeta chega a 1.100 graus Fahrenheit (cerca de 593 ºC) ao se aproximar de sua estrela. O exoplaneta foi apelidado de "exoplaneta torrado" • Reprodução | NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)

Descobertas de 2026 (35) - Astrônomos identificaram, pela primeira vez, um açúcar considerado "verdadeiro" no espaço interestelar. A molécula, chamada eritrulose , possui quatro átomos de carbono e foi detectada em uma nuvem de gás e poeira próxima ao centro da Via Láctea . A descoberta foi publicada na revista científica Nature Astronomy • Créditos: NASA, Caltech, Susan Stolovy e Nature Astronomy
Descobertas de 2026 (36) - Cientistas descobriram, pela primeira vez, evidências de duas estrelas massivas de um sistema binário que esgotaram seu combustível e explodiram violentamente em um curto período de tempo, deixando para trás uma nuvem reveladora de gás brilhante chamada nebulosa. Essas explosões estelares são chamadas de supernovas. Uma dessas duas nebulosas está entre as mais conhecidas da nossa galáxia, a Via Láctea , chamada Nebulosa da Água-viva devido à sua semelhança superficial com a criatura marinha de tentáculos • Nasa
Descobertas de 2026 (37) - Imagem artística de CD-35 2722. Cientistas estão documentando um sistema planetário na Via Láctea que é tão radicalmente diferente de nosso próprio sistema solar que têm dificuldade em encontrar uma terminologia adequada para descrevê-lo. O sistema inclui uma anã vermelha com cerca de 40% da massa do nosso Sol, orbitada por uma anã marrom -- um corpo celeste na fronteira entre um planeta e uma estrela. A anã marrom, por sua vez, é orbitada por um mundo gasoso do tamanho de Júpiter, recém-descoberto com o auxílio do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul, localizado no Chile • ESO/M. Kornmesser

Descobertas de 2026 (38) - Cientistas afirm am ter detectado indícios promissores de que um planeta orbitando uma estrela a 49 anos-luz da Terra pode ter uma atmosfera, tornando-o potencialmente habitável. Chamado LHS 1140b, o objeto tem cerca de cinco vezes a massa do nosso planeta, ou seja, é uma “S uper-Terra ”. • Melissa Weiss/CfA/Harvard
Descobertas de 2026 (39) - Novas observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb , da Nasa, revelaram que Netuno pode ter passado por uma gigantesca catástrofe há bilhões de anos, quando um objeto do tamanho de Plutão invadiu o sistema do planeta e desencadeou uma série de colisões entre suas luas. O estudo, publicado na revista científica Science, na quarta-feira (29) indica que esse evento destruiu praticamente todas as luas originais de Netuno. As pequenas luas e os anéis observados atualmente teriam se formado posteriormente a partir dos destroços deixados por essa verdadeira "batalha cósmica" • NASA, ESA, CSA, STScI
Originalmente, previa-se que a LINK realizaria um levantamento do Swift, provavelmente no final de julho, para determinar os melhores pontos de fixação no observatório, mas agora espera-se que isso aconteça um mês depois.

Após garantir a estabilidade do Swift, o LINK acionará cuidadosamente seus três propulsores iônicos, com o objetivo de impulsionar o observatório de volta à sua órbita original ao longo de dois a três meses.
Não está claro como o atraso afetará os planos originais da missão, mas antes do lançamento do satélite, membros das equipes Swift e LINK reconheceram que o caminho para impulsionar o observatório estava repleto de riscos que poderiam levar ao fracasso da missão .
“Tudo isso é desafiador e arriscado”, disse Kieran Wilson, investigador principal do projeto LINK na Katalyst, durante uma conferência de imprensa em 17 de junho. “Há muitas espaçonaves que tiveram ciclos de desenvolvimento muito mais longos e com muito mais financiamento que falharam por razões banais.”

Batizado em homenagem a aves velozes de voo rápido, devido à sua capacidade de girar rapidamente para observar eventos cósmicos e brilhos residuais, o telescópio possibilitou o estudo de cometas, ondas gravitacionais e buracos negros por longos períodos de tempo.
Sem planos à vista para um telescópio com as capacidades únicas do Swift, a Nasa decidiu que seria mais econômico tentar salvar o observatório. Para evitar o consumo excessivo de energia, o Swift não está realizando observações científicas no momento, mas isso pode mudar neste outono se o projeto LINK for bem-sucedido.
Satélite “morto” da Nasa retorna à Terra após 38 anos






























































Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/nasa-perde-controle-de-missao-ousada-para-salvar-observatorio-em-queda/.

Esta ilustração retrata a espaçonave do Observatório Neil Gehrels Swift em órbita. • Reprodução | Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA · • Reprodução | Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA — Foto: CNN Brasil
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