Nasa e startup desistem de tentar rebocar telescópio no espaço
Falhou a missão da Nasa e da startup Katalyst para salvar o Observatório Neil Gehrels Swift, também chamado apenas de Swift. A agência e a startup fizeram o anúncio nesta quarta-feira (19). Leia mais (08/19/2026 - 16h02)

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Falhou a missão da Nasa e da startup Katalyst para salvar o Observatório Neil Gehrels Swift, também chamado apenas de Swift. A agência e a startup fizeram o anúncio nesta quarta-feira (19).

A tarefa de rebocar o telescópio espacial seria executada pela espaçonave Link, que apresentou problemas técnicos. A nave foi lançada em julho deste ano.
Ainda no mesmo mês, a nave começou a girar de forma descontrolada , dando uma volta a cada 40 segundos, quando estava a poucos quilômetros do seu alvo.
Além disso, duas das três rodas de reação da nave —discos giratórios usados para orientá-la— pararam de funcionar e os propulsores de controle de reação, que disparam jatos de gás, passaram a operar de forma inconsistente.

Swift vem observando galáxias distantes e buracos negros desde 2004, embora tenha sido originalmente projetado para o estudo de explosões de raios gama no Cosmos. O equipamento é avaliado em US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões).
O telescópio, sem capacidade de propulsão própria, está avariado. Com isso, ele naturalmente deve seguir em direção à Terra e se desintegrar na atmosfera até o fim deste ano.
A missão com o Link havia sido pensada para tentar salvar o telescópio. Em setembro do ano passado, a Nasa contratou a Katalyst Space Technologies por US$ 30 milhões (R$ 155,8 milhões).

A Katalyst projetou, construiu e testou a espaçonave, de meia tonelada, dentro de nove meses. A ideia era que Link se aproximasse do telescópio e usasse seus três braços robóticos, cada um equipado com garras em formato de mãos, para agarrá-lo.
Uma vez que o telescópio estivesse preso, a espaçonave Link deveria rebocá-lo até uma altitude de cerca de 600 km acima da Terra, o dobro da altura para a qual ele teria caído pouco antes do resgate.
Inédita, a missão era considerada de risco.
"Não é o resultado que almejávamos, mas isso não muda o motivo pelo qual valeu a pena tentar realizar esta missão", afirmou Jared Isaacman, administrador da Nasa.
"Sabíamos que era uma missão de alto risco e alto retorno —uma tentativa pioneira, desenvolvida em um prazo sem precedentes, determinado pela atividade do Sol", disse Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da agência espacial.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/08/nasa-e-startup-desistem-de-tentar-rebocar-telescopio-no-espaco.shtml.

Imagem da Terra captada pela espaçonave Link, no dia 13 de julho deste ano - Katalyst Space Technologies /NYT · Katalyst Space Technologies /NYT — Foto: Folha de S.Paulo
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