Nas redes, rejeição a Moraes supera polarização crescente sobre Mendonça
Dados da AP Exata apontam que crescimento de menções negativas ao relator do Caso Master acompanha a alta nos comentários positivos

O debate público nas redes sociais tem indicado que a rejeição ao nome de Alexandre de Moraes supera a polarização sobre a atuação do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo dados da consultoria AP Exata.
Desde o estouro da crise do relatório da PF (Polícia Federal) encomendado pelo relator do Caso Master que detalhou contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes (1º de setembro) , o nome do ministro aparece em menções negativas em mais de 70% das vezes em que é citado.
No caso de Mendonça, em 1º de setembro, o ministro era citado em 23% dos casos em publicações com teor positivo. Porém, de lá para cá, as menções negativas passaram a ser maioria.

Mas a situção de Mendonça é mais polarizada que a de Moraes: as menções positivas oscilam por volta de 20% e 25%, enquanto comentários negativos sobre o relator do Caso Master ficam entre 25% e 30%.
Já em relação a Moraes, as menções positivas não passam de 5%. A AP Exata analisou 120 mil menções aos magistrados no Instagram e no X desde 1º de setembro até o dia 4.
“Os dados nos dizem que Alexandre de Moraes está indefensável”, afirmou o cientista de dados e CEO da AP Exata, Sergio Denicoli, em entrevista ao WW nesta sexta-feira (4).

Na avaliação de Denicoli, Moraes perdeu o apoio em massa da esquerda e, agora, conta com defensores em um contingente “irrelevante”.
Já no caso de Mendonça, “apesar da tentativa da esquerda de colocá-lo em um conflito político”, o crescimento das menções negativas acompanha o das menções positivas.
“É uma crise do Alexandre de Moraes”, acrescentou Denicoli.

AO VIVO: MORAES RESISTE EM BRASÍLIA, MAS PERDE NAS RUAS E REDES | WW




Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/politica/analise-ww-ap-exata-rejeicao-moraes-polarizacao-mendonca/.

Análise: Moraes resiste em Brasília, mas perde nas ruas e redes — Foto: CNN Brasil
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