'Não sei o que vai ser da minha vida agora', diz homem que perdeu duas irmãs em acidente no PR
O aposentado Isoir Malaquias, 62, chegou nesta quarta-feira (19) à unidade da Polícia Científica de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, para acompanhar os trabalhos de identificação das vítimas do acidente desta madrugada na BR-373 . Leia mais (08/19/2026 - 22h16)

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O aposentado Isoir Malaquias, 62, chegou nesta quarta-feira (19) à unidade da Polícia Científica de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, para acompanhar os trabalhos de identificação das vítimas do acidente desta madrugada na BR-373 .

Malaquias não estava ali apenas para reconhecer uma perda: perdeu, de uma só vez, duas das irmãs com quem dividia a casa na área rural de Imbituva (PR). "Não sei o que vai ser da minha vida agora", disse.
As irmãs Ivonete das Graças Malaquias, 58, e Elisabete do Rocio Malaquias Rodrigues, 54, estavam no micro-ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva que seguia para a região de Curitiba.
Ivonete faria uma cirurgia na capital paranaense. Elisabete viajava como acompanhante. Ivonete era solteira. Elisabete deixou quatro filhos.

Segundo Isoir, os três moravam juntos e dividiam os afazeres da casa. A rotina familiar, que ele compartilhava com as irmãs, mudou depois da madrugada desta quarta, quando o micro-ônibus se envolveu em uma colisão frontal com uma carreta no km 209 da BR-373, em Ipiranga.
O acidente ocorreu por volta das 3h30 e deixou 23 mortos e cinco feridos. A maior parte das vítimas estava no micro-ônibus, que transportava pacientes e acompanhantes de Imbituva para hospitais na Grande Curitiba. O motorista da carreta, Alex Rivail Machado da Silva, 26, também morreu.
Segundo a PRF ( Polícia Rodoviária Federal ), evidências preliminares indicam que a carreta teria invadido a faixa contrária e atingido o micro-ônibus . As circunstâncias e a dinâmica da colisão ainda são investigadas.

Enquanto os peritos trabalhavam na identificação das vítimas , familiares receberam atendimento psicológico e orientações sobre os procedimentos necessários para a liberação e o traslado dos corpos.
A Polícia Científica mobilizou equipes de Ponta Grossa, Curitiba e Guarapuava e acionou o protocolo internacional DVI (Disaster Victim Identification), utilizado em ocorrências com múltiplas mortes.
Um funcionário de uma funerária que atua no atendimento às famílias disse, sob condição de anonimato, que a empresa enviou cinco veículos para fazer o transporte dos corpos até Imbituva. A previsão é que os velórios comecem nesta quinta-feira (20).

A Prefeitura de Imbituva também disponibilizou equipes de psicólogos e profissionais de enfermagem para acolhimento das famílias. A Defensoria Pública do Paraná, por meio do Nucrise (Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Vítimas de Crimes), colocou-se à disposição para orientar os familiares sobre os trâmites e encaminhamentos necessários.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/nao-sei-o-que-vai-ser-da-minha-vida-agora-diz-homem-que-perdeu-duas-irmas-em-acidente-no-pr.shtml.

Movimentação em frente à unidade da Polícia Científica de Ponta Grossa (PR), onde familiares aguardam informações e acompanham os trabalhos de identificação e liberação dos corpos das vítimas do acidente na BR-373, em Ipiranga; colisão entr — Foto: Folha de S.Paulo
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