Não sabe para onde ir na carreira? Aprenda a definir seus objetivos
Esta é uma edição da newsletter Folha Carreiras . Quer recebê-la às segundas-feiras no seu email? Inscreva-se abaixo: Leia mais (10/12/2026 - 17h50)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Esta é uma edição da newsletter Folha Carreiras . Quer recebê-la às segundas-feiras no seu email? Inscreva-se abaixo:

Informações semanais sobre mercado de trabalho e dicas para universitários e recém-formados alavancarem sua vida profissional
Quando perguntados se sabiam o que realmente queriam na vida profissional, além do que se espera deles, 49% dos líderes e 38% dos liderados responderam saber bem o que querem, os outros 50% dos líderes e 57% dos liderados responderam algo entre "ter razoável clareza" e "ter um pouco de dificuldade" em pensar sobre o rumo da carreira.
Os 1% remanescentes dos líderes e 5% dos liderados afirmam que responder sobre o que desejam para a carreira é "muito difícil" ou "não pensam frequentemente sobre o assunto".

↳ Os números são da 9ª edição da pesquisa Inteligência Emocional e Saúde Mental no Ambiente de Trabalho, da The School of Life Brasil e da Robert Half. O levantamento online ouviu, em julho, 774 profissionais com nível superior e 25 anos ou mais (387 líderes e 387 liderados).
Com isso, dá para dizer que a maioria dos profissionais no mercado corporativo está seguindo na carreira no método Zeca Pagodinho, como descreve uma das entrevistadas desta edição, a mentora em carreira Giselle Welter: "deixa a vida me levar". Viver sem rumo pode ter um custo, segundo as duas especialistas ouvidas: Emilia Veloso, docente da The School of Life —uma das realizadoras da pesquisa—, e a mentora já citada.
Por que fazemos o que fazemos? Começamos com a pergunta do milhão. Você sabe como foi parar no seu trabalho atual? E sabe aonde pode te levar o caminho trilhado hoje?

Emilia Veloso é hoje docente da área corporativa da The School of Life, mas, antes disso, passou 30 anos no mundo corporativo —foi diretora em companhias como a MBRF (dona da Sadia e da Perdigão), da Disney, da Amazon e da Rihappy.
Nessas empresas , sentia que tinha escalado a montanha da carreira, mas a vista não era bem a que ela imaginava. Decidiu se voltar para a vida acadêmica e, desde então, vive de lecionar.
Para ela, a dúvida sobre a carreira surge na infância.

Ela cita estudos segundo os quais, conforme a longevidade das pessoas aumentam, as trajetórias de carreira ganham mais possibilidades: "podemos ter até três carreiras em uma vida", explica.
Na prática. No papel, é mais fácil desenhar a carreira ideal, aquela que traria felicidade. Na hora do "vamos ver", é mais difícil: as oportunidades aparecem, mas nem sempre são as mais sonhadas e é necessário agarrá-las para não perder.
↳ Para a mentora Giselle Welter, essa é uma das origens do sentimento de ausência de rumo na maioria dos profissionais.
Para ela, isso não é necessariamente ruim. É preciso começar de algum lugar, pois a oportunidade perfeita, em geral, não aparece de primeira e ficar parado esperando por ela é ruim. No entanto, é recomendado ter aquilo que, justamente, a maioria não tem: um rumo claro.
Alegria, alegria? Para Welter, uma parte do sentimento de desnorteamento dos profissionais vem da ideia de que devemos estar sempre felizes e realizados com o trabalho —algo nem sempre possível. Toda carreira tem vales e picos, e é inevitável se sentir um pouco frustrado em alguns momentos.
Nome aos bois. As duas concordam que há um problema quando o profissional se sente perdido e evita refletir sobre isso.
Welter ouve com frequência a frase "está faltando alguma coisa" de seus mentorados. Segundo ela, muitas vezes essa lacuna é um senso de significado no próprio trabalho.
Para Emilia Veloso, falta vocabulário para descrever o incômodo. Pode ser ausência de impacto social e coletivo, liderança disfuncional, estresse ou pouca autonomia. Tudo isso gera frustração, e é importante identificar a origem.
"Um dos maiores erros é a gente não prestar atenção no nosso incômodo e o que ele realmente significa", afirma. Sem isso não há caminho para seguir.
Promoção não é rumo. Ser promovido ou reconhecido é sempre bom. Às vezes, mesmo infelizes com o trabalho, você pode pensar "mesmo que eu não goste, eu aparentemente sou bom nisso" ao ser elevado a um cargo mais alto.
Mas... as especialistas apontam que esse bem-estar pode ser momentâneo, pois quando a euforia da promoção passa, você continua indeciso sobre o futuro.
Tá, e daí? Aí vão dicas das profissionais para quem não sabe qual caminho segue sua carreira.
Quando foi a última vez que você parou para se perguntar o que realmente quer?
Dicas que podem te ajudar a conquistar as vagas que você quer
O iFood abriu inscrições para o programa Eleva PcD, que oferece vagas no modelo híbrido flexível e remoto para profissionais de todo o país. A empresa procura pessoas com deficiência para posições de analista sênior de negócios e desenvolvedor de software, que tenham pelo menos quatro anos de experiência no mercado corporativo. Os escolhidos também passarão por uma jornada de treinamento em IA e mentoria individualizada. As inscrições fecham logo, em 13 de outubro, e podem ser feitas a partir deste link .
O Agibank abriu inscrições para seu programa de estágio. Ao todo, são 30 vagas, distribuídas entre áreas administrativas, mercado financeiro, tecnologia e dados. As candidaturas poderão ser feitas pelo site de carreiras do banco . As inscrições ficam abertas até o dia 6 de novembro.
O laboratório farmacêutico Aché abriu vagas para seu programa de estágio. Para participar, é necessário estar matriculado em curso superior, com formação entre fevereiro de 2028 e fevereiro de 2029. Há vagas para as áreas comercial, finanças, industrial, jurídica, RH, qualidade, digital, entre outras. As inscrições ficam abertas até 3 de novembro neste link .
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Notícias e dicas para alavancar sua formação profissional em um mundo de transformação, além dos principais programas de estágio e trainee do mercado.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2026/10/nao-sabe-para-onde-ir-na-carreira-aprenda-a-definir-seus-objetivos.shtml.

Viver no 'modo Zeca Pagodinho', isto é, deixando a vida te levar, pode trazer ônus para sua carreira - Catarina Pignato/Folhapress · Catarina Pignato/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

