Política

    Na ONU, Lula chama de genocídio ação de Netanyahu em Gaza

    Presidente fala em “dor e trauma” de palestinos e cita premiê nominalmente; a Trump, faz apenas referências indiretas

    Poder360
    22 de setembro de 2026 às 15:06
    Na ONU, Lula chama de genocídio ação de Netanyahu em Gaza
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    Presidente fala em “dor e trauma” de palestinos e cita premiê nominalmente; a Trump, faz apenas referências indiretas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou nesta 3ª feira (22.set.2026) de “genocídio” a ação do governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Faixa de Gaza. A declaração foi feita durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Leia a íntegra (PDF – 180 kB).

    Entre as críticas do petista a governos e líderes envolvidos em conflitos, Netanyahu foi o único chefe de governo citado nominalmente. Lula afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma” provocados pelo que classificou como “genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza” .

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa durante Assembleia Geral da ONU
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa durante Assembleia Geral da ONU — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Na sequência, o presidente também condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses. Disse que “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas” .

    Lula criticou ainda a perseguição ao TPI (Tribunal Penal Internacional) e a seus integrantes. Segundo ele, essa postura representa um estímulo para que crimes fiquem impunes.

    O presidente defendeu a atuação da relatora especial da ONU para os territórios palestinos, Francesca Albanese. Disse que ela “não pode ser silenciada por dizer a verdade”.

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    Lula também afirmou que os assentamentos israelenses na Cisjordânia tornam “cada vez menos viável” a solução de 2 Estados. Para ele, a criação de 2 países é essencial para que israelenses e palestinos possam viver em segurança.

    O presidente citou ainda a guerra no Oriente Médio ao falar sobre o estreito de Ormuz. Segundo Lula, a região se transformou em uma “trincheira da guerra” , embora devesse permanecer uma passagem importante para o comércio internacional.

    O petista citou Gaza ao criticar a capacidade da ONU de lidar com conflitos armados. No início do pronunciamento, afirmou que este é o “momento mais crítico” das Nações Unidas desde que ocupou pela 1ª vez a tribuna, em 2003.

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    Segundo Lula, a organização está falhando em uma de suas principais missões: “Livrar a humanidade do flagelo da guerra”. Também afirmou que a credibilidade da ONU “nunca esteve tão baixa” .

    Sem citar Donald Trump (Partido Republicano) pelo nome, Lula fez referências indiretas ao presidente dos Estados Unidos ao tratar da relação do Brasil com Washington e da segurança regional.

    Ao falar sobre a América Latina e o Caribe, afirmou que a proximidade com “a maior potência militar do mundo” é inevitável, mas disse que o Brasil não aceita relações de subordinação.

    “O Brasil não cabe no quintal de ninguém” , declarou.

    Na parte sobre crime organizado, Lula também rejeitou a presença de forças militares estrangeiras em águas brasileiras. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime” , afirmou.

    As referências foram feitas antes do discurso de Trump na Assembleia Geral.

    Assista à íntegra do discurso de Lula (22min30s):

    Leia os principais assuntos abordados por Lula em seu discurso:

    Esta foi a 10ª vez que Lula abriu o Debate Geral da Assembleia Geral da ONU como presidente da República.

    Acompanharam o discurso na bancada do Brasil:

    Discursou pela 1ª vez em 2003 e voltou à tribuna em 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e 2025. Em 2005, participou da reunião de alto nível da ONU, mas não abriu o debate geral. Em 2010, não viajou a Nova York, e o então chanceler Celso Amorim discursou em seu lugar.

    A viagem deste ano foi curta. Lula chegou a Nova York no domingo (20.set) e tem retorno previsto para esta 3ª feira (22.set), depois do discurso. Antes da Assembleia, cumpriu uma agenda de encontros, entre eles com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o senador norte-americano Bernie Sanders. Também teve reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

    A agenda brasileira na ONU inclui ainda reuniões sobre a situação da Palestina e a solução de 2 Estados, desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário. O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) presidirá a reunião da Zopacas, enquanto Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) participará de atividades da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

    Vídeo: Poder360 · Fonte: Poder360

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-governo/na-onu-lula-chama-de-genocidio-acao-de-netanyahu-em-gaza/.

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    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa durante Assembleia Geral da ONU — Foto: Poder360

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