Na Câmara, deputados cumprem escala ‘6 por 44’
Congresso Nacional | Foto: Kayo Magalhaes / Câmara dos deputados Deputados passariam aperto se a remuneração das excelências fosse com base em produtividade. A coluna levantou a quantidade de sessões deliberativas no Plenário da Câmara nos últimos três meses. Foram 50 entre 1º de junho e hoje. Deliberativas, aquelas nas quais há votação (portanto, as que importam), apenas 16, ou 32%. O restante foi apenas embromação, como sessões solenes ou homenagens a pessoas ou instituições anônimas fora do reduto eleitoral do deputado proponente. Sem muito esforço Como ninguém é de ferro, os deputados flex

Deputados passariam aperto se a remuneração das excelências fosse com base em produtividade. A coluna levantou a quantidade de sessões deliberativas no Plenário da Câmara nos últimos três meses. Foram 50 entre 1º de junho e hoje. Deliberativas, aquelas nas quais há votação (portanto, as que importam), apenas 16, ou 32%. O restante foi apenas embromação, como sessões solenes ou homenagens a pessoas ou instituições anônimas fora do reduto eleitoral do deputado proponente.
Como ninguém é de ferro, os deputados flexibilizaram a rotina e liberaram votações remotas, via aplicativo, no período analisado.
As sessões semipresenciais dominaram nos últimos três meses. Só seis votações foram presenciais, as outras 10, todas à distância.

A última vez em que a Câmara obrigou os deputados a pisarem em Brasília foi há muito tempo, lá em 17 de junho. Depois disso, liberados.
Mesmo o tal “esforço concentrado”, para inglês (ou eleitor) ver, não teve presença obrigatória. Todo mundo votando de onde bem entender.
Quem mente sobre o que está documentado em fotos descredibiliza o resto do que diz na mesma conversa. Foi o que aconteceu na noite de quinta-feira (27) e, pior, na emissora de maior audiência, quando Lula mentiu dizendo que “nunca vi essa moça na minha vida”, referindo-se a Roberta Luchsinger, lobista sócia do seu filho Lulinha. Não só a viu como a recebeu até em festinha familiar, tipo aniversário. Mentiu também sobre o filho, as investigações, os dados da economia, sobre o seu governo.

Desta vez o arquivo visual estava à mão de qualquer um com acesso ao Instagram, e logo viralizaram os flagrantes de mentira, um vexame.
Diante da câmera da TV, Lula preferiu o risco da mentira óbvia ao ônus de admitir proximidade com quem hoje está no centro de três inquéritos.
Ao mentir, o presidente não protegeu Lulinha e nem desfez as suspeitas da Polícia Federal. Apenas as reforçou de modo que pode não ter volta.

Ao escolher “nunca vi”, como artimanha para se descolar da lobista Roberta Luchsinger, Lula garante lugar reservado na história dos muito enrolados, na versão atualizada do “eu não sabia” do mensalão.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) reagiu à revelação que Maurício Camisotti fechou delação premiada com as autoridades no caso da roubalheira aos aposentados do INSS: “Quem roubou quem mais precisava de proteção não vai sair ileso”.
Entre as muitas lorotas no Jornal Nacional, Lula disse haver “herdado” um déficit fiscal de 2 ,8%. Mentiu de novo. Na verdade, recebeu do governo Bolsonaro superávit de 0,5% do PIB e R$54,1 bilhões em caixa.

Outra lorota de Lula foi afirmar que o que “o orçamento desse ano” terá “superávit primário de 0,1%”. Com o déficit de R$140 bilhões em 12 meses recém-divulgado pelo Tesouro Nacional, superávit, nem fabricado.
Projeto de Eduardo da Fonte (PP-PE) proíbe redes sociais para menores de 14 anos. O alvo deveria ser outro: os pais que expõem a meninada aos perigos da internet. Mas políticos não mexem em pais, eles votam.
A plataforma Polymarket, que foi proibida no Brasil pelo governo Lula, movimentou mais de US$2 milhões em apostas só na sexta-feira (28) sobre a eleição presidencial brasileira.
Bibo Nunes (PL-RS) estranhou mais um sumiço da barulhenta lacrolândia, que nada falou na “aula de mansplaining” de Lula durante sabatina na TV. Foi corte atrás de corte interrompendo a jornalista.
Eduardo Bolsonaro comparou o barulho da foto do sicário de Daniel Vorcaro, dono do Master, que disse ser montagem, com o farto registro de Lula em confortáveis poses ao lado da lobista Roberta Luchsinger.
Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/blogs/claudiohumberto/na-camara-deputados-cumprem-escala-6-por-44-932370.

Foto: Gazeta de Alagoas
Compartilhe
Espalhe essa notícia

