Política

    Museu do Holocausto rebate jovem que criticou “O Diário de Anne Frank”

    Leitora chamou o diário da adolescente judia de “vitimista” durante a Bienal do Livro de São Paulo

    Poder360
    18 de setembro de 2026 às 00:56
    Museu do Holocausto rebate jovem que criticou “O Diário de Anne Frank”
    Foto: Poder360

    Leitora chamou o diário da adolescente judia de “vitimista” durante a Bienal do Livro de São Paulo

    O Museu do Holocausto se manifestou na 4ª feira (16.set.2026) sobre um vídeo publicado 2 dias antes em que uma jovem chamou O Diário de Anne Frank de “vitimista” durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

    No vídeo publicada nas redes sociais, uma influenciadora pergunta a uma frequentadora da Bienal quais foram os melhores e os piores livros que ela leu no evento. A jovem cita Além do Bem e do Mal , de Friedrich Nietzsche, como o melhor e escolhe O Diário de Anne Frank como o pior.

    Anne Frank foi uma adolescente judia que viveu escondida dos nazistas e registrou sua rotina e sentimentos em um diário; morreu aos 15 anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen, em 1945
    Anne Frank foi uma adolescente judia que viveu escondida dos nazistas e registrou sua rotina e sentimentos em um diário; morreu aos 15 anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen, em 1945 — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Ao ser questionada sobre o motivo, ela afirma que não gostou da obra porque considera que Anne Frank “ se vitimiza” . O trecho repercutiu nas redes sociais e motivou manifestações de leitores, historiadores e criadores de conteúdo.

    Em uma publicação no Instagram, o Museu do Holocausto afirmou que o diário precisa ser considerado a partir das circunstâncias em que foi escrito.

    A instituição afirmou que relatos de vítimas não precisam apresentar uma narrativa de superação ou uma imagem idealizada de quem passou por situações de perseguição.

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    “A vítima não deve ao leitor uma narrativa confortável. Às vezes, esperamos que uma vítima seja sempre serena, corajosa e inspiradora. Mas um diário pode não ser uma lição de superação. Nele cabem medo, raiva, tédio, contradições, desejos, conflitos familiares e vontade de viver.”

    Anne Frank nasceu em 1929, em Frankfurt, na Alemanha. Judia, mudou-se com a família para Amsterdã depois da ascensão do regime nazista.

    Durante a ocupação alemã da Holanda, ela passou a viver escondida com familiares e outras pessoas em um espaço secreto ligado ao escritório de seu pai, Otto Frank.

    Anne ganhou um diário aos 13 anos e passou a registrar nele acontecimentos do cotidiano, relações familiares, sentimentos e pensamentos durante o período em que permaneceu escondida.

    O grupo foi descoberto em agosto de 1944. Anne foi presa e deportada para campos de concentração. Ela morreu em Bergen-Belsen, em 1945, aos 15 anos.

    Depois da 2ª Guerra Mundial, Otto Frank recuperou os escritos da filha. O Diário de Anne Frank foi publicado em 1947 e posteriormente traduzido para dezenas de idiomas.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-cultura/museu-do-holocausto-rebate-jovem-que-criticou-o-diario-de-anne-frank/.

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    Anne Frank foi uma adolescente judia que viveu escondida dos nazistas e registrou sua rotina e sentimentos em um diário; morreu aos 15 anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen, em 1945 — Foto: Poder360

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