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    Mundo mata 7 bilhões de pintinhos por ano, aponta investigação

    Machos são descartados pela indústria pelo mundo e geram 7 bilhões de animais mortos Reprodução/RPC Recém-saídos do ovo, pintinhos machos são separados das fêmeas e mortos horas depois de nascer. A cena, registrada por uma nova investigação da organização de proteção animal Mercy For Animals dentro de um incubatório comercial, expõe uma rotina que a indústria de ovos mantém há décadas: como os machos não põem ovos e não geram retorno financeiro, são descartados logo após a eclosão. A prática é conhecida como abate de pintinhos. Segundo estimativa citada pela organização, cerca de 7 bilhões de

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    9 de setembro de 2026 às 11:25
    Mundo mata 7 bilhões de pintinhos por ano, aponta investigação
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    Machos são descartados pela indústria pelo mundo e geram 7 bilhões de animais mortos — Foto: Reprodução/RPC

    Recém-saídos do ovo, pintinhos machos são separados das fêmeas e mortos horas depois de nascer. A cena, registrada por uma nova investigação da organização de proteção animal Mercy For Animals dentro de um incubatório comercial, expõe uma rotina que a indústria de ovos mantém há décadas: como os machos não põem ovos e não geram retorno financeiro, são descartados logo após a eclosão.

    A prática é conhecida como abate de pintinhos. Segundo estimativa citada pela organização, cerca de 7 bilhões de filhotes machos são mortos anualmente em incubatórios ao redor do mundo — o equivalente a cerca de 200 por segundo.

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

    Existe hoje uma tecnologia capaz de identificar o sexo do pintinho ainda dentro do ovo, antes da eclosão — o que evita por completo a necessidade de matar os machos recém-nascidos depois que já nasceram. A chamada sexagem in ovo já é usada comercialmente em mercados como o Brasil e os Estados Unidos. Mas isso não é disseminado no mundo, o que leva ao abate de bilhões de animais.

    A investigação esteve em um incubatório comercial para entender como o abate é feito. Dependendo da instalação, os métodos usados no abate tradicional incluem maceração e gaseamento.

    Na trituração, os animais são colocados vivos em um equipamento com lâminas ou rolos giratórios e mortos. Depois, seus restos mortais são descartados.

    Na técnica de gaseamento, eles são colocados em uma câmara fechada onde o ar é substituído por um gás — geralmente dióxido de carbono (CO₂) em alta concentração, às vezes combinado com nitrogênio. A ideia é que os animais percam a consciência por asfixia antes de morrerem.

    A maior parte dos animais são machos descartados porque não tem potencial produtivo. De acordo com a organização, algumas indústrias pelo mundo até impulsionam a doação desses animais, mas não há vazão suficiente para o volume de nascimento.

    No entanto, também foram encontradas fêmeas sendo mortas e descartadas nesses métodos por serem consideradas deformadas ou fora do padrão comercial.

    De acordo com a organização, isso não seria necessário porque já existe tecnologia que permite uma seleção que evita que nasçam machos que, depois, vão para o abate.

    Uma das tecnologias de sexagem in ovo mais avançadas usa ressonância magnética combinada a inteligência artificial. Segundo o veterinário Andrew Knight, professor especializado em bem-estar animal, o método atinge precisão acima de 99%, com resultado em menos de um segundo e custo médio de um centavo por ovo.

    O diferencial, segundo ele, está no momento da identificação: os embriões machos são descartados antes do 13º dia de incubação, o que torna muito improvável que sintam dor — a capacidade de percepção sensorial se desenvolve mais tarde no processo.

    Aqui no Brasil e nos Estados Unidos esse tipo de tecnologia é usada.

    No Canadá, pesquisadores desenvolveram uma tecnologia capaz de determinar o sexo do embrião já no quarto dia de incubação, antecipando ainda mais o processo.

    Enquanto a sexagem in ovo já opera comercialmente em alguns mercados, outros países foram além e proibiram por lei o abate tradicional de pintinhos, caso de Alemanha e França.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/09/09/mundo-mata-7-bilhoes-de-pintinhos-machos-por-ano-aponta-investigacao.ghtml.

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