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    Multi (MLAS3) salta 23% após lucro saltar 7 vezes, mas por que ainda há cautela?

    Multilaser / Divulgação " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/03/multilaser-divulgacao.png?fit=692%2C382&quality=70&strip=all" />Segundo análise do Itaú BBA, o principal destaque do segundo trimestre foi a melhora disseminada de rentabilidade em todas as divisões de negócios, mas recomendação é de manutenção The post Multi (MLAS3) salta 23% após lucro saltar 7 vezes, mas por que ainda há cautela? appeared first on InfoMoney .

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    13 de agosto de 2026 às 20:50
    Multi (MLAS3) salta 23% após lucro saltar 7 vezes, mas por que ainda há cautela?
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    O Grupo Multi ( MLAS3 ), antigo Multilaser, apresentou um dos trimestres mais fortes dos últimos anos em termos de rentabilidade. Embora o crescimento da receita tenha sido modesto, a companhia conseguiu expandir significativamente margens, lucro e geração de caixa, reforçando a estratégia de privilegiar rentabilidade em detrimento de volume, aponta o Itaú BBA. Com isso, as ações saltaram 23,08%, a R$ 1,92.

    O Grupo Multi registrou lucro líquido de R$ 142,2 milhões no 2T26, salto de 619,1% frente aos R$ 19,8 milhões reportados um ano antes. A margem líquida avançou de 2,1% para 14,8%.

    A receita líquida somou R$ 959,8 milhões, crescimento de 3,2% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo segmento corporativo, cuja receita cresceu 29,4%, compensando a estratégia mais seletiva nas divisões voltadas ao consumo.

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    Segundo análise do Itaú BBA, o principal destaque do segundo trimestre foi a melhora disseminada de rentabilidade em todas as divisões de negócios. A receita líquida avançou 3% na comparação anual, mas o crescimento expressivo das margens permitiu uma expansão muito mais intensa dos resultados operacionais e do lucro.

    A estratégia adotada pela empresa nos últimos trimestres ficou evidente nos números. Em vez de perseguir participação de mercado em segmentos de menor rentabilidade, a companhia priorizou disciplina de preços, revisão de portfólio e foco em contratos mais lucrativos. Essa decisão ajudou a impulsionar a margem bruta consolidada para 34,3%, um salto de 9,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025.

    Os ganhos operacionais tiveram impacto expressivo sobre o resultado final. O Ebitda alcançou R$ 119 milhões, quase quatro vezes o registrado um ano antes, enquanto a margem Ebitda avançou para 12,4%, ante apenas 3,3% no segundo trimestre de 2025. Já o lucro líquido saltou para R$ 142 milhões, frente a R$ 20 milhões no mesmo período do ano passado.

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    O desempenho operacional foi puxado principalmente pela divisão corporativa, que se consolidou como principal vetor de expansão da companhia.

    A receita do segmento atingiu R$ 608 milhões, um crescimento de 29% na comparação anual. O avanço foi impulsionado principalmente pelas verticais de OEM, memórias, redes, vendas para o governo e contratos B2B.

    Para o Itaú BBA, a força desse segmento compensou a estratégia deliberada da companhia de reduzir volumes nos mercados voltados ao consumidor final. A operação corporativa também apresentou forte expansão de rentabilidade, com margem bruta atingindo 30%, avanço de 12 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

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    Nos segmentos voltados ao varejo, a empresa manteve a postura de privilegiar rentabilidade.

    A divisão Consumer Tech registrou receita de R$ 281 milhões, queda de 20% na comparação anual. Segundo o Itaú BBA, o recuo reflete principalmente a revisão estratégica da linha de telas e vídeo e o abandono de vendas com margens consideradas inadequadas.

    Apesar da queda nas vendas, a margem bruta do segmento avançou para 40,1%, crescimento de 12,3 pontos percentuais em um ano.

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    Já a divisão de Consumo Especializado registrou receita de R$ 71 milhões, retração de 35%, influenciada pela venda da operação de tapetes higiênicos para pets realizada no fim de 2025 e pelo corte de canais considerados pouco rentáveis. Mesmo assim, o segmento alcançou margem bruta de 47,8%, a mais elevada entre as unidades de negócio da companhia.

    Já o fluxo de caixa operacional atingiu R$ 236 milhões no trimestre, ante R$ 65 milhões um ano antes. O desempenho foi favorecido pela gestão mais eficiente do capital de giro, monetização de créditos tributários e estabilização dos níveis de estoque.

    Segundo semestre tende a ser mais desafiador

    Apesar do tom positivo sobre os resultados, o Itaú BBA alerta que parte da forte expansão de margens observada no trimestre pode não se repetir na segunda metade do ano.

    A corretora destaca que a companhia se beneficiou da venda de estoques formados em um período de câmbio mais favorável, além de um ambiente relativamente benigno de custos. Para o segundo semestre, a administração já sinalizou expectativa de compressão de margens brutas devido ao aumento dos custos globais de componentes eletrônicos e das tarifas internacionais de frete.

    Dessa forma, embora a melhora de rentabilidade continue sendo o principal destaque da tese de investimento, o mercado deve acompanhar de perto a capacidade da empresa de preservar os ganhos recentes em um cenário de custos mais pressionado. Por enquanto, o Itaú BBA mantém recomendação Market Perform (desempenho em linha com a média do mercado, equivalente à neutra) para as ações, reconhecendo a evolução operacional da companhia, mas entendendo que parte importante dessa melhora já está refletida nos preços.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/multi-mlas3-salta-20-apos-lucro-saltar-7-vezes-mas-por-que-ainda-ha-cautela/.

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