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    Mulheres sentem dores mais fortes e frequentes que os homens, aponta estudo

    Pesquisa internacional analisou dados de 6,1 milhões de pessoas e indica maior prevalência de dor entre o público feminino em todas as partes do corpo

    CNN Brasil
    12 de outubro de 2026 às 17:02
    Mulheres sentem dores mais fortes e frequentes que os homens, aponta estudo
    Foto: CNN Brasil

    Mulheres sentem dores mais frequentes e mais fortes do que os homens, segundo um estudo publicado na última semana na revista Nature Medicine. O levantamento, que analisou dados de 6,1 milhões de pessoas em 118 países , indica uma maior prevalência entre o público feminino em todas as 11 partes do corpo analisadas.

    Ao todo, foram avaliados cabeça, face, pescoço, peito, costas, estômago, cotovelo, mão, quadril, joelho e pés . As maiores diferenças entre os dois sexos aparecem na dor facial, que tem 83% de chance de ocorrer nas mulheres, seguido de dor de cabeça (74%), e dor abdominal (60%).

    Em um comparativo sobre os níveis de dores, as mulheres têm 52% mais de chances de apresentarem dor de alta intensidade . Sobre a dor generalizada, o número chega aos 50%, já em “qualquer dor no corpo”, alcança os 16%.

    Estudo reuniu dados de 902 fontes com participantes de 5 a 100 anos. • Kseniya Ovchinnikova/GettyImages · • Kseniya Ovchinnikova/GettyImages
    Estudo reuniu dados de 902 fontes com participantes de 5 a 100 anos. • Kseniya Ovchinnikova/GettyImages · • Kseniya Ovchinnikova/GettyImages — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Os pesquisadores também concluíram que a intensidade varia conforme outros fatores além do sexo, como idade e condições socioeconômicas. O estudo reuniu dados de 902 fontes com participantes de 5 a 100 anos.

    A intensidade média da dor atinge o pico por volta dos 48 anos, chegando a 5,0 nas mulheres e 4,6 nos homens. A dor de alta intensidade tem pico aos 50 anos, seguido da dor generalizada que costuma ser mais comum aos 70.

    Quando olhado por partes do corpo, apesar da dor generalizada ser maior entre os mais velhos, nem todos os tipos de dor avançam conforme a idade. A dor abdominal, por exemplo, atinge seu auge aos 23, a dor de cabeça aos 34, a facial aos 45, o cotovelo aos 59 anos e pescoço aos 62.

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    Uma dose todos os dias já é suficiente para aumentar as chances de desenvolver diversos tipos de câncer, aponta estudo — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo o estudo, dois fatores podem intensificar ainda mais as dores: tabagismo e obesidade. Além disso, pessoas em situação de baixa renda, tendem a ser as que mais sofrem com os altos índices.

    Juntos, esses três tópicos representam cerca de 18,3% da carga global de dor.

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    A prevalência de dor na juventude é parecida entre as regiões, mas aos 40 anos ela aumenta nos países de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

    Aos 80 anos ou mais, a ocorrência de qualquer dor é 30,6 pontos percentuais maior nesses países do que nos de alto IDH . No caso da dor na lombar, a prevalência chega a quase o dobro.

    Para os pesquisadores, isso indica que, nos países de menor IDH, a dor é impulsionada por outros fatores, como a elevada carga física de trabalho, a falta de acesso a tratamento e reabilitação, doenças infecciosas e deficiências nutricionais.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/mulheres-sentem-dores-mais-fortes-e-frequentes-que-os-homens-aponta-estudo/.

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