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    'Mulheres são oportunidade de aumentar a audiência de um novo futebol', diz diretora-geral da Kings League

    Desde 2023, o ex-jogador Gerard Piqué -mais conhecido por suas passagens pelo Barcelona e pela seleção da Espanha - tenta emplacar o futebol 2.0. Ele criou a Kings League , uma versão do esporte com partidas de duração menor (dois tempos de 20 minutos cada) e maior interatividade com o público. Leia mais (10/03/2026 - 14h00)

    Folha de S.Paulo
    3 de outubro de 2026 às 17:00
    'Mulheres são oportunidade de aumentar a audiência de um novo futebol', diz diretora-geral da Kings League
    Mulher de cabelos ruivos e pele clara sorri enquanto está sentada em ambiente interno. Ela veste jaqueta cinza escura e usa relógio e anéis. Ao fundo, há uma imagem desfocada de um estádio esportivo com arquibancadas e campo. — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Anadege Freitas assume o cargo de diretora-geral da King's League no Brasil
    Anadege Freitas assume o cargo de diretora-geral da King's League no Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Desde 2023, o ex-jogador Gerard Piqué —mais conhecido por suas passagens pelo Barcelona e pela seleção da Espanha — tenta emplacar o futebol 2.0. Ele criou a Kings League , uma versão do esporte com partidas de duração menor (dois tempos de 20 minutos cada) e maior interatividade com o público.

    No Brasil, o empresário enxerga um terreno fértil para a proliferação da nova categoria. Para isso, Anadege Freitas assumiu como diretora-geral da Kings League no país. A executiva passou por outras companhias focadas em entretenimento, interatividade e geração Z , como a Twitch, plataforma de lives da Amazon , e a Activision Blizzard, do mercado de games.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A sra. veio da Twitch e dos games, mercados que lidam bastante com o público masculino. Como é ser uma mulher executiva assumindo este momento da modalidade? O que isso diz sobre o esporte e o entretenimento esportivo hoje? No começo da minha carreira, nunca tinha pensado em estar em ambientes com muito mais homens do que mulheres. Com o tempo, assimilei que isso acontece e que precisaria conquistar espaço. Estamos trazendo cada vez mais mulheres. Para mim, ter um ambiente cada vez mais diverso nas novas ligas esportivas é uma possibilidade de atrair mais audiência, de fazer a comunidade crescer e de torná-la mais forte e saudável. A Kings League, apesar de ser de futebol, é uma empresa diferente —55% da liderança é composta por mulheres. Quero abrir mais espaço. Se eu puder ser um bom exemplo, é isso que quero: que a gente abra mais lugares para mulheres.

    A sra. também veio de ambientes em que se trabalha muito com o público jovem, geração Z. O que essas novas empresas de entretenimento, como a Kings League, entenderam sobre essa audiência que a mídia tradicional ainda não entendeu? A interatividade é o ponto essencial. É uma geração que não quer somente consumir conteúdo, quer fazer parte dele. Também é um público que gosta de uma certa velocidade. Ainda, eles gostam de desafiar o status quo, sentem -se bem quando têm a sensação de sair do óbvio —e a Kings League é sobre isso.

    Quais são as principais oportunidades de negócio para a Kings League no Brasil? É um dos mercados mais estratégicos para a liga. Vejo três frentes de atuação principais. A primeira é a expansão da nossa audiência. Há potencial de crescimento: regiões como o Nordeste, por exemplo, têm crescido muito: mais de 20% em termos de audiência. O engajamento é outro ponto que discutimos muito. A segunda é o fortalecimento do ecossistema, com os presidentes e os times. É uma fase de maturação da liga, com oportunidade para desenvolvermos conexões com parceiros e marcas. A terceira avenida é como tornar o negócio mais sustentável, estável e sólido no Brasil. Queremos trazer a Queens League, a liga feminina, para o Brasil, por exemplo. O futebol feminino está em expansão aqui.

    A Kings League quer atrair patrocínio e parcerias de empresas de fora dos nichos de games e internet? Como fazer isso? Há interesse. O olhar que oferecemos é atraente para empresas tradicionais: podemos aproximá-las da geração Z e fazer com que elas falem a língua desse público. É importante tirá-las do lugar de "interruptoras" —com propagandas que param a programação— e colocá-las para participar do conteúdo. Já vimos várias marcas fazerem ativações durante as partidas da liga.

    O Brasil passa por um momento decisivo em relação à legislação de bets. A Kings League assinou contratos no ano passado. Como uma eventual proibição definitiva das bets afetaria a receita? A mudança na regulação afeta os planos da liga no país? É uma mudança representativa e que tem relevância em toda a cadeia esportiva. Estamos trabalhando para entender os impactos dessa suspensão; ainda não temos a dimensão deles. Vamos funcionar em conformidade com a regulação.

    Em 20 anos de carreira no segmento de entretenimento, passou por empresas como Activision Blizzard, Hasbro, Nintendo e Paramount Pictures. Atualmente ela atua como diretora-geral da Kings League Brazil.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/mulheres-sao-oportunidade-de-aumentar-a-audiencia-de-um-novo-futebol-diz-diretora-geral-da-kings-league.shtml.

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    Anadege Freitas assume o cargo de diretora-geral da King's League no Brasil — Foto: Folha de S.Paulo

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