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    Mulheres agora compram seus próprios diamantes, diz CEO da Swarovski

    O presidente-executivo da fabricante de joias Swarovski afirmou que a popularidade dos diamantes mais baratos, produzidos em laboratório, levou as mulheres a comprar pedras preciosas para si mesmas -uma tendência que classificou como "cativante e encorajadora". Leia mais (08/13/2026 - 17h00)

    Folha de S.Paulo
    13 de agosto de 2026 às 20:00
    Mulheres agora compram seus próprios diamantes, diz CEO da Swarovski
    Quatro anéis com pedras preciosas em exibição sobre suportes azuis. As pedras variam em cor e formato, destacando brilho e lapidação. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente-executivo da fabricante de joias Swarovski afirmou que a popularidade dos diamantes mais baratos, produzidos em laboratório, levou as mulheres a comprar pedras preciosas para si mesmas —uma tendência que classificou como "cativante e encorajadora".

    Anéis de diamante em vitrine de joalheria na Bélgica - Yves Herman/Reuters · Yves Herman/Reuters
    Anéis de diamante em vitrine de joalheria na Bélgica - Yves Herman/Reuters · Yves Herman/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As opções produzidas em laboratório estavam "permitindo que as mulheres comprassem para si mesmas", em contraste com os diamantes tradicionais extraídos de minas, "em que, na maioria dos casos, era um homem que oferecia um anel a uma mulher ", disse Alexis Nasard em entrevista ao Financial Times.

    "Hoje, uma mulher entra em nossa loja. Ela vê a peça. É linda. Ela a experimenta e diz: ‘Quer saber? Vou comprar para mim mesma. Eu mereci isso’, e achamos isso muito cativante e encorajador".

    Os diamantes sintéticos, produzidos principalmente em laboratórios na China e na Índia, vêm conquistando rapidamente participação no mercado de pedras preciosas, ameaçando a viabilidade da indústria de diamantes naturais.

    Veja joias inspiradas por artistas ou criadas com eles
    Veja joias inspiradas por artistas ou criadas com eles — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nos EUA, mais de 60% das pedras em anéis de noivado com diamantes são produzidas em laboratório, afirmou Nasard.

    "Posso facilmente imaginar esse número chegando a 80% nos próximos dois anos. Portanto, esse bonde já foi", disse.

    As pedras sintéticas tornaram-se mais acessíveis à medida que a produção aumentou. "O preço tem caído de forma consistente, de maneira semelhante ao que ocorre com outros produtos industrializados como lâmpadas de LED ou televisores de tela plana", afirmou Paul Zimnisky, analista do mercado de diamantes.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os preços dos diamantes produzidos em laboratório no atacado haviam caído para US$ 100 (R$ 520) por quilate, enquanto os das pedras naturais ainda estavam na casa dos milhares de dólares, avaliou.

    Nasard afirmou que o preço de mercado não afetava a forma como a empresa definia os preços de seus produtos e que a redução dos preços das pedras melhorava, "até certo ponto", sua rentabilidade.

    "Nossa estratégia de preços é a que é, independentemente do que o mercado faça, quando compram Swarovski, os clientes estão comprando um diamante Swarovski. Não estão comprando uma matéria-prima."

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A empresa de 131 anos, que concorre tanto com marcas populares como a Pandora quanto com grifes de luxo como Cartier e Tiffany & Co., costumava se especializar exclusivamente em joias de cristal e artigos de vidro, mas entrou no segmento de diamantes produzidos em laboratório em 2018, como parte de uma investida no mercado de luxo. A empresa nunca adquiriu nem vendeu diamantes extraídos de minas.

    Mas a "glamourização" da marca foi longe demais, afirmou Nasard. A empresa começou a produzir joias cada vez mais elaboradas e caras, e o crescimento das vendas desacelerou.

    A Swarovski registrou 1,9 bilhão de euros (R$ 11,37 bilhões na cotação atual) em vendas em 2025, uma alta de 6% em relação ao ano anterior, mas ainda muito abaixo de seu pico.

    Há uma década, o grupo faturava mais que o dobro, 3,37 bilhões de euros por ano, mas sua receita caiu pela metade em 2020, ano da pandemia de Covid-19.

    "Todos sabemos que as empresas que atuam nos setores de luxo alcançam resultados melhores, têm maior poder de precificação e uma fidelidade mais duradoura dos clientes, e essa estratégia estava correta", afirmou Nasard. "A execução, no entanto, foi um pouco longe demais."

    Em 2022, Nasard lançou uma nova estratégia, posicionando a Swarovski como uma marca de "luxo pop". A empresa espera que o crescimento mais forte venha de seus produtos intermediários, com preços entre 350 e 800 euros (R$ 2.100 e R$ 4.800).

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/mulheres-agora-compram-seus-proprios-diamantes-diz-ceo-da-swarovski.shtml.

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    Anéis de diamante em vitrine de joalheria na Bélgica - Yves Herman/Reuters · Yves Herman/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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