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    Mulher morta após agressão do companheiro foi a três UPAs até ser levada a hospital, diz boletim da polícia

    A Polícia Civil investiga a morte da costureira boliviana Roxana Aleida Mallqui Susara, 28, sob suspeita de ter sido causada por uma agressão do companheiro na residência em que moravam, na Ponte Rasa, zona leste de São Paulo . Leia mais (08/19/2026 - 20h09)

    Folha de S.Paulo
    19 de agosto de 2026 às 23:09
    Mulher morta após agressão do companheiro foi a três UPAs até ser levada a hospital, diz boletim da polícia
    Viatura preta da Guarda Civil Metropolitana estacionada em rua da cidade, com adesivos de identificação e logos visíveis. Policial em uniforme azul escuro está ao lado do veículo, com prédios e árvores ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Polícia Civil investiga a morte da costureira boliviana Roxana Aleida Mallqui Susara, 28, sob suspeita de ter sido causada por uma agressão do companheiro na residência em que moravam, na Ponte Rasa, zona leste de São Paulo .

    Viatura da GCM de São Paulo; corporação atendeu a ocorrência - Zanone Fraissat - 17.jul.26/Folhapress · Zanone Fraissat - 17.jul.26/Folhapress
    Viatura da GCM de São Paulo; corporação atendeu a ocorrência - Zanone Fraissat - 17.jul.26/Folhapress · Zanone Fraissat - 17.jul.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A agressão teria ocorrido no domingo (9). Segundo o boletim de ocorrência do caso, ela passou ao longo da semana por duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Na terceira unidade, foi transferida a um hospital, que identificou um traumatismo cranioencefálico. Ela morreu no local na terça-feira (18).

    Conforme relatado por um agente da GCM (Guarda Civil Metropolitana) no boletim, a vítima estava grávida.

    A polícia registrou o caso como feminicídio e violência doméstica . O companheiro de Roxana, o costureiro boliviano Amilkar Jhonatan Ballesteros Bayon, 32, confessou o crime em depoimento e foi preso.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Defensoria Pública disse ter participado da audiência de custódia para verificar a legalidade da prisão, mas afirmou que se manifesta exclusivamente no processo, que está sob sigilo.

    Procurada por email e telefone nesta quarta-feira (19) sobre os atendimentos nas UPAs, a Secretaria Municipal de Saúde não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

    Amilkar confessou em depoimento ter agredido a esposa durante uma festa na casa em que moravam. Ele contou que mantinha um relacionamento com Roxana há cerca de seis meses, e que residiam em um imóvel de uma empregadora.

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    Segundo ele, embriagado e com raiva por supostamente ter visto a mulher conversando com um homem, desferiu socos no rosto dela. Em seguida, a empregadora os separou e levou Roxana para o quarto dela. Homens que estavam no local agrediram Amilkar e o obrigaram a sair da casa.

    No dia seguinte, segundo Amilkar, Roxana lhe telefonou e disse que queria reatar o relacionamento. Ele então a levou para a UPA Vila Maria, na zona norte, onde ela teria recebido alta no mesmo dia. Depois, o casal procurou vários lugares para se abrigar, até se fixarem, na sexta-feira (14), na casa do último empregador.

    Foi esse empregador que acionou a GCM e forneceu mais detalhes sobre as idas até unidades de saúde. Conforme seu depoimento, o casal o procurou para pedir trabalho. Eles disseram estar casados havia bastante tempo e ter um filho morando na Bolívia .

    Naquele momento, o homem percebeu que Roxana tinha um ferimento na cabeça e dificuldade para abrir os olhos. Ela contou que havia sido roubada na rua. No dia seguinte, sábado (15), Roxana apresentou dificuldade para respirar, e o empregador pediu um carro por aplicativo para que ela fosse até a UPA Mooca, na zona leste.

    Na madrugada de domingo (16), Amilkar telefonou ao empregador e disse que a esposa havia melhorado e que poderia voltar para casa. Eles retornaram em um carro por aplicativo, mas, segundo o depoimento do empregador, ele percebeu que a mulher não estava bem.

    O empregador disse ter pedido a Amilkar a ficha de atendimento do hospital, mas o companheiro respondeu que o médico havia dado alta verbalmente e que não possuía nenhum documento da unidade.

    Na manhã de domingo (16), o empregador afirmou ter visto Amilkar retirar o acesso de medicação da vítima e afirmou ter estranhado a atitude. Em seguida, o companheiro teria deixado o local, alegando que iria buscar dinheiro emprestado para comprar um objeto.

    Conforme o empregador, Roxana não conseguia acordar e respirava com dificuldade.

    Por volta de meio-dia de domingo (16), uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) esteve no endereço e levou Roxana para a UPA Tatuapé. Devido ao quadro de saúde, ela foi transferida para o Hospital do Tatuapé na segunda-feira (17).

    No hospital, Amilkar pediu ao empregador que não avisasse a polícia e confessou a agressão. O empregador do casal então acionou a GCM. Amilkar foi preso no final da noite de segunda-feira (17), por determinação da Justiça.

    Um policial civil afirmou em boletim de ocorrência ter conversado com o neurologista que atendeu Roxana no hospital. O médico relatou que a vítima se queixava de dores de cabeça e que foi constatada um traumatismo cranioencefálico, com edema cerebral difuso, hematomas pelo corpo e rebaixamento do nível de consciência.

    Durante o atendimento, Roxana teve quatro paradas cardiorrespiratórias, todas revertidas, mas permaneceu com quadro clínico instável, fazendo uso de medicamentos. Ela morreu na terça, horas depois da conversa entre o policial e o médico.

    Roxana não possui parentes de primeiro grau no país, o que pode atrasar a liberação do corpo. A prisão de Amilkar é válida por 30 dias, e ele deve permanecer na carceragem de uma delegacia durante a investigação.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/mulher-morta-apos-agressao-do-companheiro-foi-a-tres-upas-ate-ser-levada-a-hospital-diz-boletim-da-policia.shtml.

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    Viatura da GCM de São Paulo; corporação atendeu a ocorrência - Zanone Fraissat - 17.jul.26/Folhapress · Zanone Fraissat - 17.jul.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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