Mulher acusada de envenenar namorado com açaí vai a júri popular
Larissa de Souza Batista está presa desde abril em Mogi Guaçu, suspeita de colocar chumbinho em açaí do namorado, Adenilson Ferreira Parente

O Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ) determinou que Larissa de Souza Batista seja levada a júri popular por suspeita de envenenar o namorado , Adenilson Ferreira Parente, com um copo de açaí com chumbinho. Ela está presa desde 15 de abril na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo . O caso aconteceu em fevereiro , em Ribeirão Preto.
A defesa de Larissa pediu à Justiça pela absolvição sumária dele ou impronúncia, alegando falta de prova de aquisição ou posse do veneno e que o próprio Adenilson afirma ter deslacrado pessoalmente um copo intacto e não acredita que a namorada tenha tentado o envenenar. Sustentou ainda que não existiria motivação para o crime e solicitou que a acusada respondesse ao processo em liberdade.
Ao rejeitar os pedidos, entretanto, a juíza Marta Rodrigues Maffeis concluiu que a defesa não indicou alteração concreta capaz de explicar a presença do veneno no alimento e que os grânulos não surgiram após a devolução do produto à loja, já que Larissa relatou que o namorado os percebeu ao consumir o açaí.

Após a ingestão, Adenilson passou mal e foi levado à emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O prontuário médico registra que, cerca de uma hora depois, o paciente apresentou sonolência intensa, sudorese profusa, salivação excessiva, dificuldade respiratória e rebaixamento do nível de consciência . Também houve dessaturação grave e ele passou por intubação orotraqueal.
De acordo com o processo, imagens de uma câmera de segurança mostram Larissa de Souza Batista descendo do veículo com um pequeno invólucro na mão direita e o copo de açaí na esquerda. De costas para a vítima, ela teria despejado o conteúdo no alimento . Em seguida, Larissa descarta o invólucro, que é levado pelo vento, e mexe o açaí com uma colher até a entrada da residência.
À polícia, a jovem falou que, naquele momento, teria acrescentado leite condensado ao copo. Mas a denúncia diz que essa explicação é contrariada pela loja, que relatou que todos os acompanhamentos seriam inseridos diretamente no copo. Em depoimento, a funcionária responsável pelo pedido também negou o fornecimento de qualquer adicional e afirmou que extras seriam entregues em potes lacrados, e não em sacos plásticos.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/mulher-namorado-acai-juri-popular.

Reprodução — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

