Brasil

    Mudança na lei endurece pena para furto de energia; MT registra 160 prisões

    O endurecimento das penas para o crime de furto, promovido pela Lei nº 15.397/2026, reforça o combate aos desvios de energia elétrica, prática que já levou mais de 160 pessoas à prisão em Mato Grosso somente neste ano. A alteração na legislação aumenta a pena máxima para o crime de furto de quatro para seis anos de reclusão, mudança que também alcança o furto de energia elétrica, considerado crime pelo Código Penal. Reprodução Assessoria/Energisa Mato Grosso A mudança ocorre em um momento em que as operações de combate às fraudes vêm sendo intensificadas no estado. Em ações realizadas em parce

    G1
    10 de agosto de 2026 às 04:00
    Mudança na lei endurece pena para furto de energia; MT registra 160 prisões
    Foto: G1

    O endurecimento das penas para o crime de furto, promovido pela Lei nº 15.397/2026, reforça o combate aos desvios de energia elétrica, prática que já levou mais de 160 pessoas à prisão em Mato Grosso somente neste ano. A alteração na legislação aumenta a pena máxima para o crime de furto de quatro para seis anos de reclusão, mudança que também alcança o furto de energia elétrica, considerado crime pelo Código Penal.

    Reprodução — Foto: Assessoria/Energisa Mato Grosso

    A mudança ocorre em um momento em que as operações de combate às fraudes vêm sendo intensificadas no estado. Em ações realizadas em parceria com as forças de segurança, a Energisa tem identificado ligações clandestinas e adulterações em medidores de energia em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais.

    Além do aumento da pena, a legislação traz uma mudança importante na responsabilização dos autores. Como a pena máxima do furto passou a superar quatro anos de reclusão, a fiança deixa de poder ser arbitrada pela autoridade policial na delegacia, cabendo ao Poder Judiciário analisar a situação do preso durante a audiência de custódia.

    "O furto de energia vai muito além do prejuízo financeiro causado à concessionária. As ligações clandestinas oferecem riscos de choques elétricos, incêndios, sobrecarga da rede e interrupções no fornecimento de energia. A alteração na legislação fortalece o enfrentamento desse crime ao tornar a resposta do Estado mais compatível com a gravidade da conduta e reforçar a atuação integrada entre as forças de segurança e as concessionárias", afirma o delegado Sérgio Luís, da Derf-VG.

    Segundo o gerente de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso, Luciano Lima, o fortalecimento da legislação representa uma importante medida no enfrentamento às fraudes, que seguem sendo combatidas com tecnologia, inteligência e operações conjuntas.

    "Seguiremos atuando com todo o rigor para identificar as fraudes, responsabilizar os envolvidos e proteger a população, já que as ligações clandestinas colocam vidas em risco. O combate é contínuo, e os resultados estão aparecendo", disse Luciano.

    A Energisa orienta que a população denuncie ligações clandestinas ou qualquer suspeita de furto de energia. As informações podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais da concessionária e das forças de segurança:

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/especial-publicitario/energisa-mt/noticia/2026/08/10/mudanca-na-lei-endurece-pena-para-furto-de-energia-mt-registra-160-prisoes.ghtml.

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)