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    MPSP pede que Deolane continue presa por suposto envolvimento com PCC

    Influenciadora foi alvo de operação deflagrada em maio contra esquema de lavagem de dinheiro. Juiz deve reavaliar prisão nesta sexta (21/8)

    Metrópoles
    21 de agosto de 2026 às 11:38
    MPSP pede que Deolane continue presa por suposto envolvimento com PCC
    Foto: Metrópoles

    O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) defendeu, nessa quinta-feira (20/8), a manutenção da prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e de familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola , alvos da Operação Vérnix. Deflagrada em maio de 2026, a operação teve como alvos suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) .

    Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC

    A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Leonardo Amaro/Metrópoles
    Leonardo Amaro/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

    Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

    As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

    Imagem colorida mostra Deolane Bezerra após prisão em SP. Metrópoles
    Imagem colorida mostra Deolane Bezerra após prisão em SP. Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na manifestação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obtida pelo Metrópoles , os promotores afirmam que continuam válidos os fundamentos que motivaram os mandados contra Deolane, Marcola, o irmão dele, Alejandro Camacho , e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho , ambos foragidos.

    A manifestação aconteceu na véspera de uma nova avaliação sobre a prisão preventiva . Nesta sexta-feira (21/8), um juiz deve decidir se Deolane permanece presa ou se poderá responder ao processo em liberdade. Conforme a legislação, prisões preventivas precisam ser revistas a cada 90 dias .

    Segundo o Gaeco, a organização criminosa é formada por três núcleos. O “decisório” é composto por Marcola e Alejandro. O “operacional”, por Everton e Paloma. E o “financeiro”, integrado por Deolane e Leonardo. “Deolane atuava como a principal integrante do núcleo financeiro, verdadeiro caixa da organização criminosa, praticando atos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela ou suas empresas, além da conversão de tais valores em bens de elevado valor econômico”, diz o documento. O MPSP também lembra que mais de um pedido de revogação da prisão foi rejeitado pela Justiça.

    Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
    Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A Operação Vérnix, da Polícia Civil com o Ministério Público de São Paulo, é fruto de uma investigação que começou em 2019. Na ocasião, policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau . Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e a possíveis ataques contra agentes públicos.

    Após a descoberta, a Polícia Civil encontrou um trecho que citava uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques da facção.

    A investigação levou a uma transportadora em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro, e deu origem à segunda fase da operação, batizada de Lado a Lado. Essa etapa revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC.

    Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
    Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular e analisaram mais trocas de mensagens de pessoas ligadas à facção. O conteúdo também revelou indícios de repasses financeiros à Deolane Bezerra e apontou estreitos vínculos pessoais e comerciais da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.

    Deolane, de acordo com os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC. Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão. Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial da transportadora e a movimentação patrimonial dos envolvidos eram utilizadas para camuflar o esquema e dificultar a origem ilícita dos recursos.

    A quebra de sigilos revelou um alto fluxo de dinheiro sem lastro compatível, além de movimentações bancárias atípicas, contas utilizadas para passagem de valores e operações com empresas sem capacidade financeira aparente.

    A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de
    A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na terceira fase da investigação, com a operação deflagrada em 21 de maio de 2026, as autoridades buscam descortinar um esquema mais amplo de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras. A Justiça determinou o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões , além do sequestro de 17 veículos – incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões – e quatro imóveis ligados aos investigados.

    Além de Deolane Bezerra e Marcola, familiares do líder da facção também foram alvo da operação. Marcola, de dentro de um presídio federal, deu ordens sobre o plano de atentado e comandou o esquema de lavagem de dinheiro por meio da transportadora.

    Marcola e Alejandro já estavam detidos em presídios federais. Paloma está foragida e é procurada na Europa. Leonardo estaria na Bolívia. Com a operação, as autoridades buscam interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar ativos de possível origem criminosa e atingir a estrutura econômica do PCC.

    Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
    Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
    Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/mpsp-deolane-presa-envolvimento-pcc.

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