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    MPSP denuncia 19 suspeitos de envolvimento em "banco paralelo" do PCC

    Investigação indica que esquema era utilizado para lavar dinheiro do tráfico de drogas e outras atividades criminosas da facção

    Metrópoles
    15 de setembro de 2026 às 12:24
    MPSP denuncia 19 suspeitos de envolvimento em "banco paralelo" do PCC
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    O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) denunciou, na última sexta-feira (11/9), 19 suspeitos de envolvimento no grupo criminoso alvo da Operação Janus . Deflagrada em julho deste ano, a operação mirou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital ( PCC ). Além da condenação dos presos, a denúncia pede pagamento de, ao menos R$ 10 milhões , como reparação por danos coletivos e sociais.

    Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados criaram um banco clandestino para ocultar valores provenientes do tráfico de drogas e outras atividades criminosas . O esquema envolvia empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e operações chamadas de “troca de TED por vivo” , que consistiam na troca de transferências bancárias por dinheiro em espécie.

    A denúncia foi apresentada com base em elementos obtidos durante a operação, como trocas de mensagens, áudios e planilhas. O material indicou movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas por algumas empresas, além de transferências com objetivo de ocultar os recursos. Segundo o MPSP, uma das empresas movimentou mais de R$ 28 milhões em um período de seis meses, embora o faturamento anual declarado fosse de aproximadamente R$ 5 milhões.

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    Os operadores financeiros do PCC também atuaram em episódios identificados como “tribunais do crime” e teriam participado de reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais. Em um dos casos, o grupo financeiro recorreu à facção para resolver uma disputa relacionada a imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

    “A denúncia reúne os elementos de materialidade e indícios de autoria, tal qual renova o indicativo da periculosidade dos agentes, a gravidade concreta dos delitos, o envolvimento recorrente criminoso”, apontam os promotores.

    Segundo o Gaeco, a condenação dos acusados deve abarcar o pagamento de, no mínimo, R$ 10 milhões, como reparação por danos coletivos e sociais caracterizados pela violação dos princípios de segurança pública e paz social.

    Segundo o MPSP, negócio registrado em nome da mãe e do padrasto servia para formalizar pagamentos aos PMs envolvidos no esquema ligado ao PCC - Metrópoles
    Segundo o MPSP, negócio registrado em nome da mãe e do padrasto servia para formalizar pagamentos aos PMs envolvidos no esquema ligado ao PCC - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/mpsp-denuncia-suspeitos-banco-paralelo-pcc.

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