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    MPF pede que voos panorâmicos de helicóptero no Rio se limitem a corredor aéreo sobre o mar

    O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal uma série de medidas para reorganizar a operação de helicópteros comerciais no Rio de Janeiro após uma sequência de acidentes registrados neste ano – tendo como estopim a queda de uma aeronave de turismo na região da Vista Chinesa, que matou quatro pessoas, no último sábado (8). A principal medida proposta é que helicópteros destinados ao transporte remunerado de passageiros, incluindo voos panorâmicos, utilizem prioritariamente a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), corredor aéreo já existente sobre o mar entre a Barra da

    G1
    12 de agosto de 2026 às 21:47
    MPF pede que voos panorâmicos de helicóptero no Rio se limitem a corredor aéreo sobre o mar
    Foto: G1

    O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal uma série de medidas para reorganizar a operação de helicópteros comerciais no Rio de Janeiro após uma sequência de acidentes registrados neste ano – tendo como estopim a queda de uma aeronave de turismo na região da Vista Chinesa, que matou quatro pessoas , no último sábado (8).

    A principal medida proposta é que helicópteros destinados ao transporte remunerado de passageiros, incluindo voos panorâmicos, utilizem prioritariamente a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), corredor aéreo já existente sobre o mar entre a Barra da Tijuca e o Arpoador.

    Segundo o procurador da República Sergio Gardenghi Suiama, autor da ação, a intenção não é proibir passeios turísticos ou outras operações comerciais, mas afastar o tráfego rotineiro de áreas densamente povoadas.

    Polícia investiga queda de helicóptero que matou 4 pessoas no Rio
    Polícia investiga queda de helicóptero que matou 4 pessoas no Rio — Foto: G1 · Fonte: G1

    "O objetivo não é proibir os voos panorâmicos, mas fazer com que sejam realizados da forma mais segura possível e longe dos centros urbanos e das áreas mais ocupadas", afirmou.

    Em abril, helicóptero fez pouso forçado na Praia da Barra — Foto: Reprodução/TV Globo

    De acordo com o procurador, a rota marítima mantém as aeronaves a cerca de 600 metros da faixa de areia e reduz a exposição de moradores aos riscos de acidentes. Ele destacou que, entre os acidentes recentes analisados pelo MPF, o único sem mortos foi um pouso forçado ocorrido sobre o mar .

    A proposta prevê exceções para operações de:

    segurança pública; defesa civil; salvamento; transporte aeromédico; serviços públicos; cobertura jornalística.

    Também não se aplica aos trechos necessários para pousos e decolagens em heliportos localizados na cidade.

    Questionado sobre voos de táxi aéreo entre bairros da Zona Oeste e o Aeroporto Santos Dumont, Suiama afirmou que a intenção é que a rota marítima seja a via preferencial para os deslocamentos comerciais, respeitadas as exceções previstas.

    O procurador afirmou que houve diálogo com órgãos responsáveis pelo setor, mas criticou o que classificou como um "jogo de empurra" entre instituições encarregadas da fiscalização.

    Segundo ele, o MPF realizou audiências e reuniões com representantes da Aeronáutica, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Prefeitura do Rio.

    Suiama afirmou que a investigação identificou falhas no acompanhamento da atividade e apontou crescimento expressivo do número de empresas que oferecem voos panorâmicos.

    De acordo com ele, o setor passou de uma operadora há cerca de dez anos para mais de 15 atualmente, com alguns dias registrando mais de 100 voos .

    Além da mudança de rota, a ação pede que o Decea intensifique a fiscalização das regras de operação dos helicópteros, que a Anac reforce a supervisão das empresas do setor, que o Inea reavalie condicionantes ambientais ligadas ao Aeroporto de Jacarepaguá e que o município amplie o monitoramento de impactos ambientais e de ruído.

    O MPF também solicita que os órgãos apresentem, em até 90 dias, um plano conjunto para regulamentar e fiscalizar a atividade.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/08/12/mpf-pede-que-voos-panoramicos-de-helicoptero-no-rio-se-limitem-a-corredor-aereo-sobre-o-mar.ghtml.

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    Polícia investiga queda de helicóptero que matou 4 pessoas no Rio — Foto: G1

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