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    MPF investiga 'grave deterioração' na saúde em comunidade Yanomami com leishmaniose

    Indígenas Yanomami internados no hospital de Surucucu, na Terra Yanomami, no dia 19 de fevereiro Urihi/Divulgação Uma fiscalização do Ministério Público Federal (MPF) encontrou casos de malária, doenças respiratórias, verminose e leishmaniose entre os 29 moradores da comunidade Koribi, na região do Alto Catrimani, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Diante disso, abriu, nesta terça-feira (25), investigação para acompanhar a assistência prestada aos indígenas. 🦟Entenda: é uma doença infecciosa grave causada por parasitas e transmitida pela picada do mosquito palha. Após o contágio, os sint

    G1
    25 de agosto de 2026 às 21:14
    MPF investiga 'grave deterioração' na saúde em comunidade Yanomami com leishmaniose
    Foto: G1

    Indígenas Yanomami internados no hospital de Surucucu, na Terra Yanomami, no dia 19 de fevereiro — Foto: Urihi/Divulgação

    Uma fiscalização do Ministério Público Federal (MPF) encontrou casos de malária , doenças respiratórias , verminose e leishmaniose entre os 29 moradores da comunidade Koribi , na região do Alto Catrimani, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Diante disso, abriu, nesta terça-feira (25), investigação para acompanhar a assistência prestada aos indígenas.

    🦟Entenda: é uma doença infecciosa grave causada por parasitas e transmitida pela picada do mosquito palha. Após o contágio, os sintomas nos cães podem surgir em média de três a sete meses, mas há registros que variam de dois meses ou até mais de um ano.

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

    O cenário encontrado na região foi classificado como "grave deterioração" das condições de saúde . A responsabilidade de atender os indígenas é do governo federal, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI-Yanomami), vinculado ao Ministério da Saúde.

    O g1 entrou em contato com o Ministério da Saúde, mas até a públicação da reportagem não houve resposta.

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    Durante a fiscalização, moradores da comunidade relataram que havia a "ausência prolongada de equipe de saúde" . Além disso, o DSEI-Yanomami chegou a apresentar um plano de atendimento, mas não respondeu a todos os questionamentos.

    Na visita, uma criança com suspeita de leishmaniose precisou ser removida para o Centro de Saúde do Surucucu . A equipe esteve na comunidade no dia 13 de fevereiro de 2026 e c onstatou o agravamento das condições de saúde entre crianças e adultos .

    O documento do DSEI-Y, enviado ao Ministério da Saúde, estava "desacompanhada da documentação comprobatória requisitada e apresentou cronograma assistencial expressamente condicionado a critérios logísticos e operacionais, sem notícia de execução posterior ao mês de abril de 2026".

    De acordo com o MPF, a abertura do procedimento permitirá acompanhar de forma permanente a execução das políticas públicas de saúde voltadas à comunidade indígena e cobrar informações dos órgãos responsáveis.

    O procurador responsável, Alisson Marugal, pelo caso também determinou que o procedimento passe a ter acesso público, em observância ao princípio da transparência.

    A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil , com quase 10 milhões de hectares entre Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970.

    Até dezembro de 2025, o garimpo ilegal destruiu 5.564 hectares da Terra Yanomami, segundo o levantamento. A maior parte da destruição ocorreu antes de 2023, ano em que o governo federal decretou situação de emergência.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/08/25/mpf-investiga-grave-deterioracao-na-saude-em-comunidade-yanomami-com-leishmaniose.ghtml.

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    Agora no g1 — Foto: G1

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