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    MPC pede suspensão de repasse milionário da UERR a instituto suspeito de irregularidades

    Universidade Estadual de Roraima (UERR), campus Boa Vista UERR/Divulgação O Ministério Público de Contas (MPC) de Roraima pediu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR) a suspensão de repasses previstos em uma parceria entre a Universidade Estadual de Roraima (UERR) e o Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social (IBRAS). O órgão suspeita de irregularidades no acordo, fechado em novembro de 2025, durante a atual gestão da universidade, que prevê o repasse de R$ 8,3 milhões ao instituto. Desse total, R$ 1,1 milhão já foi pago, e o MPC quer o bloqueio de bens dos responsáveis nesse mesmo val

    G1
    18 de agosto de 2026 às 17:53
    MPC pede suspensão de repasse milionário da UERR a instituto suspeito de irregularidades
    Foto: G1

    Universidade Estadual de Roraima (UERR), campus Boa Vista — Foto: UERR/Divulgação

    O Ministério Público de Contas (MPC) de Roraima pediu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR) a suspensão de repasses previstos em uma parceria entre a Universidade Estadual de Roraima (UERR) e o Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social (IBRAS).

    O órgão suspeita de irregularidades no acordo, fechado em novembro de 2025, durante a atual gestão da universidade , que prevê o repasse de R$ 8,3 milhões ao instituto . Desse total, R$ 1,1 milhão já foi pago , e o MPC quer o bloqueio de bens dos responsáveis nesse mesmo valor.

    Tribunal de Contas abre auditoria na Universidade Estadual de RR para fiscalizar contratos
    Tribunal de Contas abre auditoria na Universidade Estadual de RR para fiscalizar contratos — Foto: G1 · Fonte: G1

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    Em nota, a UERR informou que ainda não foi notificada sobre o pedido do MPC e ressaltou que prestará esclarecimentos aos órgãos competentes quando for.

    O valor total a ser repassado ao instituto é de R$ 8.353.911 . Em 10 de dezembro de 2025, a UERR já havia transferido R$ 1.122.915 ao IBRAS. Segundo o MPC, nessa data o instituto estava impedido por 80 dias de firmar novas parcerias com o poder público.

    O órgão afirma ainda que o pagamento foi feito sem nenhum documento que comprove a execução dos serviços. Não há relatório de execução, notas fiscais, registros de reuniões, listas de presença ou qualquer material produzido pelo instituto.

    A investigação começou em março deste ano, depois de uma denúncia anônima. O MPC pediu sete processos administrativos à UERR, mas parte dos documentos só foi entregue 35 dias depois do prazo inicial.

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    Para o procurador-geral de Contas, Paulo Sérgio Oliveira de Sousa, o MPC precisou agir para evitar novos prejuízos. "Quando identificamos indícios consistentes de irregularidades e, principalmente, risco de novos pagamentos, precisamos levar os fatos ao Tribunal de Contas e buscar medidas capazes de impedir que o possível dano aumente", afirmou.

    Um dos pontos analisados é o credenciamento do IBRAS junto à universidade. Em 30 de julho de 2025, sete servidores de cinco setores da UERR praticaram 11 atos administrativos em pouco menos de sete horas, até fechar o credenciamento. O MPC questiona também a dispensa de chamamento público (processo simplificado, sem seleção por edital) usada depois, para formalizar a parceria.

    O MPC questiona também a decisão da UERR de não realizar um chamamento público antes de firmar a parceria. O procedimento permite que diferentes organizações apresentem propostas para executar o serviço. Nesse caso, segundo o órgão, a universidade firmou o acordo diretamente com o IBRAS.

    Segundo o MPC, o instituto já estava impedido de fazer novas parcerias com o poder público desde 21 de setembro de 2025, porque não havia prestado contas de outro repasse recebido da Secretaria Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes). Mesmo assim, o termo com a UERR foi assinado em 19 de novembro daquele ano.

    O procurador-geral de Contas afirmou também que a fiscalização busca proteger a universidade e os estudantes. "Cada recurso destinado à instituição precisa ser aplicado com transparência, responsabilidade e efetivo benefício para a comunidade acadêmica", diz.

    O órgão pediu ao TCE-RR a suspensão imediata de novos pagamentos ligados ao acordo . Ainda restam R$ 7.230.996 a serem repassados até 2027.

    O MPC também pediu o bloqueio de bens dos responsáveis , no valor equivalente aos R$ 1.122.915 já pagos, além da suspensão do acesso ao sistema SEI de cinco servidores citados no processo.

    No julgamento final, o órgão quer que o TCE-RR anule o termo, determine a devolução integral do valor pago e aplique outras punições previstas em lei. O MPC pediu ainda o envio do caso ao Ministério Público do Estado de Roraima, para que o órgão avalie medidas de sua competência.

    O pedido agora será analisado pelo TCE-RR. Os responsáveis citados no processo terão direito de se defender.

    Veja reportagem sobre outra auditoria do TCE-RR na UERR:

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/08/18/mpc-rr-pede-suspensao-de-repasses-milionarios-da-uerr-a-instituto-suspeito-de-irregularidades.ghtml.

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    Tribunal de Contas abre auditoria na Universidade Estadual de RR para fiscalizar contratos — Foto: G1

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