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    MP pede arquivamento de denúncia de racismo contra deputada Fabiana Bolsonaro por 'blackface'

    A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) faz blackface no plenário da Alesp, em São Paulo. Divulgação/Alesp O Ministério Público de São Paulo se manifestou pelo arquivamento de uma representação criminal contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL), acusada de racismo por manifestações feitas durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 18 de março de 2026. O documento é assinado pelo procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane em 23 de julho de 2026. A TV Globo procurou a defesa de Fabiana e aguarda retorno. A representação foi apresentada pelas deputadas Mônica

    G1
    27 de agosto de 2026 às 21:25
    MP pede arquivamento de denúncia de racismo contra deputada Fabiana Bolsonaro por 'blackface'
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    A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) faz blackface no plenário da Alesp, em São Paulo. — Foto: Divulgação/Alesp

    O Ministério Público de São Paulo se manifestou pelo arquivamento de uma representação criminal contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL), a cusada de racismo por manifestações feitas durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 18 de março de 2026.

    O documento é assinado pelo procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane em 23 de julho de 2026. A TV Globo procurou a defesa de Fabiana e aguarda retorno.

    Conselho de Ética da Alesp vai analisar discurso com 'blackface' da dep. Fabiana Bolsonaro (PL)
    Conselho de Ética da Alesp vai analisar discurso com 'blackface' da dep. Fabiana Bolsonaro (PL) — Foto: G1 · Fonte: G1

    A representação foi apresentada pelas deputadas Mônica Cristina Seixas Bonfim e Simão Pedro Chiovetti. Fabiana foi acusada de cometer o crime previsto no artigo 20, parágrafo 2º, da Lei 7.716/89, que trata de racismo, em razão de seu discurso sobre a eleição da deputada federal Érika Hilton para a Presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados e pela prática de blackface durante o pronunciamento.

    Segundo a representação, Fabiana pintou o rosto e os braços com tinta preta durante o discurso. A deputada também afirmou que uma pessoa se pintar de preto não a tornaria uma pessoa negra e feito manifestações sobre mulheres trans, incluindo a afirmação de que “pessoas trans vestidas de mulheres não são mulheres”.

    Para o procurador, no entanto, não foi possível identificar no discurso a existência do dolo específico exigido para a configuração do crime de racismo. O documento afirma que é necessária a intenção deliberada de discriminar alguém ou promover preconceito em razão de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

    A manifestação também analisa a prática de blackface. Segundo o MP, a conduta é caracterizada pela ridicularização, pela criação de estereótipos negativos e pelo menoscabo às pessoas negras.

    No caso da deputada, o órgão afirma que o conteúdo do discurso e dos diálogos mantidos durante a sessão “não evidenciam menosprezo, zombaria ou ridicularização de pessoas negras”.

    A Procuradoria também considerou que a escolha feita por Fabiana para exemplificar a impossibilidade de alteração de características biológicas por atos de vontade, embora pudesse ser contestada e criticada, não seria suficiente para caracterizar o crime de racismo.

    Além disso, o documento conclui que a deputada está protegida pela imunidade material parlamentar, prevista no artigo 53 da Constituição Federal. A regra garante aos parlamentares inviolabilidade civil e penal por suas opiniões, palavras e votos relacionados ao exercício do mandato.

    Segundo a Procuradoria, essa proteção também se aplica aos deputados estaduais por força do artigo 27, parágrafo 1º, da Constituição Federal e do artigo 14 da Constituição do Estado de São Paulo.

    A manifestação afirma que as condutas atribuídas a Fabiana ocorreram durante discurso na tribuna da Alesp e estavam relacionadas ao exercício das funções do mandato parlamentar e aos temas de sua plataforma política, entre eles a defesa da mulher.

    Diante disso, a Procuradoria concluiu pela inexistência de indícios de infração penal e de justa causa para a instauração de persecução penal e promoveu o arquivamento da representação crimin

    PERFIL: Fabiana Bolsonaro é filha de pastor evangélico de SP e não é parente do ex-presidente; saiba quem é ela 'Blackface': entenda o que é e por que é considerado ato racista

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/08/27/mp-pede-arquivamento-de-denuncia-de-racismo-contra-deputada-fabiana-bolsonaro-por-blackface.ghtml.

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    Conselho de Ética da Alesp vai analisar discurso com 'blackface' da dep. Fabiana Bolsonaro (PL) — Foto: G1

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