Alagoas

    MP/AL consegue bloqueio nacional de app usado na exploração sexual de menores

    MPAL conseguiu a suspensão do funcionamento do app Zangi. Divulgação O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) conseguiu a suspensão do funcionamento do aplicativo de mensagens Zangi em território nacional, além da retirada do aplicativo das lojas virtuais. Atuando de forma estratégica e articulada, o órgão estadual teve o objetivo de impedir que crianças e adolescentes continuassem expostos a crimes sexuais praticados por meio da plataforma. Na frente de proteção coletiva dos direitos da infância e juventude, a 44ª Promotoria de Justiça da Capital, por meio do promotor de Justiça Lucas

    Gazeta de Alagoas
    26 de agosto de 2026 às 12:07
    MP/AL consegue bloqueio nacional de app usado na exploração sexual de menores
    Foto: Gazeta de Alagoas

    Caso teve origem em investigação criminal a partir de uma ocorrência envolvendo uma criança de 11 anos

    O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) conseguiu a suspensão do funcionamento do aplicativo de mensagens Zangi em território nacional, além da retirada do aplicativo das lojas virtuais. Atuando de forma estratégica e articulada, o órgão estadual teve o objetivo de impedir que crianças e adolescentes continuassem expostos a crimes sexuais praticados por meio da plataforma.

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    MPAL conseguiu a suspensão do funcionamento do app Zangi. Divulgação
    MPAL conseguiu a suspensão do funcionamento do app Zangi. Divulgação — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Na frente de proteção coletiva dos direitos da infância e juventude, a 44ª Promotoria de Justiça da Capital, por meio do promotor de Justiça Lucas Sachsida, atuou para garantir o cumprimento das medidas de bloqueio e impedir que o aplicativo permanecesse disponível aos usuários brasileiros.

    O caso teve origem em investigação criminal conduzida pela 60ª Promotoria de Justiça da Capital, a partir de uma ocorrência envolvendo uma criança de 11 anos. Conforme apurado, um usuário identificado pelo codinome “Polkinha” utilizou a plataforma para enviar material ilícito à vítima e realizar investidas de natureza sexual.

    Entre as condutas investigadas estavam armazenamento e disseminação de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes e aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso, crimes previstos nos artigos 241-B e 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    Jamylle Bezerra, com assessoria
    Jamylle Bezerra, com assessoria — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    A investigação revelou uma dificuldade adicional: a estrutura do aplicativo favorecia o anonimato de seus usuários e não disponibilizava, de forma adequada, dados cadastrais e registros necessários à identificação dos responsáveis pelas condutas criminosas.

    Diante desse cenário, a atuação do MPAL avançou para além da responsabilização criminal individual. A 44ª Promotoria de Justiça da Capital instaurou o Procedimento Administrativo nº 09.2026.00000732-5, com o objetivo de fiscalizar o cumprimento das normas de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

    O promotor Lucas Sachsida fundamentou a atuação nas regras do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), além da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do princípio constitucional da proteção integral e da prioridade absoluta conferida a crianças e adolescentes.

    Aplicativo na whatsapp Store
    Aplicativo na whatsapp Store — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    “Não se trata apenas de responsabilizar quem pratica o crime. É preciso também atuar para impedir que estruturas digitais sejam utilizadas como instrumentos para a violação dos direitos de crianças e adolescentes”, destacou o promotor de Justiça.

    Mesmo após a determinação judicial de suspensão do aplicativo em território nacional, o MPAL constatou que o Zangi permanecia acessível por meio das lojas virtuais.

    Diante disso, a 44ª Promotoria de Justiça expediu notificações à Apple Computer Brasil Ltda. e à Google Brasil Internet Ltda., requisitando a suspensão imediata e a indisponibilização do aplicativo no Brasil.

    Atuação de parlamentares alagoanos é destaque no 19º Prêmio Congresso em Foco
    Atuação de parlamentares alagoanos é destaque no 19º Prêmio Congresso em Foco — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    A medida produziu resultado. A Google Brasil e a própria plataforma Zangi comunicaram nos autos o cumprimento da determinação, com a comprovação da suspensão e da retirada do aplicativo de sua loja virtual.

    A atuação do MPAL também alcançou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O órgão foi acionado para avaliar possíveis irregularidades e adotar, dentro de suas atribuições, as medidas fiscalizatórias e sancionatórias cabíveis em relação à plataforma e às empresas envolvidas.

    Decisão judicial determinou suspensão nacional

    Samara Martins é a terceira presidenciável em uma semana a cumprir agenda em Maceió
    Samara Martins é a terceira presidenciável em uma semana a cumprir agenda em Maceió — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    No âmbito criminal, a 60ª Promotoria de Justiça havia requerido a quebra do sigilo telemático para tentar identificar o responsável pelos crimes praticados contra a criança. A ordem judicial, porém, não foi cumprida pela empresa responsável pelo aplicativo.

    Diante do descumprimento reiterado, o Judiciário fixou multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 500 mil. Como a empresa permaneceu sem atender às determinações, a multa alcançou o teto estabelecido.

    Posteriormente, a 14ª Vara Criminal da Capital determinou a suspensão temporária do Zangi em todo o território nacional, além da adoção de providências para efetivar o bloqueio junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), provedores de internet, operadoras de telecomunicações e lojas virtuais.

    Arthur Lira encontra Flávio Bolsonaro após agendas separadas em Alagoas
    Arthur Lira encontra Flávio Bolsonaro após agendas separadas em Alagoas — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Com a atuação conjunta, o MPAL conseguiu alcançar resultados em diferentes frentes: multa judicial de R$ 500 mil, determinação de suspensão nacional da plataforma, retirada do aplicativo das lojas virtuais e acionamento do órgão regulador para apuração das responsabilidades administrativas.

    Alfredo Gaspar comenta ausência de JHC na agenda de Flávio Bolsonaro em Maceió
    Alfredo Gaspar comenta ausência de JHC na agenda de Flávio Bolsonaro em Maceió — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
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    Homem com mochila de entregador furta peça de moto em plena luz do dia em SP — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
    MPAL conseguiu a suspensão do funcionamento do app Zangi. Divulgação
    MPAL conseguiu a suspensão do funcionamento do app Zangi. Divulgação — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/alagoas/mpal-consegue-bloqueio-nacional-de-app-usado-na-exploracao-sexual-de-menores-931755.

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    MPAL conseguiu a suspensão do funcionamento do app Zangi. Divulgação — Foto: Gazeta de Alagoas

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