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    Motel de R$ 3 mil a diária: o Lush quer matar o estigma e virar “resort urbano”

    Leonardo Dib e Felipe Martinez, diretores da LHG. (Foto: Divulgação/InfoMoney) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/DiretoresLHG_Leonardo-Dib-esquerda-e-Felipe-Martinez-direita_red.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Dona da Lush, com diárias que ultrapassam os R$ 3 mil, oferece consultoria para redes dos Estados Unidos e Equador The post Motel de R$ 3 mil a diária: o Lush quer matar o estigma e virar “resort urbano” appeared first on InfoMoney .

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    29 de agosto de 2026 às 09:00
    Motel de R$ 3 mil a diária: o Lush quer matar o estigma e virar “resort urbano”
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    Leonardo Dib e Felipe Martinez, diretores da LHG. (Foto: Divulgação/InfoMoney)

    Um antigo motel de gestão familiar no bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, se tornou o embrião de uma ideia ambiciosa: afastar o estigma do mercado imobiliário para atrair investimentos e disputar um espaço maior no tempo que casais têm reservado para entretenimento e lazer.

    Daí nasceu o Lush, um motel de luxo com diárias que podem ultrapassar os R$ 3 mil e cujas métricas de receita por quarto, afirmam seus diretores, superam a média do setor hoteleiro tradicional.

    Fachada do motel Lush no Ipiranga, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG)
    Fachada do motel Lush no Ipiranga, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O negócio é apenas um braço da LHG, uma empresa de gestão de motéis que nasceu do próprio Lush. Hoje, a companhia opera motéis próprios, administra empreendimentos de terceiros e presta consultoria a redes dos Estados Unidos e do Equador.

    “No começo, nós chamávamos o Lush de ‘Urban Private Resort’. Era um slogan para mostrar esse conceito de tudo que um resort oferece em termos de entretenimento e lazer, mas no formato privativo dentro de uma cidade”, conta o diretor da LHG, Felipe Martinez.

    Martinez e Leonardo Dib, também diretor da LHG, assumiram a gestão de um antigo motel do qual seus pais eram sócios em 2010. Fundado em 1990, o Concavo e Convexo seguia todo o estilo que se pode imaginar de um motel tradicional. A ideia dos atuais gestores foi uma renovação geral.

    Fachada do motel Lush na Lapa, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG)
    Fachada do motel Lush na Lapa, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O retrofit promovido pela nova gestão queria abandonar os clichês do motel à brasileira: todo o tema erótico daria lugar a uma arquitetura que desperta desejo a partir de um “design lúdico”.

    Um exemplo: o quarto mais caro da primeira unidade do Lush conta com piscina aquecida, sauna a vapor, cascatas, hidromassagem com cromoterapia e área externa com teto solar. Sem fotos sensuais penduradas nas paredes.

    “Nós percebemos que o motel se tratava muito menos de privacidade, aquele conceito de períodos curtos do passado. Na verdade, o cliente queria um período mais longo, então começamos a oferecer esse tipo de produto com diferentes opções de horário”, afirma Martinez.

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    Hóspedes podem escolher opções de reserva como dayuse, das 13h às 19h, o pernoite, das 20h às 12h e a diária, com check-in para as 15h de um dia e saída às 12h do próximo.

    Períodos de uso mais longos privilegiam a visão da empresa de que o consumidor quer uma experiência de entretenimento e lazer que vai desde o quarto até o cardápio gastronômico assinado por um chef e cartas de vinho para ocasiões especiais. De acordo com dados da Associação Brasileira de Motéis, 85% dos frequentadores dos espaços já estão em relacionamentos estáveis.

    Parte da estrutura para atrair esse consumidor passa pelas reservas, uma prática incomum no setor até poucos anos atrás. A LHG desenvolveu uma plataforma de e-commerce que hoje também é oferecida como parte dos seus projetos em gestão terceirizada e consultoria.

    Fachada do motel Lush no Ipiranga, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG)
    Fachada do motel Lush no Ipiranga, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O sucesso da primeira unidade do Lush abriu o horizonte para a LHG em 2017. “Nós começamos a perceber uma carência de profissionalismo no mercado. Na hotelaria já existem empresas que fazem administração para investidores, mas isso não existia na motelaria”, explica Martinez.

    Até aqui, a LHG abriu mais uma unidade do Lush no bairro da Lapa, em São Paulo, e o Andar de Cima, um híbrido de hotel e motel no prédio da Love Cabaret, casa de show para adultos no centro da cidade. Todos nascidos de investimento próprio.

    Mas os investimentos para construir um motel pesam. Com o custo de capital pressionando as possibilidades de expansão, a alternativa foi encontrar um modelo “asset light”, isso é, um negócio sem grandes aportes em ativos físicos.

    Fachada do motel Lush na Lapa, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG)
    Fachada do motel Lush na Lapa, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Foi quando a LHG iniciou seu braço de administração que hoje opera motéis em Brasília e Campinas. O modelo de remuneração nesses casos é baseado, normalmente, em uma participação dos lucros. De outro lado, a empresa oferece serviços de consultoria que atende uma rede em Quito, no Equador, e outra espalha pelos estados da Flórida e do Texas, nos Estados Unidos.

    “A LHG é como se fosse o software que está gerindo um hardware. O hardware é o ativo imobiliário. O prédio. Entramo justamente com sistemas, marcas e expertise”, aponta Leonardo Dib. “Somos uma plataforma de investimento que pode ser proprietária do ativo ou administradora dele.”

    Em 2025, o faturamento da LHG bateu R$ 54 milhões. A projeção para 2026 é de atingir os R$ 68 milhões, em um ritmo de crescimento de aproximadamente 20% ao ano para os próximos ciclos. A margem EBITDA da empresa nas unidades em que o negócio já está maduro fica na casa de 35%.

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    Os resultados estão apoiados em um privilégio do setor moteleiro. Diferentemente dos hotéis tradicionais, em que a diária ocupa o período de quase 24h, nos motéis a rotatividade de um quarto por dia é maior, gerando uma taxa de ocupação na casa de 150% a 160%.

    Essa dinâmica impacta diretamente o RevPAR, importante indicador do segmento que calcula a receita gerada por quartos disponíveis. A matemática permite que motéis se tornem viáveis com um número de quartos expressivamente inferior aos hotéis tradicionais.

    Funciona assim: se um quarto de hotel tradicional opera com diária média de R$ 400 e a ocupação é de 70%, seu RevPAR fica em R$ 280. Já em um motel, um ticket médio de R$ 300 para uma ocupação de 150% gera um RevPAR de R$ 450. No caso dos motéis da marca Lush, o ticket médio fica na casa de R$ 700.

    Agora a intenção da companhia é expandir. A Lush negocia alternativas com investidores ou fundos imobiliários para sustentar novos projetos. “Em termos de ticket, estamos falando de R$ 100 milhões para um pipeline de 7 a 10 unidades nos três anos seguintes ao investimento”.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/business/motel-de-r-3-mil-a-diaria-o-lush-quer-matar-o-estigma-e-virar-resort-urbano/.

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    Fachada do motel Lush no Ipiranga, em São Paulo. (Foto: Divulgação/LHG) — Foto: InfoMoney

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