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    Mortes: Um dos primeiros neurocirurgiões de Campo Grande, atuou por décadas na Apae

    Olney Galvão se formou em Minas Gerais e voltou à cidade natal no Centro-Oeste, ampliando atendimentos a pacientes

    UOL
    11 de setembro de 2026 às 20:00
    Mortes: Um dos primeiros neurocirurgiões de Campo Grande, atuou por décadas na Apae
    Homem idoso com cabelo branco e expressão serena sentado em cadeira acolchoada bege. Veste camisa cinza clara com colete cinza escuro e calça jeans azul. Segura óculos escuros na mão esquerda e usa relógio prateado e aliança dourada na mão — Foto: UOL

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    Dizem que Belo Horizonte (MG) é a cidade dos encontros, que eles sempre acontecem nas esquinas e as pessoas os veem pelas janelas. O raciocínio, claro, tem a ver com as músicas de Milton Nascimento e Lô Borges . Mas a vida de Olney Galvão ajuda a entender o cenário da capital mineira.

    Olney Cardoso Galvão (1940 - 2026) - Arquivo pessoal · Arquivo pessoal
    Olney Cardoso Galvão (1940 - 2026) - Arquivo pessoal · Arquivo pessoal — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A menos de 20 minutos do cruzamento onde o Clube da Esquina foi criado está a rua dos Andes, no bairro Prado. Na década de 1960, o local era rota dos praticantes de montaria do CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva). Por lá ficava a casa de Maria Regina (1944 – 2009), a jovem que se interessou por Olney, um médico recém-formado pela Universidade de Minas Gerais —futura UFMG .

    Além da troca de olhares pela janela, Regina e Olney tinham amigos em comum. Não demorou muito para o flerte virar encontro, e depois namoro.

    No período de faculdade, Olney ainda arrumou tempo para jogar futebol , um de seus passatempos favoritos. Ele integrou a equipe da universidade em torneios que foram parar nas páginas dos jornais. Em 30 de abril de 1962, a Tribuna Universitária cita um time formado por Eloi e Juarez, ambos da turma de Olney, a 48ª Medicina Federal.

    Obituários do mês de agosto de 2026
    Obituários do mês de agosto de 2026 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em uma entrevista recente a estudantes de medicina , Olney disse que jogou contra Tostão na época dos torneios universitários.

    Depois da formatura, em 1964, Olney se especializou em neurocirurgia com a orientação dos pesquisadores José Geraldo Albernaz e Gilberto Belisário Campos. O livro "História da Neurocirurgia no Brasil" descreve Albernaz e Campos como responsáveis pela consolidação da escola de neurologia mineira entre as décadas de 1950 e 1960.

    A especialização concluída e o casamento com Maria Regina marcaram o fim do ciclo mineiro de Olney. Em 1968, ele resolveu voltar para o estado onde nasceu, então Mato Grosso.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Na época, a neurocirurgia era rudimentar em Campo Grande, futura capital de Mato Grosso do Sul. Olney tornou-se o segundo neurocirurgião da cidade e, ao lado do pioneiro Naidor João da Silva, ampliou o atendimento a pacientes neurológicos na Santa Casa da cidade.

    Os dois colaboraram para o ensino da especialidade na Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso, inaugurada em 1970.

    Ele teve três filhos: Vanessa, Vander e Viviane. Com a vida estabelecida na cidade, Olney pôde se dedicar à família e à outra paixão: o Vasco . Sempre que podia, também ia ao estádio de São Januário, no Rio, para acompanhar de perto os jogos do time.

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    Aos poucos Olney deixou de fazer cirurgias para focar no atendimento ambulatorial. Por 31 anos, ele trabalhou na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) , com educação e acompanhamento neurológico de pessoas com deficiência. Em 2018, a instituição homenageou o médico.

    Olney morreu em 25 de julho, aos 86 anos. Deixou 3 filhos, 5 netos e a segunda esposa, Maria da Conceição Alves Sampaio.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/mortes-um-dos-primeiros-neurocirurgioes-de-campo-grande-atuou-por-decadas-na-apae.shtml.

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    Olney Cardoso Galvão (1940 - 2026) - Arquivo pessoal · Arquivo pessoal — Foto: UOL

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