Mortes por desnutrição caem 75% em terra yanomami na comparação com 2023
Primeiro ano do governo Lula foi marcado por emergência de saúde na área indígena

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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As mortes por desnutrição na Terra Indígena Yanomami caíram 75,7% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2023, quando foi declarada uma emergência em saúde pública no território.
Segundo dados do Ministério da Saúde, foram zeradas as mortes por malária, enquanto os óbitos por infecção respiratória aguda foram 40,8% menores.

Considerando todas as causas de morte, o número teve redução de 29,5%, passando de 224 entre janeiro e junho de 2023 para 158 no primeiro semestre deste ano.
Também houve melhoria nos indicadores de vacinação. O número de doses no primeiro trimestre passou de 11.273 em 2023 para 20.267 em 2026, crescimento de 79,8%.
A emergência de saúde decretada na terra indígena, na região Norte, foi uma das primeiras crises enfrentadas pelo governo Lula ao assumir. Na época, a gestão federal responsabilizou a negligência da Presidência de Jair Bolsonaro (PL) pelo agravamento da situação dos yanomamis.

A pasta da Saúde afirma que desde 2023, o número de profissionais da área no território mais que triplicou, passando de 690 para 2.100 em 2025.
Atualmente, 37 polos-base e 40 Unidades Básicas de Saúde estão em funcionamento na terra indígena, além do Centro de Referência de Surucucu, dedicado aos casos mais graves.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/08/mortes-por-desnutricao-caem-75-em-terra-yanomami-na-comparacao-com-2023.shtml.

Criancas yanomami internadas no Polo Base de Surucucu, na Terra Indigena Yanomami, em Roraima - Lalo de Almeida/Folhapress · Lalo de Almeida/Folhapress — Foto: UOL
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