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    Mortes: Levava bandeiras aos estádios de futebol e o sonho de ser padre no coração

    Amigos guardam lembranças de viagens e conversas antes das partidas com Lennon Rodrigues da Silva

    UOL
    12 de outubro de 2026 às 19:00
    Mortes: Levava bandeiras aos estádios de futebol e o sonho de ser padre no coração
    Homem com vestimenta litúrgica branca e preta, de mãos postas, está ao lado de imagem de Nossa Senhora de Fátima decorada com flores brancas e verdes, dentro de igreja com paredes decoradas e colunas brancas. — Foto: UOL

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    Apoiar até o final era o lema de Lennon Rodrigues da Silva nas arquibancadas. Perto da bateria, puxava os cantos da Força Jovem, torcida organizada do Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, de Mato Grosso . Incentivava o time mesmo quando o resultado não ajudava.

    Lennon Rodrigues da Silva (1991 - 2026) - Divulgação/Pascom · Divulgação/Pascom
    Lennon Rodrigues da Silva (1991 - 2026) - Divulgação/Pascom · Divulgação/Pascom — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Conhecido como Leninho ou Presida entre os torcedores, presidiu a organizada de 2018 a 2023, conforme lembra o amigo Matheus Yuri Gonçalves Rodrigues. Além de cantar, ajudava a transportar instrumentos, faixas e bandeiras para os jogos do clube de Várzea Grande.

    "Ele era um cara apaziguador, que não gostava de xingar nem de ofender o próprio time. Para ele, o papel da torcida era apoiar o Operário até o último minuto", afirma Rodrigues.

    A ligação com o clube começou em uma partida no interior que Lennon foi sozinho. Depois, passou a frequentar os jogos em Cuiabá e Várzea Grande e se aproximou da Força Jovem. Nas arquibancadas, construiu amizades.

    Obituários do mês de outubro de 2026
    Obituários do mês de outubro de 2026 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Com o pai, José Gonçalo, encontrava maneiras de acompanhar o Operário. Antes das partidas, reunia-se com os amigos para conversar e dar risada. Rodrigues guarda a lembrança de uma viagem a Cáceres no carro de Lennon, com outros três companheiros, para assistir ao time.

    A fé católica também ocupava espaço na vida dele. Atuava como acólito na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá , auxiliando nas celebrações e na formação de outras pessoas que serviam ao altar.

    Foi no grupo de crisma, em 2011, que conheceu Bruno Gabriel Pinto Góes. Os dois se aproximaram e começaram a servir juntos na catedral. Góes lembra a empolgação do amigo com a religião e o interesse que surgiu pela vida sacerdotal.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Lennon participou de encontros vocacionais no Seminário Cristo Rei e passou um breve período no propedêutico, etapa de preparação para o ingresso no seminário. Também cursava direito e seguiu uma trajetória profissional na Defensoria Pública de Mato Grosso.

    "Ele tinha um grande coração e percebíamos no nosso amigo um olhar bondoso sobre as pessoas", afirma Góes.

    Em 2013, os amigos viajaram ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude, com o papa Francisco , de quem Lennon era admirador.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Na Defensoria, Lennon começou como estagiário do Núcleo Criminal. Foi assessor voluntário, trabalhou como assessor jurídico no interior e retornou à capital como estagiário de pós-graduação.

    No futebol, sua última participação com a torcida foi durante a Série D do Campeonato Brasileiro de 2026. Já conversava com os amigos sobre o Campeonato Mato-Grossense de 2027.

    Lennon morreu na quinta-feira (8), aos 35 anos, após um infarto em Cuiabá. Ele deixa os pais, José Gonçalo e Iraci Rodrigues Barbosa, a irmã Fabricia e a única filha, Luna, de 8 anos.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/10/mortes-levava-bandeiras-aos-estadios-de-futebol-e-o-sonho-de-ser-padre-no-coracao.shtml.

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    Lennon Rodrigues da Silva (1991 - 2026) - Divulgação/Pascom · Divulgação/Pascom — Foto: UOL

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