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    Mortes: Fez da música a trilha sonora dos negócios e da vida

    Formado em letras, criou uma empresa de montagem de estandes para feiras e congressos

    UOL
    16 de agosto de 2026 às 21:00
    Mortes: Fez da música a trilha sonora dos negócios e da vida
    Homem de meia-idade com barba grisalha usa chapéu de padrão pied-de-poule e óculos escuros. Ele está em ambiente externo com iluminação noturna e outras pessoas desfocadas ao fundo. — Foto: UOL

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    A música de "A Pantera Cor-de-Rosa", de Henry Mancini , não saía da vida de Francisco Antônio Agliussi. Virou som de espera dos telefonemas de sua empresa e inspirou uma coleção de objetos. Também o acompanhou até a despedida, quando uma das filhas levou ao velório uma pelúcia do personagem com mais de um metro de altura.

    Francisco Antônio Agliussi (1951 - 2026) - Arquivo Pessoal · Arquivo Pessoal
    Francisco Antônio Agliussi (1951 - 2026) - Arquivo Pessoal · Arquivo Pessoal — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A paixão pela música vinha de muito antes. Quando jovem, Agliussi tocava bateria em uma banda que se apresentava em festas e no Carnaval de São José do Rio Pardo, no interior paulista , sua cidade natal.

    Com o passar dos anos, acumulou milhares de CDs e discos de vinil e espalhou instrumentos pela casa. Tinha teclados, violinos, violões, baixo, instrumentos de sopro e de percussão. A família dizia que ele tinha quase uma orquestra em casa.

    A trajetória profissional começou longe dos grandes eventos. Formado em letras, Agliussi não chegou a exercer a profissão. Em meados dos anos 1970, mudou-se para a capital paulista e começou a trabalhar como propagandista de medicamentos. Para complementar a renda, vendia antiguidades aos fins de semana na Feira do Bixiga.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Foi nessa época que enxergou uma oportunidade no setor de eventos médicos e criou a Estande Feiras e Congressos. A empresa começou atendendo companhias da área médica e, depois, ampliou a atuação para outros segmentos. Tornou-se o centro de sua vida profissional e, nos últimos anos, passou a ser administrada pelas filhas.

    O interesse por antiguidades nunca desapareceu. Agliussi continuou frequentando feiras e eventos do setor e chegou a ser convidado para entrar em edições do Família Vende Tudo antes da abertura ao público, à procura de peças para suas coleções.

    Nascido em 13 de setembro de 1951, cresceu em uma família de classe média baixa com outros quatro irmãos. A mudança para São Paulo e o sucesso da empresa permitiram que ascendesse financeiramente. Para ele, o trabalho era o caminho para proporcionar uma vida melhor à família e manter as atividades de lazer que nunca abandonou.

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    De personalidade forte e independente, era também sociável. Gostava de sair com amigos e familiares e de assistir a shows. Nos últimos anos, já aposentado, tornou-se mais caseiro. Teve dois casamentos e uma filha em cada um deles.

    A generosidade é uma das características lembradas pela família. Com a melhora das condições financeiras, ajudava irmãos, amigos e pessoas próximas.

    Morreu em 10 de julho, em São Paulo, após sofrer um AVC . Tinha 74 anos. Deixa a mulher, Marta, 63, as filhas Bianca, 45, e Fabia, 33, os netos Rocco, 15, e Greta, 10, além do irmão Roberto, 72.

    Para a família, deixa a lembrança de um homem trabalhador, criativo, amável e generoso, que fez do trabalho uma forma de cuidar dos seus sem abandonar as próprias paixões. E uma delas ainda pode ser ouvida por quem telefona para a empresa que construiu: o tema de "A Pantera Cor-de-Rosa".

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/mortes-fez-da-musica-a-trilha-sonora-dos-negocios-e-da-vida.shtml.

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    Francisco Antônio Agliussi (1951 - 2026) - Arquivo Pessoal · Arquivo Pessoal — Foto: UOL

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