Mortes: Corintiano superou os desafios da vida com um sorriso no rosto
Adilson Mazio Costa chegou a morar na rua, mas enfrentou os desafios e ultrapassou a própria expectativa de vida

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Adilson Mazio Costa costumava brincar com a família que estava no lucro. Contava que, quando jovem, acreditava que não passaria dos 30 anos. Mas, com força de vontade e muito trabalho, conseguiu superar os desafios que a vida lhe impôs para ter uma velhice tranquila e feliz.

Paulistano da Vila Maria, na zona norte, ele nasceu em 9 de junho de 1943, mas, no registro, consta 5 de novembro. Era o segundo filho (depois de Glauci) de Maria Conceição e Dionísio, que se separaram quando ele era muito novo. Por isso, não tinha lembranças do pai, algo que costumava lamentar. Teve mais duas irmãs, Celina e Marlene, de outros relacionamentos da mãe.
Na adolescência , enfrentou a pior fase da vida. Desentendimentos na família o fizeram sair de casa, e ele morou dois anos nas ruas.
"Ele falava que não virou bandido e usou drogas pela índole dele. Viu várias coisas ruins, mas sempre procurou não entrar em nada errado", diz a filha, Valéria Mazio Costa, 49.

Ela conta que, como os vizinhos o conheciam, pediam para Adilson fazer alguns serviços pelo bairro até que uma família o acolheu. Ele morou algum tempo em Guarulhos com a tia da vizinha que o amparou, mas depois voltou para a Vila Maria, onde, nos anos seguintes, jogou bola com os amigos e frequentou a escola de samba Unidos de Vila Maria.
Após trabalhos em vários lugares, fixou-se como motorista na Sabesp , onde se aposentou nos anos 1990. Na empresa, um amigo o apresentou à cunhada, Maria Conceição Costa, com quem se casou em 1975 após oito meses de namoro. Na união de 51 anos, tiveram dois filhos: Valéria e Paulo André, 44.
Após se aposentar, Adilson começou a trabalhar de taxista e foi síndico do condomínio onde morou por quase 40 anos em Guarulhos, para onde se mudou após o casamento.

Nessa época, ele também resolveu voltar a estudar, o que não conseguiu quando jovem. Completou o ensino fundamental no EJA (Educação de Jovens e Adultos) .
Um idoso muito ativo, sempre foi prestativo e fazia amizades por onde ia. Também costumava fazer caminhadas diárias com a mulher.
No tempo livre, gostava de ouvir samba e preferia ficar tranquilo em casa. Como bom corintiano , assistia a todos os jogos do Timão e também os dos rivais. Gostava de programas jornalísticos e filmes de aventura e ação, além das novelas , que não perdia.
"Pelo histórico, meu pai é um exemplo de alegria e superação. Era conhecido pelo sorriso fácil. Foi um vencedor porque superou muitas dificuldades. Ele falava que estava no lucro porque nunca imaginou que se casaria, que teria filhos e netos. Isso era uma vitória para ele", diz Valéria.
Foi internado no fim de maio e os médicos descobriram um tumor muito agressivo no pulmão. Ele morreu no dia 25 de agosto, aos 83 anos.
Adilson deixa a mulher, os dois filhos e as netas Maria Eduarda e Julia, além dos sobrinhos e primos, pelos quais era muito querido.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/mortes-corintiano-superou-os-desafios-da-vida-com-um-sorriso-no-rosto.shtml.

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