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    Morte do Sol pode desestabilizar o Sistema Solar antes do previsto

    Estudo revela que a morte do Sol será violenta e pode desestabilizar as órbitas dos planetas gigantes muito antes do previsto O post Morte do Sol pode desestabilizar o Sistema Solar antes do previsto apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    10 de outubro de 2026 às 18:16
    Morte do Sol pode desestabilizar o Sistema Solar antes do previsto
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    O Sistema Solar pode perder sua estabilidade muito antes do previsto quando o Sol chegar ao fim da vida. Um estudo indica que a perda irregular de massa da estrela pode desestabilizar as órbitas dos planetas gigantes e expulsar alguns deles para o espaço interestelar.

    Publicado na revista The Astrophysical Journal Letters , o trabalho aponta que essa reorganização pode ocorrer até 100 vezes mais rápido do que estimativas anteriores sugeriam.

    Os modelos tradicionais consideravam que o Sol perderia massa gradualmente ao envelhecer. Nesse cenário, os planetas externos poderiam permanecer em órbitas estáveis por bilhões de anos, mesmo depois de a estrela se transformar em uma anã branca, estágio final de sua evolução.

    Os pesquisadores estimam que cada ejeção de massa pode liberar matéria equivalente a cerca de 33 massas terrestres. – Crédito: Imagem gerada por AI
    Os pesquisadores estimam que cada ejeção de massa pode liberar matéria equivalente a cerca de 33 massas terrestres. – Crédito: Imagem gerada por AI — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Konstantin Batygin e Jim Fuller, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e Fred Adams, da Universidade de Michigan, investigaram o que acontece quando essa perda de massa não ocorre de maneira uniforme.

    Em vez de liberar matéria continuamente, o Sol moribundo pode expelir suas camadas externas em milhares de episódios separados. Cada ejeção provocaria uma pequena mudança na velocidade da estrela , alterando sua influência gravitacional sobre os planetas.

    Para investigar esse cenário, os pesquisadores analisaram dados do observatório Gaia, da Agência Espacial Europeia , que estudou sistemas de estrelas binárias , incluindo aqueles com anãs brancas. Em seguida, realizaram simulações para avaliar como essas perturbações afetariam o Sistema Solar.

    Em 37 de 48 simulações, os planetas gigantes começaram a cruzar suas órbitas de forma inesperada. – Imagem: Batygin et al., ApJL, 2026
    Em 37 de 48 simulações, os planetas gigantes começaram a cruzar suas órbitas de forma inesperada. – Imagem: Batygin et al., ApJL, 2026 — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Nos modelos considerados mais realistas, cada episódio liberaria matéria equivalente a cerca de 33 massas terrestres. Ao longo de aproximadamente 4.600 ejeções, pequenas alterações na trajetória do Sol poderiam se acumular e comprometer a estabilidade dos planetas mais distantes.

    Em 37 das 48 simulações selecionadas, os planetas gigantes começaram a cruzar suas órbitas de maneira inesperada. Em alguns cenários, isso aconteceu quando o Sol havia perdido apenas 10% de sua massa, antes mesmo de terminar a expulsão de suas camadas externas.

    As consequências podem ir além de uma simples mudança na posição dos planetas. Urano e Netuno, por exemplo, podem trocar de lugar ou se aproximar da região orbital de Júpiter. Saturno também corre o risco de ser expulso do Sistema Solar.

    explosao solar
    explosao solar — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Em nove de cada dez de nossas simulações, pelo menos um planeta gigante é lançado para o espaço interestelar.

    Segundo ele, o resultado pode ajudar a explicar a existência de planetas errantes, que vagam pelo espaço sem orbitar uma estrela.

    Em 90% das simulações, o Sistema Solar perdeu sua configuração original em até três bilhões de anos após o Sol se transformar em uma anã branca. Alguns cenários indicaram que a desestabilização pode começar ainda antes dessa etapa.

    Futuro do sistema solar
    Futuro do sistema solar — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A conclusão retoma uma questão levantada por Isaac Newton sobre a estabilidade dos planetas, mas aponta uma causa diferente da imaginada pelo cientista: em vez de uma estrela externa perturbar o sistema, o próprio envelhecimento do Sol pode desencadear o processo.

    Ao explicar a mudança nos resultados, Batygin destacou que considerar a perda de massa como uma sequência de eventos discretos, em vez de um processo contínuo, altera radicalmente as previsões sobre o destino dos planetas.

    A descoberta também pode influenciar o estudo de outros sistemas planetários. Segundo o pesquisador, cerca de 97% das estrelas terminam suas vidas de maneira semelhante à prevista para o Sol. Se a perda irregular de massa também ocorrer nesses sistemas, a morte estelar poderá transformar profundamente as órbitas dos planetas ao redor delas.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

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    Os pesquisadores estimam que cada ejeção de massa pode liberar matéria equivalente a cerca de 33 massas terrestres. – Crédito: Imagem gerada por AI
    Os pesquisadores estimam que cada ejeção de massa pode liberar matéria equivalente a cerca de 33 massas terrestres. – Crédito: Imagem gerada por AI — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Em 37 de 48 simulações, os planetas gigantes começaram a cruzar suas órbitas de forma inesperada. – Imagem: Batygin et al., ApJL, 2026
    Em 37 de 48 simulações, os planetas gigantes começaram a cruzar suas órbitas de forma inesperada. – Imagem: Batygin et al., ApJL, 2026 — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/10/10/ciencia-e-espaco/morte-do-sol-pode-desestabilizar-o-sistema-solar-antes-do-previsto/.

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