Morre o diretor Tony Gatlif, que explorou a cultura cigana nos cinemas, aos 77
O cineasta Tony Gatlif , defensor da cultura cigana e autor de mais de 20 filmes -alguns rodados na Espanha - em que a música sempre teve papel de destaque, morreu nesta quarta-feira, aos 77 anos, informou sua família à AFP nesta sexta. Leia mais (09/04/2026 - 11h17)

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O cineasta Tony Gatlif , defensor da cultura cigana e autor de mais de 20 filmes —alguns rodados na Espanha — em que a música sempre teve papel de destaque, morreu nesta quarta-feira, aos 77 anos, informou sua família à AFP nesta sexta.

O diretor morreu em Arles , no sudeste da França, enquanto trabalhava em um projeto de filme histórico.
"A beleza de seus filmes, sua generosidade, sua alegria, sua poesia e seu amor pela música permanecerão para sempre em nós", disseram sua esposa, seus filhos e seus netos em um comunicado.
Eles também lhe desejaram "latcho drom", que na língua do povo cigano significa "boa viagem" e é também o título de um de seus filmes.

Desde 1975, dirigiu 25 filmes, como " O Estrangeiro Louco" , de 1997, e " Exílios ", com que venceu o prêmio de melhor direção em Cannes. Seu último longa-metragem, "Ange", estreou em 2025.
Seu primeiro longa-metragem, "Corre, Gitano", foi rodado na Espanha, em Granada, com o dançarino de flamenco e coreógrafo Mario Maya .
Anos depois, ele voltou à Espanha com "Vengo", rodado na Andaluzia e com o dançarino de flamenco Antonio Canales.

Em seu cinema, profundamente social, a música sempre teve grande importância, como o flamenco em "Vengo" ou o rebético, uma tradição musical grega, em "Djam".
Michel Dahmani, seu nome de nascimento, veio ao mundo em 10 de setembro de 1948, na Argélia , filho de pai cabila e mãe cigana.
Após deixar a Argélia, viveu alguns anos como andarilho, como ele próprio contou, até chegar à França, onde descobriu o teatro e o cinema.

"Travei uma batalha contra meu destino, contra mim mesmo, e isso não é pouca coisa", declarou à AFP em 2021.
Seu filme mais conhecido, "O Estrangeiro Louco" é uma homenagem à música cigana, "uma música que grita o medo e a dor de um povo cuja alma dói", segundo Gatlif.
O filme narra a busca de um jovem francês idealista, interpretado por Romain Duris, que segue os passos de uma cantora que encontra em um acampamento cigano na Romênia .
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/morre-o-diretor-tony-gatlif-que-explorou-a-cultura-cigana-nos-cinemas-aos-77.shtml.

O diretor francês-argelino Tony Gatlif, morto aos 77 anos - Francois Guillot - 7.fev.12/AFP · Francois Guillot - 7.fev.12/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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