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    Morre o diretor Tony Gatlif, que explorou a cultura cigana nos cinemas, aos 77

    O cineasta Tony Gatlif , defensor da cultura cigana e autor de mais de 20 filmes -alguns rodados na Espanha - em que a música sempre teve papel de destaque, morreu nesta quarta-feira, aos 77 anos, informou sua família à AFP nesta sexta. Leia mais (09/04/2026 - 11h17)

    Folha de S.Paulo
    4 de setembro de 2026 às 14:17
    Morre o diretor Tony Gatlif, que explorou a cultura cigana nos cinemas, aos 77
    Homem idoso com cabelos grisalhos e ondulados, rosto com rugas visíveis, veste roupa escura, fundo desfocado com luzes suaves. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O cineasta Tony Gatlif , defensor da cultura cigana e autor de mais de 20 filmes —alguns rodados na Espanha — em que a música sempre teve papel de destaque, morreu nesta quarta-feira, aos 77 anos, informou sua família à AFP nesta sexta.

    O diretor francês-argelino Tony Gatlif, morto aos 77 anos - Francois Guillot - 7.fev.12/AFP · Francois Guillot - 7.fev.12/AFP
    O diretor francês-argelino Tony Gatlif, morto aos 77 anos - Francois Guillot - 7.fev.12/AFP · Francois Guillot - 7.fev.12/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O diretor morreu em Arles , no sudeste da França, enquanto trabalhava em um projeto de filme histórico.

    "A beleza de seus filmes, sua generosidade, sua alegria, sua poesia e seu amor pela música permanecerão para sempre em nós", disseram sua esposa, seus filhos e seus netos em um comunicado.

    Eles também lhe desejaram "latcho drom", que na língua do povo cigano significa "boa viagem" e é também o título de um de seus filmes.

    Povos ciganos em Portugal articulam reação jurídica e cultural contra ultradireita
    Povos ciganos em Portugal articulam reação jurídica e cultural contra ultradireita — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Desde 1975, dirigiu 25 filmes, como " O Estrangeiro Louco" , de 1997, e " Exílios ", com que venceu o prêmio de melhor direção em Cannes. Seu último longa-metragem, "Ange", estreou em 2025.

    Seu primeiro longa-metragem, "Corre, Gitano", foi rodado na Espanha, em Granada, com o dançarino de flamenco e coreógrafo Mario Maya .

    Anos depois, ele voltou à Espanha com "Vengo", rodado na Andaluzia e com o dançarino de flamenco Antonio Canales.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em seu cinema, profundamente social, a música sempre teve grande importância, como o flamenco em "Vengo" ou o rebético, uma tradição musical grega, em "Djam".

    Michel Dahmani, seu nome de nascimento, veio ao mundo em 10 de setembro de 1948, na Argélia , filho de pai cabila e mãe cigana.

    Após deixar a Argélia, viveu alguns anos como andarilho, como ele próprio contou, até chegar à França, onde descobriu o teatro e o cinema.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Travei uma batalha contra meu destino, contra mim mesmo, e isso não é pouca coisa", declarou à AFP em 2021.

    Seu filme mais conhecido, "O Estrangeiro Louco" é uma homenagem à música cigana, "uma música que grita o medo e a dor de um povo cuja alma dói", segundo Gatlif.

    O filme narra a busca de um jovem francês idealista, interpretado por Romain Duris, que segue os passos de uma cantora que encontra em um acampamento cigano na Romênia .

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/morre-o-diretor-tony-gatlif-que-explorou-a-cultura-cigana-nos-cinemas-aos-77.shtml.

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    O diretor francês-argelino Tony Gatlif, morto aos 77 anos - Francois Guillot - 7.fev.12/AFP · Francois Guillot - 7.fev.12/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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