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    Morre mulher que ficou 37 horas presa em escombros após terremoto na Colômbia

    Familiares da mulher que resistiu quase 37 horas presa sob os escombros do terremoto na Colômbia confirmaram neste sábado (15) sua morte após o resgate, enquanto as equipes continuam removendo escombros no país, com poucas esperanças de encontrar sobreviventes. Leia mais (08/15/2026 - 20h00)

    Folha de S.Paulo
    15 de agosto de 2026 às 23:00
    Morre mulher que ficou 37 horas presa em escombros após terremoto na Colômbia
    Equipe de resgate com capacetes e máscaras protege e transporta pessoa ferida enrolada em manta azul durante operação noturna. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Familiares da mulher que resistiu quase 37 horas presa sob os escombros do terremoto na Colômbia confirmaram neste sábado (15) sua morte após o resgate, enquanto as equipes continuam removendo escombros no país, com poucas esperanças de encontrar sobreviventes.

    Daniela Largo, 32, retirada de escombros em Pereira, na Colombia, no dia 11 de agosto - Juan David Duque/Reuters · Juan David Duque/Reuters
    Daniela Largo, 32, retirada de escombros em Pereira, na Colombia, no dia 11 de agosto - Juan David Duque/Reuters · Juan David Duque/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O terremoto de magnitude 7,4, o mais forte do século na Colômbia , deixou desde segunda-feira (10) pelo menos 294 mortos e quase 4.000 feridos, com Cali e Pereira entre as cidades mais atingidas.

    Daniela Largo, cujo resgate na terça-feira (11) se tornou um símbolo de esperança, morreu na noite de sexta-feira (14) em um hospital, segundo informaram seus familiares à agência de notícias AFP.

    A mulher de 32 anos foi retirada dos escombros em uma maca, em Pereira, em meio a gritos de alegria e aplausos, em uma cena que comoveu o país. As autoridades ainda buscam pelo menos 320 desaparecidos , segundo o órgão responsável pelo atendimento a desastres.

    Terremoto atinge Colômbia e causa destruição
    Terremoto atinge Colômbia e causa destruição — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nas áreas mais devastadas, socorristas removem pedaços de telhados e paredes com máquinas pesadas, seis dias após o terremoto.

    Alguns oferecem abraços para aliviar a dor provocada pela tragédia, enquanto outros organizam arrecadações para os desabrigados que estão em locais temporários.

    "Só quero que tudo isso acabe logo", disse Sandra Milena Pérez, mãe de Daniela Largo, em uma ligação com a AFP. Daniela deixa um filho de 12 anos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Após a tragédia, foram criados pontos de atendimento psicológico virtual e presencial em diferentes regiões do país, enquanto o cansaço provocado pelas longas jornadas e a angústia se acumulam entre socorristas e voluntários.

    Entre as máquinas pesadas e os trabalhos de resgate, o cheiro de decomposição aumenta com o passar dos dias.

    Familiares e pessoas próximas das vítimas que conseguiram recuperar os corpos realizaram funerais marcados pela comoção.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em Cali, a cidade com mais mortos pelo terremoto, centenas de sobreviventes que perderam suas casas ou temem que seus edifícios desabem passam as noites em pequenas barracas montadas em parques.

    Moradores preparam "sancocho", uma sopa típica colombiana feita com tubérculos e carnes , para os afetados.

    "Faço isso porque vem do coração. Vou ajudar meus vizinhos o máximo que puder", contou María Josefa Aragón, 42, cozinheira voluntária.

    Após a tragédia, algumas pessoas percorreram milhares de quilômetros para reencontrar seus familiares.

    Uma venezuelana viajou da Espanha até Cali em busca da filha de 24 anos, desaparecida junto com o marido.

    A mãe acredita que a filha esteja morta. "Três anos sem vê-la para agora vê-la assim", disse à AFP, sem esperança. A mulher pediu para não ser identificada.

    O presidente Abelardo de la Espriella fez na sexta-feira visitas rápidas a alguns dos locais mais afetados pelo terremoto. O presidente decretou calamidade nacional e anunciou ajuda aos afetados. Mais de 14 mil casas foram destruídas até o momento. Também foram criados programas e aplicativos para localizar animais de estimação desaparecidos.

    Em Bogotá , que não sofreu danos significativos com o terremoto, voluntários formam correntes humanas para organizar toneladas de ajuda humanitária doada às regiões mais afetadas.

    "Vocês não estão sozinhos. Para mim, é como se fossem da família", disse Laura Mendoza, consultora e voluntária de 47 anos.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/morre-mulher-que-ficou-37-horas-presa-em-escombros-do-terremoto-na-colombia.shtml.

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    Daniela Largo, 32, retirada de escombros em Pereira, na Colombia, no dia 11 de agosto - Juan David Duque/Reuters · Juan David Duque/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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