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    Moraes e Mendonça batem boca no STF e trocam acusações sobre atuação da PF

    André Mendonça (Carlos Moura/SCO/STF) – Alexandre de Moraes (Luiz Silveira/STF) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montagem-infomoney-4.jpg?fit=1120%2C720&quality=70&strip=all" />Moraes diz ter testemunhas de pressão do colega sobre investigadores; Mendonça contesta acusações e questiona uso de relatórios de inteligência The post Moraes e Mendonça batem boca no STF e trocam acusações sobre atuação da PF appeared first on InfoMoney .

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    15 de setembro de 2026 às 15:48
    Moraes e Mendonça batem boca no STF e trocam acusações sobre atuação da PF
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    André Mendonça (Carlos Moura/SCO/STF) – Alexandre de Moraes (Luiz Silveira/STF)

    Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça trocaram acusações nesta terça-feira (15), durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discute se há elementos para abrir uma investigação contra Moraes a partir das mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

    O embate ocorreu quando Moraes voltou a acusar Mendonça de tentar direcionar a atuação da Polícia Federal. O ministro afirmou ter testemunhas de que o colega teria pedido a investigadores que buscassem elementos contra ele e chegou a mencionar uma tentativa de incluí-lo em uma colaboração premiada.

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    “Eu tenho testemunhas. Não só policiais, advogados, testemunhas”, afirmou Moraes durante a sessão. Ao ser interrompido por Mendonça, acrescentou: “Vamos chamar essa testemunha? Vamos chamar?”.

    Mendonça reagiu: “Não pode chamar quem quiser”.

    A discussão expôs no plenário uma disputa que se desenvolve desde o início de setembro e envolve a condução das investigações sobre o Banco Master, relatórios produzidos pela inteligência da PF e acusações recíprocas entre integrantes do Supremo.

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    Corte definiu rito da sessão desta terça, mas ainda terá de enfrentar questões sobre validade do relatório da PF, quórum e eventual pedido de vista

    Moraes sustenta que Mendonça buscou elementos contra ele durante a condução das investigações do Master. Relatórios da PF afirmaram que o ministro perguntou a investigadores sobre dados relacionados a Moraes encontrados no celular de Vorcaro e determinou a identificação de autoridades com foro privilegiado mencionadas no material.

    Nesta terça, Moraes elevou o tom ao afirmar que Mendonça teria buscado sua inclusão em uma colaboração premiada.

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    “Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada?”, questionou.

    Moraes disse que pretende apresentar pessoas que teriam acompanhado essas conversas. “Vamos trazer aqui testemunhas que eu vou indicar”, afirmou.

    O ministro também classificou a apuração contra ele como “fraudulenta” e relacionou o episódio às disputas políticas envolvendo sua atuação no Supremo. Mendonça nega ter conduzido ilegalmente as investigações.

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    As acusações de Moraes contra Mendonça foram fundamentadas, entre outros elementos, em relatórios de inteligência da Polícia Federal. Os documentos analisaram a atuação do relator dos casos Master e INSS e levantaram suspeitas de possível direcionamento das investigações.

    Os próprios relatórios registravam que não tinham valor probatório. Mendonça passou a questionar sua origem e conteúdo, classificando-os como apócrifos e apontando ausência de assinatura e outros elementos formais de identificação.

    A PF rejeitou a acusação de monitoramento ilegal. Em manifestação encaminhada a Edson Fachin, o diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que os documentos foram produzidos regularmente e entregues em cumprimento a uma determinação de Moraes no inquérito das fake news.

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    Mendonça, por sua vez, determinou em 8 de setembro o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Alegou que os documentos revelavam uma atuação irregular contra integrantes do STF e outras autoridades.

    A decisão ampliou a crise interna. Fachin posteriormente suspendeu tanto o afastamento determinado por Mendonça quanto uma decisão de Flávio Dino que havia reintegrado os delegados, mantendo Andrei no comando da PF.

    O bate-boca ocorreu enquanto o plenário discutia uma questão anterior ao mérito: se as acusações contra Moraes podem ser examinadas separadamente das contestações à atuação de Mendonça.

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    Moraes defendeu que os dois conjuntos de fatos sejam analisados conjuntamente. “Não dá para julgar uma coisa sem outra”, afirmou.

    A conduta de Mendonça está prevista para ser discutida pelo plenário em outra sessão. A divergência sobre separar ou reunir os casos passou a ocupar parte significativa do julgamento desta terça antes mesmo de os ministros decidirem se o material envolvendo Moraes justifica uma investigação formal.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/moraes-e-mendonca-batem-boca-no-stf-e-trocam-acusacoes-sobre-atuacao-da-pf/.

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