Política

    Moraes diz que Mendonça não liberou todo o sigilo sobre Banco Master

    Ministro diz que colega é “diretamente interessado” e afirma querer levar o caso para sessão de 15 de setembro

    Poder360
    11 de setembro de 2026 às 16:08
    Moraes diz que Mendonça não liberou todo o sigilo sobre Banco Master
    Foto: Poder360

    Ministro diz que colega é “diretamente interessado” e afirma querer levar o caso para sessão de 15 de setembro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu nesta 6ª feira (11.set.2026) que Luiz Edson Fachin paute o pedido para investigar André Mendonça por “abuso de autoridade” no dia 15 de setembro. Moraes fala em “fatos conexos” e quer que julgamento sobre mensagens com Daniel Vorcaro também analise relatório de inteligência da PF contra Mendonça.

    Em ofício para o presidente do tribunal, Moraes também afirmou que Mendonça não levantou o sigilo completo das investigações sobre o Banco Master, fundado por Vorcaro. Para o ministro, o colega excluiu 180 documentos por ser “diretamente interessado no julgamento” que acontecerá na próxima 3ª feira (15.set.2026).

    Na imagem, os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
    Na imagem, os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “ Houve o levantamento do sigilo de 15 (quinze) procedimentos, o que não corresponde à totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556, como poderá ser certificado pela Diretoria de TI “, afirmou o ministro.

    Moraes afirmou ser necessário que a sessão que vai analisar menção ao seu nome em relatório da PF também julgue o pedido, feito quando era relator do inquérito das fake news, para investigar Mendonça por improbidade e abuso de autoridade.

    “ A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 (quinze) procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556 o sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 (cento e oitenta) documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória ”, disse o ministro.

    André Mendonça e Alexandre de Moraes
    André Mendonça e Alexandre de Moraes — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Na 4ª feira (9.set.2026), o presidente do STF, Edson Fachin, deu uma resposta conjunta diante das decisões de Mendonça, Moraes e Flávio Dino na crise envolvendo possíveis investigações de ministros do Supremo.

    “Quando notícias e fatos aventados possam lançar dúvida sobre a higidez de seu funcionamento, é dever e de interesse de todos e de cada um dos membros deste Tribunal esclarecer o que se passou e, no limite, imputar responsabilidades” , declarou.

    A crise começou em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que identificou conversas entre o fundador do Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. A apuração identificou contratos milionários com o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, e conversas sobre as investigações envolvendo fraudes no banco. Mendonça pediu que Fachin levasse o caso ao plenário.

    No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da PF , afirmando que Mendonça teria atropelado as investigações.

    Em 3 de setembro, Moraes contra-atacou ao apresentar um pedido para investigar Mendonça por “abuso de autoridade” . Usando o inquérito das fake news, Moraes cita um “relatório de inteligência” contra Mendonça para afirmar que o colega teria direcionado as investigações da PF contra “adversários” .

    Na 6ª feira (4.set.2026), Fachin unificou os 2 pedidos em uma petição única, sob a condução da Presidência. Ele também deu prazo para que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos.

    Poucos dias depois, na 3ª feira (8.set.2026), Mendonça apontou ilegalidades na produção do relatório de inteligência elaborado pela PF e citado por Moraes. O relator do inquérito do Master afastou cautelarmente o chefe da PF da função. No mesmo dia, a AGU (Advocacia Geral da União) recorreu da decisão a Fachin.

    Na manhã desta 4ª feira (9.set.2026), em articulação com o Palácio do Planalto, o ministro Flávio Dino, relator de inquérito sobre desvio de emendas para o filme “Dark Horse”, contrariou a decisão de Mendonça e reintegrou o diretor-geral à corporação .

    Diante das 3 decisões, Fachin revogou as 2 medidas envolvendo o afastamento de Andrei Rodrigues, mantendo o diretor-geral no cargo. Ele também retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e decidiu pautar o pedido de Mendonça para investigar Moraes.

    O plenário vai analisar, em sessão aberta do STF em 15 de setembro, o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/moraes-diz-que-mendonca-nao-liberou-todo-o-sigilo-sobre-banco-master/.

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    Na imagem, os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. — Foto: Poder360

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